O primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu reivindicou hoje ter infligido, com apoio norte-americano, "o golpe mais duro" da história do regime iraniano e exortou os países europeus a juntarem-se a esta "guerra pelo bem", por "obrigação moral". Falando em Jerusalém no memorial de Yad Vashem, na abertura das cerimónias em memória das vítimas do Holocausto, Netanyahu defendeu que "no momento da verdade, é preciso ir à guerra pelo bem, pela vida" e que a Europa "jurou defender o bem após a [2ª Grande] Guerra".A Europa "tem uma profunda obrigação moral", mas "perdeu o controlo da sua identidade, dos seus valores, da sua obrigação de proteger a civilização da barbárie", mas "Israel não esqueceu este mandamento cristão", argumentou."Estamos a defender a Europa, uma Europa que esqueceu tantas coisas desde o Holocausto", adiantou Netanyahu, reivindicando estar a "defender o mundo inteiro" com o Presidente norte-americano, Donald Trump.Lusa.Donald Trump eliminou a imagem criada por Inteligência Artificial que partilhou esta segunda-feira na rede social Truth Social, na qual aparecia como Jesus Cristo.Esta partilha foi alvo de muitas críticas, tendo o presidente dos Estados Unidos justificado que a imagem: "Supostamente, era eu, como médico, ajudando as pessoas a melhorarem."Trump acabou por retirar a imagem para acabar com as críticas, numa altura em que se envolveu numa troca de argumentos com o papa Leão XIV. .Dois navios petroleiros chegaram ao estreito de Ormuz após a aplicação do bloqueio imposto pelos Estados Unidos às 14h00 GMT e tiveram de voltar para trás, segundo a plataforma de monitoramento de embarcações Marine Traffic.O primeiro navio, o petroleiro Rich Starry, de 188 metros de comprimento e bandeira do Malaui, deu meia-volta "poucos minutos depois de se aproximar do estreito", indicou a organização, que acrescentou que a embarcação partiu hoje do ancoradouro de Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos, e navegava com destino à China.O outro petroleiro foi identificado como Ostria, de 175 metros de comprimento e bandeira do Botsuana, e segundo a Marine Traffic também mudou de rumo após aproximar-se do estreito.A empresa Kpler recordou que embora o trânsito através de Ormuz tenha mostrado "um ligeiro aumento" durante o fim de semana, ou seja, enquanto as conversações de paz entre os Estados Unidos e o Irão decorriam em Islamabad, no Paquistão, que terminaram sem acordo, o bloqueio americano daquela estratégica via marítima, adiciona agora uma incerteza sobre a retoma dos fluxos."Os movimentos de navios cisterna de GNL [gás natural liquefeito] continuam bloqueados, com embarcações encalhadas em ambos os lados do estreito e há operadores que ainda esperam garantias de segurança mais claras antes de reingressar na rota", indicou a empresa, que lembrou que por aquela via marítima passa aproximadamente um quinto das exportações globais de GNL.Por outro lado, a plataforma de monitorização de petroleiros Tanker Trackers afirmou na sua conta na rede social X ter detetado em imagens de satélite um petroleiro que partiu da ilha de Jarg, no Irão, simulando no seu Sistema de Identificação Automática (AIS, em inglês) que tinha iniciado a rota na Arábia Saudita.Lusa.Naim Qassem, secretário-geral do Hezbollah, diz rejeitar "categoricamente" as negociações de paz agendadas para amanhã entre Israel e Líbano.Qassem pediu ao presidente libanês Joseph Aoun e ao primeiro-ministro Nawaf Salam que desistissem dessas negociações, que serão mediadas pelos EUA, argumentando que os ataques israelitas têm continuado com o apoio dos norte-americanos.Além disso, destacou que o grupo acredita que o verdadeiro objetivo dos ataques de Israel ao Líbano é anexar todo o país e concretizar o projeto da "Grande Israel". .Algumas horas após o início do bloqueio naval dos EUA aos portos iranianos, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) lançou alertou que este facto pode desencadear uma catástrofe agroalimentar global, interrompendo as exportações de fertilizantes e energia, elevando os preços dos alimentos e reduzindo a produção agrícola..Alaeddin Boroujerdi, membro do comité de política externa e segurança nacional do Irão, classificou o bloqueio dos Estados Unidos ao estreito de Ormuz como propaganda militar sem fundamento, de acordo com uma notícia da Press