Guerra já custou aos EUA 24,7 mil milhões de euros. Irão ameaça enriquecer urânio a 90% caso seja atacado

Acompanhe aqui os desenvolvimentos sobre a guerra no Irão nesta terça-feira (12 de maio).
Guerra já custou aos EUA 24,7 mil milhões de euros. Irão ameaça enriquecer urânio a 90% caso seja atacado
EPA/ABEDIN TAHERKENAREH

Pete Hegseth. "Temos um plano para intensificar operações, se necessário"

Durante uma audição na Câmara dos Representantes, o secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, foi questionado sobre se existe um plano B para a guerra no Irão, caso o Congresso não autorize o prolongamento das operações militares contra Teerão.

"Temos um plano para intensificar operações, se necessário. Temos um plano para recuar, se necessário. Temos um plano para deslocar recursos”, afirmou Hegseth, sem adiantar sobre quais serão os próximos passos da administração de Donald Trump em relação à guerra no Irão.

O secretário da Defesa dos EUA disse que “é evidente” que o cessar-fogo com o Irão permanece em vigor.  

Guerra no Irão já custou aos EUA cerca de 24,7 mil milhões de euros

Secretário Adjunto Interino da Defesa para Assuntos Financeiros, Jules Hurst, afirmou esta terça-feira que, até ao momento, a guerra no Irão custou aos EUA cerca de 29 mil milhões de dólares (24,7 mil milhões de euros)

Jules Hurst disse que, na altura do depoimento perante a Comissão de Serviços Armados da Câmara dos Representantes, "o valor era de 25 mil milhões de dólares", mas esta estimativa está constantemente a ser revista. "Agora acreditamos que está mais perto dos 29 mil milhões de dólares", afirmou durante uma audição na Câmara dos Representantes.

O montante, afirmou, deve-se "à atualização dos custos de reparação e substituição de equipamento, bem como aos custos operacionais gerais para manter as pessoas no teatro de operações".

Israel envia bateria do sistema Iron Dome aos Emirados Árabes Unidos, diz embaixador dos EUA

O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, disse esta terça-feira que Israel enviou baterias do sistema Iron Dome aos Emirados Árabes Unidos.

Mike Huckabee, citado pela Reuters, referiu ainda que foi enviado pessoal para ajudar a operar o sistema de defesa aéreo israelita, destacando "uma relação extraordinária" entre os Emirados Árabes Unidos e Israel, baseada nos Acordos de Abraão".

Líder do Hezbollah recusa desarmamento e promete inferno a Israel

O líder do Hezbollah, Naim Qassem, rejeitou hoje que o Líbano discuta o desarmamento do grupo libanês pró-iraniano com Israel e ameaçou transformar o conflito com o exército israelita num inferno.

“As armas e a Resistência não dizem respeito a ninguém fora do Líbano (...) é uma questão interna libanesa que não faz parte das negociações com o inimigo”, disse Qassem numa mensagem dirigida aos combatentes do Hezbollah.

“Não nos renderemos e transformaremos a batalha num inferno para Israel”, acrescentou, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

A declaração surge numa altura em que o Líbano e Israel deverão realizar uma nova ronda de negociações em Washington, na próxima quinta-feira.

Lusa

Presidente do parlamento do Irão diz que "contribuintes norte-americanos vão pagar" pelo atraso na obtenção de um acordo 

Mohammad Ghalibaf, presidente do parlamento do Irão, afirmou hoje que os "contribuintes norte-americanos vão pagar" pelo atraso na obtenção de um acordo para o fim da guerra.

De acordo com Ghalibaf, um dos principais negociadores de Teerão, "não há alternativa senão aceitar os direitos do povo iraniano" tal como estão "estabelecidos na proposta de 14 pontos".

"Qualquer outra abordagem será completamente inconclusiva, nada além de um fracasso após o outro", afirmou numa mensagem publicada nas redes sociais.

Referiu que quanto mais os EUA se atrasarem na obtenção de um acordo, "mais os contribuintes norte-americanos terão de pagar por isso".

