O governo pró-europeu do primeiro-ministro Ilie Bolojan não resistiu esta terça-feira, 5 de maio, à votação de uma moção de censura, abrindo uma crise política menos de um ano após a tomada de posse da sua coligação e numa altura em que a extrema-direita está em vantagem nas sondagens. A moção obteve 281 votos a favor, acima dos 233 necessários - o PNL de Bolojan e os seus aliados da USR não votaram.“Esta moção de censura é falsa, cínica e artificial”, disse Bolojan aos deputados antes da votação. “Qualquer país no meio de múltiplas crises tentaria consolidar governos, não trocá-los”.Bolojan lidera um governo minoritário desde final de abril, após os sociais-democratas (o maior partido no parlamento) terem abandonado a coligação governamental e pedirem a demissão do primeiro-ministro. Esta terça-feira, uniram-se à oposição de extrema-direita - a Aliança para a União dos Romenos (AUR) - na apresentação da moção de censura que fez cair o executivo.George Simion, o líder da AUR, pediu a realização de eleições antecipadas, defendendo que o futuro do país “deve ser decidido pelos votos dos romenos” e garantindo que o seu partido está pronto para assumir a a responsabilidade pelo “futuro do país”. No entanto, o presidente Nicusor Dan - que reconheceu que este “não é um momento feliz” para a democracia romena - apelou à calma em nome da estabilidade e afastou um cenário de eleições, preferindo procurar uma maioria disponível para formar um governo pró-europeu. .Roménia. Os desafios do novo presidente Nicusor Dan