TV iraniana.Nesse sentido, alertou que qualquer navio da Marinha dos EUA que tentar bloquear os portos iranianos será "enviado para o fundo do mar".Boroujerdi garantiu que os norte-americanos "não têm capacidade real" para concretizar a ameaça que fizeram, que segundo ele não tem o apoio dos outros membros da NATO..O euro voltou hoje a subir face ao dólar, pela quinta sessão consecutiva, após o falhanço das negociações entre os EUA e o Irão e o bloqueio americano ao estreito de Ormuz.Pelas 18h00 (hora de Lisboa), a moeda única seguia a negociar a 1,1726 dólares, face aos 1,1720 dólares de sexta-feira.O euro avançou face à libra e recuou em relação ao iene.O Banco Central Europeu (BCE) fixou hoje o câmbio de referência do euro em 1,1684 dólares.Lusa.O primeiro-ministro britânico anunciou hoje a realização, em conjunto com França, de uma cimeira internacional de líderes, ainda esta semana, sobre o estreito de Ormuz para procurar um "plano coordenado, independente e multinacional".Keir Starmer adiantou que a cimeira, com cerca de 40 países participantes, terá dois eixos principais: o avanço dos esforços diplomáticos para alcançar a reabertura do estreito e o planeamento militar para garantir a segurança da navegação quando as hostilidades terminarem."Juntamente com o Presidente [Emmanuel] Macron, vou convocar uma cimeira de líderes esta semana para impulsionar o esforço internacional que construímos nas últimas semanas, reunindo dezenas de países para garantir a liberdade de navegação no estreito de Ormuz", afirmou no Parlamento britânico. A conferência, disse, vai discutir "os esforços diplomáticos para exercer pressão no sentido de um fim negociado do conflito e da abertura do estreito" e "o planeamento militar para garantir a segurança da navegação, assim que um ambiente estável possa ser estabelecido". Macron tinha já referido a realização de um encontro, em breve, "com países dispostos a contribuir" para "uma missão multinacional pacífica com o objetivo de restaurar a liberdade de navegação" no estreito de Ormuz."Esta missão estritamente defensiva, separada dos beligerantes, será destacada assim que a situação o permitir", escreveu Macron nas redes sociais.O líder francês acrescentou que esta missão não se destina a ser diretamente integrada nos esforços dos Estados Unidos para a resolução do bloqueio do estreito de Ormuz.A reunião, ainda sem data conhecida, segue-se a uma série de encontros promovidos pelo Governo britânico com cerca de 40 países para coordenar uma resposta internacional que garanta a segurança dos fluxos comerciais na região do Médio Oriente.O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paul Rangel, participou na reunião inicial, realizada em modo virtual, em 02 de abril."Permitam-me ser muito claro: trata-se de salvaguardar a navegação e apoiar a liberdade de navegação assim que o conflito terminar. O nosso objetivo aqui é um plano coordenado, independente e multinacional", sublinhou Starmer. O líder trabalhista disse que "este é o momento para uma liderança clara e serena".Lusa.Donald Trump voltou a criticar o Papa Leão XIV, acusando-o de se manifestar "muito" contra o que está a fazer em relação ao Irão. "Acho que ele é muito fraco em relação ao crime e outras questões... nós acreditamos firmemente na lei e na ordem, e ele parece ter um problema com isso", disse O presidente dos EUA garantiu ainda que não tem nada que pedir desculpa: "Ele está errado, ele não gostou do que estamos a fazer em relação ao Irão, mas o Irão quer ser uma nação nuclear para poder exterminar o mundo. Isso não vai acontecer.".Donald Trump discursou esta tarde no Salão Oval durante um evento que não estava agendado, tendo revelado que os EUA foram "contactados pela outra parte", referindo-se ao Irão, garantindo que "eles querem muito, muito fechar um acordo".O presidente norte-americano acrescentou que o principal ponto de discórdia com os iranianos nas negociações de Islamabad "foi o programa nuclear".E a esse propósito deixou uma garantia: "O Irão não terá armas nucleares. E nós concordámos com muitas coisas, mas eles não concordaram com isso. Mas acho que eles vão concordar."Trump fez questão ainda de realçar o "bom trabalho" do vice-presidente JD Vance, bem como os enviados Steve Witkoff e Jared Kushner.Donald Trump explicou ainda o bloqueio naval dos EUA aos portos iranianos: "Não podemos deixar um país chantagear ou extorquir o mundo, porque é exatamente isso que eles estão a fazer. Não vamos deixar isso acontecer... muitos navios estão a caminho do nosso país neste exato momento para carregar o melhor petróleo.".Nenhum país tem o direito de bloquear ou impor portagens no estreito de Ormuz, afirmou o secretário-geral da Organização Marítima Internacional (OMI), Arsenio Dominguez."Os países não têm o direito de bloquear um estreito internacional utilizado para a navegação internacional", afirmou o responsável, durante uma conferência de imprensa em Londres, à margem da 13.