Ataque israelita terá feito seis mortos no sul do Líbano

Seis pessoas morreram num ataque aéreo israelita que atingiu uma casa no sul do Líbano, de acordo com a informação da Agência Nacional de Notícias do Líbano, citada pela CNN.

O ataque ocorreu na noite de segunda-feira na cidade de Kfardounine.

Segundo o Ministério da Saúde libanês, os ataques israelitas fizeram, desde 2 de março, 2869 mortos e 8730 feridos.

Irão ameaça enriquecer urânio a 90% caso país volte a ser atacado

O porta-voz do parlamento iraniano, Ebrahim Rezae, admitiu esta terça-feira a possibilidade de enriquecimento de urânio a 90% caso o país volte a ser alvo de ataques por parte dos EUA e Israel.

"Uma das opções do Irão em caso de outro ataque poderia ser o enriquecimento de 90%. Vamos analisar isso no parlamento", indicou Rezae numa mensagem publicada nas redes sociais.

De acordo com a Reuters, enriquecimento de urânio a 90% é um nível considerado adequado para a produção de armas nucleares.

As declarações do porta-voz do parlamento iraniano acontecem depois de o presidente dos EUA admitir que o cessar-fogo entre os dois países está em "estado crítico".

Cessar-fogo entre EUA e Irão está  “ligado à máquina”

Depois de ter considerado a resposta do Irão “inaceitável”, o presidente dos Estados Unidos voltou ao tema, acrescentando que a mesma é “estúpida”. Pelas declarações aos jornalistas na Sala Oval, depreende-se que o facto de o regime iraniano não abdicar do programa nuclear de vez é o motivo pelo qual Donald Trump rejeita o documento iraniano e afirma que o cessar-fogo está “ligado à máquina”. A viagem à China poderá trazer novidades no campo negocial.

Para o presidente norte-americano a questão resume-se à simplicidade e à excelência do seu plano, “o melhor de sempre”. Nas suas palavras: “Sabem, é um plano muito simples  não sei por que é que não dizem as coisas como elas são  o Irão não pode ter uma arma nuclear.” Prosseguiu: “Eu tenho um grande plano: eles não podem ter uma arma nuclear. E eles não disseram isso na carta.”

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Cessar-fogo está “ligado à máquina”, mas Trump continua a crer num acordo

UE equaciona missão no Líbano para substituir força da ONU

A chefe da diplomacia da União Europeia referiu hoje que os ministros da Defesa vão decidir se tencionam substituir a força de manutenção da paz da ONU no Líbano com uma missão própria do bloco.

Em declarações aos jornalistas à entrada para uma reunião dos ministros da Defesa da União Europeia (UE), em Bruxelas, Kaja Kallas referiu que a missão da ONU de manutenção da paz no Líbano, UNIFIL, termina em dezembro e “há uma vontade dos europeus para desenvolver uma nova missão para apoiar as Forças Armadas libanesas”.

“Já as estamos a ajudar, mas temos de ver se há vontade de se criar uma nova missão europeia para substituir a UNIFIL”, referiu.

A Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança indicou também que, na reunião de hoje, os ministros vão decidir se expandem o mandato da missão naval Aspides, que escolta atualmente navios mercantes no Mar Vermelho, para o Estreito de Ormuz.

“Só precisamos de mudar o plano operacional no mandato [da missão], o que é fácil de fazer se os Estados-membros quiserem reforçá-la e dar-lhe mais meios navais. A estrutura já está toda estabelecida”, indicou.

Kallas indicou ainda que, na reunião de hoje, os ministros vão também discutir sobre a necessidade de desenvolverem mais projetos comuns a nível de Defesa e como aumentar a produção de armamento.

Questionada sobre como é que vê o facto de os Estados Unidos terem decidido retirar cinco mil militares da Alemanha, a chefe da diplomacia da UE respondeu: “Isso claramente mostra que temos de aumentar a nossa própria produção em Defesa”.

“E desenvolver projetos comuns para conseguirmos produzir [armamento] para nós próprios”, salientou.

