Todos os verões surgem nas redes sociais vídeos que mostram a guerra das espreguiçadeiras que acontece em muitos hotéis e resorts por esse mundo fora. Hóspedes que fazem fila de madrugada, à espera que o portão que dá acesso à piscina se abra para que possam correr e garantir que têm uma espreguiçadeira para se deitarem e apanharem sol. Ora, essa disputa num hotel grego acabou em tribunal e um turista alemão conseguiu uma indemnização.De acordo com a BBC, um alemão, a mulher e os dois filhos reservaram uns dias de férias num hotel na ilha grega de Kos contando com momentos de descanso. Mas terão passado cerca de 20 minutos por dia a tentar encontrar espreguiçadeiras que não estivessem reservadas com uma toalha em cima. Muitas vezes em vão, mesmo quando acordavam às 6h00 na esperança de assim encontrarem algumas vagas.O homem processou o operador turístico onde fez a reserva, alegando que não puderam usufruir das espreguiçadeiras por estarem sempre reservadas. Defendeu que o operador não garantiu que a proibição da reserva de espreguiçadeiras não acontecia.E os juízes de um tribunal distrital em Hanover decidiram a seu favor. Consideraram que o homem, que já recebera um reebolso de 350 euros por parte desse operador turístico, tinha direito a um reembolso de 986,70 euros.Para o tribunal, apesar de não ter interferência na gestão do hotel, o operador turístico tinha de garantir que existia uma organização que assegurasse uma proporção “razoável” de espreguiçadeiras por hóspede, diz a BBC.De acordo com a mesma fonte, já há operadores turísticos a permitir a reserva de espreguiçadeiras no momento da reserva do hotel (por um valor adicional) devido a dimensão deste fenómeno que muitas vezes se traduz em espreguiçadeiras vazias durante horas mas reservadas com uma toalha em cima.Há uns anos, em Portugal causou muita polémica um vídeo que mostrava a praia de Armação de Pêra, de manhã cedo, quase deserta mas repleta de chapéus de sol e toalhas a reservar lugar para famílias que só chegariam depois.