ª sessão do Comité Jurídico da OMI.O mexicano respondia ao anúncio de um bloqueio pelos Estados Unidos no estreito de Ormuz, a partir das 15:00 (mesma hora em Lisboa), para pressionar o Irão a levantar as restrições à passagem de navios naquela passagem. Na prática, um novo bloqueio não terá um grande impacto, pois só terão passado 11 embarcações nas últimas 48 horas, quando o normal seriam 130 por dia, sublinhou. "Um bloqueio adicional não traz quaisquer mudanças, nem soluções para a crise que enfrentamos", lembrando que continuam retidos no golfo Pérsico cerca de 20 mil marinheiros e 1.600 navios.Sobre a intenção manifestada pelo Irão de implementar um sistema de "portagens", o responsável rejeitou esta ideia. "Segundo o direito marítimo internacional, tal como previsto nas convenções do direito do mar e nos tratados internacionais relativos à navegação internacional, todos os países devem respeitar o direito de passagem inofensiva e o direito à liberdade de navegação, não existindo quaisquer mecanismos legais que permitam a cobrança de portagens, independentemente do país que as imponha", salientou.Dominguez adiantou que está a trabalhar num plano de retirada de navios e que as conversações estão "em curso com todas as partes relevantes, em particular aquelas que operam o atual esquema de separação de tráfego, Irão e Omã". O secretário-geral da OMI alertou para que, "até que a situação se acalme e seja seguro fazê-lo, nenhum navio deve transitar pelo estreito de Ormuz".O responsável disse não ter qualquer informação oficial sobre a presença de minas naquelas águas e lamentou a continuação do conflito. "O transporte marítimo continua a ser usado como colateral para este tipo de negociações, o que, naturalmente, é prejudicial, não só para os marinheiros inocentes, os países da região, mas globalmente todos os que estão a ser afetados. Por isso, o meu apelo contínuo é ao diálogo multilateral na diplomacia, a fim de acalmar os ânimos e permitir-nos operar como antes", resumiu.O estreito de Ormuz é uma passagem estreita que liga o golfo Pérsico ao golfo de Omã e é usada para exportar 20% do petróleo mundial, 19% do gás natural liquefeito e 13% dos produtos químicos e fertilizantes necessários para a agricultura. O Irão tem mantido o controlo total sobre a navegação pelo estreito, tendo apenas permitido desde o início da guerra a passagem de navios de países aliados, e com os quais manteve conversações recentes, como a China e a Índia. .O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou hoje “eliminar imediatamente” qualquer navio iraniano que ignore o bloqueio das forças armadas norte-americanas iniciado no estreito de Ormuz.“Aviso: Se algum destes navios se aproximar minimamente do nosso bloqueio, será imediatamente eliminado, utilizando o mesmo sistema de neutralização que empregamos contra os traficantes de droga em embarcações em alto mar. É rápido e brutal", afirmou, numa mensagem publicada na sua rede social..O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, assegurou hoje que o cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão se mantinha e que estavam em curso esforços para resolver divergências que impediram um acordo no domingo.