Nesta declaração aos jornalistas, a Alta Representante foi ainda interrogada sobre o conteúdo dos exercícios de simulação que tem apresentado aos Estados-membros e que visam mostrar como é que, na prática, poderia ser ativado o artigo 42.7 do Tratado da UE, que estabelece a cláusula de defesa mútua em caso de agressão a um dos países.

Kallas referiu que, nesses exercícios, há três cenários diferentes: o primeiro cenário é o de um ataque armado contra um Estado-membro da NATO, o que faz com que sejam ativados dois artigos: o artigo 5 da Aliança Atlântica e o 42.7 da UE.

“O outro cenário é que a agressão é contra outro Estado-membro que não pertence à NATO, ou seja em que só é ativado o artigo 42.7, e o terceiro cenário é quando o ataque se situa abaixo do limiar necessário para o artigo 5 [da NATO], ou seja, quando é um ataque híbrido”, indicou.

Kallas salientou, contudo, que não tenciona comentar publicamente o teor concreto desses exercícios, porque mostram “as falhas que a UE tem”.

“E é precisamente esse o objetivo desses exercícios: garantir que nos tornamos mais concretos. Quem faz o quê? Quem pode pedir o quê da Comissão? O que é que a Comissão Europeia e os Estados-membros podem fazer? É complicado, porque o artigo é muito vago e precisamos de lhe dar mais substância”, frisou.

Os ministros da Defesa da UE estão hoje reunidos em Bruxelas, com três pontos na agenda: guerra na Ucrânia, situação no Médio Oriente e a prontidão europeia no domínio da Defesa.

O Governo português está representado pelo ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo.

Lusa

Trump quer suspender impostos sobre combustíveis para aliviar americanos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na segunda-feira que quer suspender temporariamente o imposto federal sobre os preços da gasolina para atenuar as consequências para a carteira dos americanos da guerra que iniciou no Irão.

"Vamos suspender o imposto sobre o combustível durante algum tempo, e quando o preço (...) baixar, iremos reinseri-lo progressivamente", afirmou o presidente americano à cadeia CBS.

Esta medida necessita da aprovação do Congresso, onde o partido republicano dispõe apenas de uma maioria muito ténue.

O senador Josh Hawley do Missouri (centro) reagiu às declarações do chefe de Estado, anunciando a apresentação de um projeto de lei. A deputada da Flórida (sudeste) Anna Paulina Luna pretende fazer o mesmo "esta semana".

Segundo a Agência Americana de Informação sobre a Energia (EIA), o imposto federal em vigor representa atualmente 18,4 cêntimos por galão de gasolina (3,78 litros, a unidade de medida em vigor nos Estados Unidos) e 24,4 cêntimos para o galão de gasóleo.

Além disso, os 50 estados dos EUA acrescentam o seu próprio imposto, muito variável. Em média, equivale a 29 cêntimos por galão de gasolina.

Os preços dos combustíveis dispararam desde os primeiros ataques israelitas e americanos ao Irão, com o conflito a bloquear grande parte das exportações de hidrocarbonetos do Golfo.

Nos postos de gasolina americanos, a gasolina normal é agora vendida, em média, a 4,52 dólares (3,82 euros) por galão, segundo os dados da associação automóvel americana (AAA), que são de referência.

Antes da guerra, o galão custava cerca de 3 dólares.

A Casa Branca já anunciou várias medidas para limitar a sua subida, levantando temporariamente as sanções sobre o petróleo russo e facilitando o transporte marítimo de combustíveis entre os portos americanos.

Lusa

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Bom dia,

Acompanhe aqui os principais desenvolvimentos sobre a guerra no Irão, numa altura em que já é conhecida a posição do presidente dos EUA sobre a resposta de Teerão à proposta de paz de Washington.

Depois de afirmar que era “inaceitável”, Donald Trump definiu a resposta iraniana como “estúpida” e "lixo", pelo que a rejeitou de imediato.

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Trump anuncia que cessar-fogo com o Irão está "em estado crítico" e fala em proposta "estúpida" de paz
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