“O cessar-fogo mantém-se e, no momento em que falo, estão em curso esforços para resolver os últimos litígios”, afirmou Sharif durante uma breve alocução transmitida pela televisão do Paquistão.Delegações dos Estados Unidos e do Irão interromperam no domingo as conversações acolhidas pelo Paquistão sem conseguirem um acordo que permitisse pôr fim à guerra em curso no Médio Oriente.As duas partes concordaram com um cessar-fogo que entrou em vigor na sexta-feira para permitir as conversações.Face ao impasse em Islamabad, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um bloqueio a todos os portos do Irão a partir das 15:00 de hoje, hora de Lisboa.O exército norte-americano não confirmou imediatamente se o bloqueio tinha efetivamente começado, de acordo com a agência de notícias France-Presse (AFP)..A produção da OPEP em março caiu quase 8 milhões de barris diários e 27,5% em relação à verificada em fevereiro devido à guerra no Irão e ao bloqueio do estreito de Ormuz, anunciou hoje a organização.A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) precisou no relatório de março, o primeiro mês em que se reflete o impacto da guerra, que os quase oito milhões de barris diários foram calculados por vários institutos independentes.Os países mais afetados pela Guerra no Irão, iniciada em 28 de fevereiro pelos EUA e por Israel, e pelo bloqueio do estreito de Ormuz foram o Iraque e os países do Golfo Pérsico.O relatório sublinha que "os acontecimentos a leste do Suez", numa alusão ao bloqueio de Ormuz e os ataques iranianos às instalações da indústria petrolífera de vários países da região, causaram quedas drásticas na produção da Arábia Saudita, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Iraque e, em menor medida, Irão, enquanto a Venezuela aumentou ligeiramente a produção.Segundo os cálculos, o Iraque foi o mais afetado, com as extrações a caírem para 1,62 milhões de barris diários, menos 2,5 milhões de barris diários do que em fevereiro, enquanto o Kuwait caiu para menos de metade, tendo passado de 2,58 milhões de barris diários para 1,21 milhões de barris diários. A Arábia Saudita deixou de fornecer 2,3 milhões de barris diários (10,1 milhões de barris diários em fevereiro e 7,8 milhões de barris diários em março) e os Emirados Árabes Unidos reduziram 1,5 milhões de barris diários (3,4 milhões de barris diários em março e 1,9 milhões de barris diários em fevereiro).Lusa.A Comissão Europeia vai apresentar este mês medidas contra o impacto económico da guerra no Médio Oriente, anunciou hoje Ursula von der Leyen, destacando ainda que os ataques de Israel ao Líbano agravam a instabilidade na região.A presidente do executivo comunitário referiu que o conflito “já custou à UE 22 mil milhões de euros em importações de combustíveis fósseis em 44 dias, sem que tenha sido acrescentado uma molécula de energia adicional”, referindo-se à crise dos preços dos combustíveis causada pela guerra lançada em 26 de fevereiro pelos Estado Unidos e Israel contra“Isto demonstra o enorme impacto que a guerra tem na nossa economia, mesmo que as hostilidades cessem imediatamente, as perturbações no abastecimento energético no Golfo persistirão durante algum tempo”, acrescentou von der Leyen.Entre essas medidas, Bruxelas irá propor uma “coordenação robusta” na União Europeia (UE), tanto através da promoção de compras conjuntas de gás como da coordenação do enchimento dos reservatórios para o próximo inverno, de modo a que os Estados-Membros não “entrem no mercado ao mesmo tempo e concorram entre si”.Ursula von der Leyen, que defendeu ainda uma libertação coordenada das reservas de petróleo, caso seja necessário.A Comissão irá ainda propor aos 27 orientações para que as medidas “concretas, rápidas e temporárias” adotadas pelas capitais para fazer face ao aumento dos preços dos combustíveis “não tenham impacto no mercado interno”.A líder do executivo comunitário está também preocupada que “um ataque contínuo ao Líbano ameace descarrilar todo o processo.“Não se pode ter estabilidade no Médio Oriente ou no Golfo enquanto o Líbano estiver em chamas, por isso, apelamos a todas as partes para que respeitem a soberania do Líbano e implementem uma cessação completa das hostilidades".Lusa.A ameaça dos Estados Unidos de bloquear o Estreito de Ormuz é “mais bluff do que realidade”, segundo Ebrahim Rezaei, porta-voz da Comissão de Segurança Nacional do parlamento iraniano.Rezaei alertou que o Irão está preparado para responder caso a situação se agrave militarmente.“Isto tornará a situação atual (de Trump) mais complicada e agitará ainda mais o mercado que o está a irritar, e também poderemos revelar outras cartas que não usámos no jogo”, escreveu Rezaei numa publicação no X..A Federação Russa mostrou-se hoje disposta a receber o urânio enriquecido da República Islâmica iraniana, como parte de um eventual acordo de paz, um dia após o fracasso das negociações entre Washington e Teerão, no Paquistão."Essa proposta foi feita pelo presidente [russo] Vladimir Putin durante contactos com os Estados Unidos da América (EUA) e com países da região. A oferta ainda está de pé, mas ainda não foi concretizada", disse o porta-voz do Kremlin (presidência russa), Dmitri Peskov, em conferência de imprensa.Lusa.O chanceler alemão, Friedrich Merz, atribuiu hoje o fracasso das negociações entre os Estados Unidos e o Irão sobre o fim da guerra no Médio Oriente a uma preparação insuficiente.“Não me surpreendeu a decisão de suspender as conversações em Islamabad”, declarou Merz sobre a falta de acordo após 20 horas de negociações realizadas no fim de semana na capital do Paquistão.“Desde o princípio não tive a impressão de que estivessem realmente bem preparadas”, disse o chefe do Governo da Alemanha, citado pela agência de notícias espanhola Europa Press (EP).Merz disse que as autoridades de Berlim estavam em contacto com os Estados Unidos e Israel, e advertiu que o processo será ainda mais longo face ao insucesso em Islamabad.“Continuará a ser um processo longo, e continuaremos a sentir as consequências desta guerra durante muito tempo, mesmo quando tiver terminado”, considerou, em referência às consequências económicas do conflito.Merz avisou os alemães de que haverá durante um período prolongado “uma carga considerável também para a economia alemã e (…) também para os agregados familiares”.Prometeu fazer o que estiver ao alcance do Governo para “manter e melhorar” a competitividade da economia alemã e aliviar a situação das famílias.“Não é fácil. Nem tudo correrá bem. Não podemos resolver todas as crises do mundo com dinheiro da Alemanha”, reconheceu.O Governo alemão anunciou hoje medidas adicionais de apoio face à escalada dos preços da energia avaliadas em 1,6 mil milhões de euros, que incluem a redução durante dois meses do imposto sobre combustíveis.Merz afirmou que a guerra no Médio Oriente é a verdadeira causa dos problemas, ao anunciar a redução temporária do imposto energético sobre o gasóleo e a gasolina, no valor de cerca de 17 cêntimos por litro.Anunciou também uma isenção fiscal para um subsídio de compensação de 1.000 euros que as empresas pretendam pagar aos funcionários.A hipótese de um imposto sobre os lucros extraordinários do petróleo, defendida pelo ministro das Finanças, Lars Klingbeil, foi rejeitada por enquanto, com Merz a preferir “medidas ao abrigo do direito da concorrência e do direito fiscal”.“O Estado não pode absorver todas as incertezas, todos os riscos, todas as perturbações da política mundial”, justificou.Lusa.O ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Hakan Fidan, reclamou hoje a reabertura do Estreito de Ormuz “o mais depressa possível”, após o fracasso das negociações de domingo entre Irão e Estados Unidos.“O que dizemos é que as negociações necessárias com o Irão devem realizar-se, que é preciso dar provas de persuasão e que o estreito deve ser reaberto o mais depressa possível”, insistiu Fidan durante uma entrevista em direto à agência de notícias estatal Anadolu.A Turquia envolveu-se nas transações com o Egito e o Paquistão antes da realização dos primeiros encontros diretos, no fim de semana, em Islamabad, entre as delegações do Irão e dos Estados Unidos, interrompidos no domingo de manhã.“Mantivemo-nos em contacto com as partes envolvidas nas negociações ao longo do dia, a fim de considerar o que podemos fazer”, prosseguiu Fidan.O chefe da diplomacia turca reconheceu o risco de um impasse sobre o programa nuclear do Irão.“Se a questão nuclear se resumir a uma situação de tudo ou nada, em particular sobre o enriquecimento [de urânio], poderemos estar confrontados com sérios obstáculos”, admitiu.Lusa.A China defendeu hoje a necessidade de garantir uma navegação “sem entraves” no Estreito de Ormuz, horas antes do bloqueio anunciado de portos iranianos pelos Estados Unidos, e pediu a Washington e Teerão para manterem o cessar-fogo.“O Estreito de Ormuz é uma via comercial internacional crucial para bens e energia, e é do interesse comum da comunidade internacional garantir a sua segurança, estabilidade e um tráfego sem entraves”, afirmou o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Guo Jiakun, em conferência de imprensa.O responsável reiterou que a guerra desencadeada pelos Estados Unidos e por Israel é a “causa principal” da quase paralisação do Estreito de Ormuz.“A solução passa por um cessar-fogo imediato e pelo fim das hostilidades. Todas as partes devem manter a calma e exercer contenção”, acrescentou.A diplomacia chinesa tem sido apontada como um dos fatores que contribuíram para o atual cessar-fogo entre o Irão e os Estados Unidos, apesar da discrição de Pequim.A China é um parceiro importante do Irão, que antes da guerra destinava ao país asiático mais de 80% das suas exportações de petróleo, segundo a consultora Kpler.Mais de metade das importações chinesas de petróleo transportado por via marítima provinha do Médio Oriente e transitava maioritariamente pelo Estreito de Ormuz, segundo a mesma fonte.“A China está disposta a continuar a desempenhar um papel positivo e construtivo”, afirmou Guo Jiakun.Pequim apelou a Teerão e Washington para prosseguirem a via diplomática, apesar do fracasso das negociações no Paquistão, considerando que essas conversações “constituem um passo rumo à paz”.“A China espera que as partes respeitem o acordo temporário de cessar-fogo, continuem a resolver as divergências por meios políticos e diplomáticos, evitem retomar as hostilidades e criem condições para um rápido regresso à paz”, afirmou.Lusa.O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, afirmou hoje que Estados Unidos da América (EUA) e Irão estão a ser sinceros quanto à manutenção do cessar-fogo, apesar da interrupção das reuniões no domingo."Pelo que sei, ambos os lados estão a ser sinceros quanto ao cessar-fogo", disse à agência de notícias estatal Anadolu, acrescentando ter havido “contacto com as partes envolvidas nas negociações ao longo do dia, a fim de avaliar”.Segundo Fidan, "se a questão nuclear se tornar uma situação de tudo ou nada, particularmente em relação ao enriquecimento de urânio”, aí, pode haver “sérios obstáculos".As conversações de paz fracassaram no fim de semana, algo que levou o presidente norte-americano, Donald Trump, a anunciar um bloqueio de todo o tráfego marítimo de e para os portos iranianos.As delegações de EUA e República Islâmica iraniana deixaram de Islamabade no domingo, sem chegarem a um acordo, após mais de 20 horas de reuniões, no encontro cara-a-cara de mais alto nível entre os dois países desde a revolução islâmica de 1979.Trump justificou a decisão sobre atuar no estreito de Ormuz porque, segundo o próprio, Teerão não quer renunciar às suas "ambições nucleares".Lusa.O Reino Unido "não apoia o bloqueio" do Estreito de Ormuz que o Presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou impor a partir de hoje, afirmou o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer. "Não apoiamos o bloqueio", afirmou em declarações hoje à BBC, acrescentando que "toda a mobilização diplomática, política (...) tem-se concentrado no objetivo de reabrir totalmente o Estreito". Starmer admitiu estar "muito preocupado com o impacto que esta guerra está a ter nas pessoas no Reino Unido, que obviamente não tiveram qualquer papel na guerra" e disse que a melhor forma de evitar o aumento dos preços de energia é retomar a navegação no Estreito de Ormuz.Questionado sobre se o Reino Unido iria ajudar nas operações de desminagem das águas, como Trump sugeriu, Starmer afirmou que o país tem "capacidade" mas evitou discutir o que chamou "questões operacionais". "Fomos muito claros ao afirmar que não iríamos ser arrastados para esta guerra, e não estamos a fazer. Mas, ao mesmo tempo, temos estado envolvidos em ações defensivas, protegendo vidas britânicas e os interesses britânicos", disse.Lusa.O Irão condenou o bloqueio naval dos Estados Unidos ao estreito de Ormuz, com início previsto para hoje, como um ato de pirataria, ameaçando que nenhum porto no Golfo Pérsico estará seguro se os iranianos estiverem ameaçados."As restrições impostas pelos Estados Unidos, um país criminoso, à navegação e ao trânsito marítimo em águas internacionais são ilegais e constituem um ato de pirataria", declarou o segundo o porta-voz do Comando Central, tenente-coronel Ebrahim Zolfaqari, em declarações divulgadas pelos meios de comunicação estatais."Se a segurança dos portos da República Islâmica nas águas do Golfo Pérsico e do Mar Arábico estiver ameaçada, nenhum porto no Golfo Pérsico e no Mar Arábico estará seguro", segundo o porta-voz do Comando Central.Zolfaqari reiterou que Teerão continuará a "impor firmemente um mecanismo de controlo permanente para o Estreito de Ormuz", segundo o qual não permitirá a passagem de "embarcações ligadas ao inimigo"."Outras embarcações, que respeitem as normas estabelecidas pelas Forças Armadas iranianas, poderão ainda atravessar o estreito", assegurou.Os Estados Unidos anunciaram no domingo que iriam começar a bloquear todo o tráfego marítimo que entra e sai dos portos iranianos a partir de hoje às 14:00 GMT (15:00 em Lisboa)."O bloqueio será aplicado de forma imparcial às embarcações de todas as nações que entrem ou saiam dos portos e áreas costeiras iranianas, incluindo todos os portos iranianos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã", afirmou o Comando Central (CENTCOM) do EUA.O anúncio do CENTCOM surgiu depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter dito que os EUA iriam bloquear o Estreito de Ormuz e ter acusado o Irão de manter as suas "ambições nucleares", após as conversações de paz no Paquistão, durante o fim de semana, terminarem sem um acordo.O Irão mantém encerrada esta via navegável estratégica, por onde passa um quinto do petróleo mundial, em retaliação pela ofensiva conjunta dos EUA e de Israel lançada em 28 de fevereiro contra a República Islâmica.Lusa.Pelo menos três palestinianos morreram hoje em Deir Al Balah, no centro de Gaza, na sequência de um bombardeamento israelita, anunciou o Hospital dos Mártires de Al Aqsa, que prestou assistência às vítimas.O exército de Israel ainda não se pronunciou sobre o ataque contra o bairro de Al Mazraa, que, segundo o hospital, fez ainda vários feridos.Na Faixa de Gaza, a trégua, que entrou em vigor a 10 de outubro, após mais de dois anos de ofensiva israelita, reduziu a intensidade dos bombardeamentos, mas pouco alterou a vida quotidiana da maioria dos habitantes, que continuam deslocados, sem acesso a serviços básicos e sob constante ameaça de violência.Dados oficiais refletem a magnitude da crise: desde 10 de outubro, há seis meses, registaram-se pelo menos 736 mortos e 2.035 feridos em ataques israelitas, de acordo com a última contagem do Ministério da Saúde ligado ao Governo do movimento islamita palestiniano Hamas, que não inclui os mortos da madrugada passada.Pelo menos 200 morreram perto da 'linha amarela', fronteira imaginária para a qual as tropas israelitas se retiraram no início da trégua e a partir da qual ainda operam grupos armados locais, com a conivência de Israel, que continua a controlar mais de 54% da Faixa, segundo denuncia um relatório conduzido por organizações não-governamentais como a Oxfam e a Save the Children.No total, mais de 72 mil habitantes da Faixa de Gaza morreram devido aos ataques do exército israelita desde outubro de 2023.Lusa.Fontes do governo do Paquistão, intermediário das conversações entre Estados Unidos da América (EUA) e Irão, garantiram hoje que o diálogo continua “na direção correta”, apesar da interrupção das reuniões no domingo."As negociações não acabaram. Podemos dizer que estão em ponto-morto, mas não terminaram”, disseram aquelas fontes à agência noticiosa espanhola EFE, justificando o sucedido pelas diferenças entre as partes em alguns pontos em debate.Segundo o executivo de Islamabade, os representantes de EUA e da República Islâmica “concordaram com a maioria os pontos apresentados por cada um dos lados, só tendo ficado um ou dois pendentes e o processo avança na direção correta".As conversações de cessar-fogo fracassaram no fim de semana, algo que levou o presidente norte-americano, Donald Trump a anunciar um bloqueio de todo o tráfego marítimo de e para os portos iranianos.As delegações dos Estados Unidos e do Irão deixaram de Islamabad no domingo, sem chegarem a um acordo, após mais de 20 horas de reuniões, no encontro cara-a-cara de mais alto nível entre os dois países desde a revolução islâmica de 1979.Trump justificou a decisão sobre atuar no estreito de Ormuz porque, segundo o próprio, Teerão não quer renunciar às suas "ambições nucleares".Lusa.As autoridades iranianas executaram pelo menos 1.639 pessoas em 2025, um recorde desde 1989, anunciaram hoje duas organizações não-governamentais.O número de execuções cresceu 68% em relação a 2024 (975 mortas) e inclui 48 mulheres enforcadas, contabilizou no relatório anual conjunto a organização Iran Human Rights (IHR), com base na Noruega, e a organização parisiense Juntos contra a pena de morte (Ensemble contre la peine de mort, ECPM).Se a República Islâmica "sobreviver à crise atual, existe um risco sério de que as execuções sejam utilizadas de forma ainda mais intensa como instrumento de opressão e repressão", alerta o relatório.As duas organizações alertaram também que o recurso à pena capital pelo Irão poderá aumentar devido à guerra desencadeada por Israel e Estados Unidos.A IHR — que exige duas fontes para confirmar execuções, na maioria não divulgadas pelos meios oficiais iranianos — considera que a estimativa de enforcamentos em 2025 representa um "mínimo".O número registado corresponde a uma média de mais de quatro execuções por dia.De acordo com o relatório, o número de execuções é um recorde desde que a IHR começou a fazer este levantamento em 2008 e o mais elevado alguma vez assinalado desde 1989.As organizações não-governamentais alertam que "centenas de manifestantes detidos continuam a correr o risco de pena de morte e execução" após terem sido acusados de crimes puníveis com a pena capital por terem participado nas manifestações de janeiro de 2026 contra as autoridades.Essas manifestações foram reprimidas com violência, com organizações de defesa dos direitos humanos a reportar milhares de mortos e a detenção de dezenas de milhares de pessoas."Ao semear o medo, realizando uma média de quatro a cinco execuções por dia em 2025, as autoridades tentaram impedir novas manifestações", analisa o diretor da IHR, Mahmood Amiry-Moghaddam.Desde o início da guerra desencadeada por Israel e os Estados Unidos, a 28 de fevereiro, o Irão enforcou sete pessoas relacionadas com as manifestações de janeiro."Na República Islâmica, a pena de morte é usada como instrumento político de opressão e repressão, estando as minorias étnicas e outros grupos marginalizados sobrerrepresentados entre os executados", explica, por sua vez, o diretor-geral da associação Juntos contra a pena de morte, Raphaël Chenuil-Hazan.A minoria curda no oeste e os baluchis no sudeste — que seguem maioritariamente a vertente sunita do islão em vez da vertente xiita dominante no Irão — são particularmente visados.O relatório especifica que quase metade das pessoas executadas em 2025 tinham sido condenadas por infrações relacionadas com drogas.Pelo menos 48 mulheres foram executadas, o número mais elevado registado em mais de 20 anos, representando um aumento de 55% em relação a 2024 (31 mulheres enforcadas), segundo as ONG.De acordo com o relatório, 21 dessas mulheres foram executadas por terem morto o marido ou o noivo.Lusa.O primeiro-ministro da Austrália afirmou hoje que os Estados Unidos não consultaram nem solicitaram a participação de Camberra no bloqueio naval anunciado no estreito de Ormuz, após as negociações entre Washington e Teerão terem terminado sem avanços.Em declarações à emissora pública australiana ABC, Anthony Albanese sublinhou que não foi contactado para colaborar na operação impulsionada pela Administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, e evitou pronunciar-se sobre a eficácia da medida, insistindo na necessidade de retomar o diálogo diplomático."O objetivo deve ser a retoma das conversações de paz e o fim do conflito", assinalou o dirigente, que alertou para o impacto devastador que a escalada das tensões está a ter sobre a economia global, especialmente nos mercados energéticos.O chefe do Executivo salientou que o país oceânico tem mantido uma posição constante a favor de uma solução negociada e manifestou preocupação com as consequências a longo prazo da crise, tanto em termos económicos como para a estabilidade regional.As declarações de Albanese surgem depois de as conversações de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão terem fracassado durante o fim de semana, o que levou Washington a anunciar um bloqueio de todo o tráfego marítimo de e para os portos iranianos.Neste contexto, o primeiro-ministro da Austrália reiterou o apelo do Governo a todas as partes para que regressem à mesa de negociações e deem prioridade a uma saída pacífica para a crise.Lusa.Bom dia!Acompanhe aqui as principais incidências desta segunda-feira, 13 de abril, sobre a guerra no Médio Oriente.