Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro EPA/Andre Borges

Brasil. Flávio Bolsonaro investigado por suposta calúnia a Lula

Candidato presidencial associou o atual presidente a crimes como tráfico de drogas ou lavagem de dinheiro, a propósito da detenção de Nicolás Maduro.
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O Supremo Tribunal Federal do Brasil (STF) determinou nesta quarta-feira, dia 15, a abertura de uma investigação contra o senador Flávio Bolsonaro por suposta calúnia contra o presidente Lula da Silva. Os dois são considerados os principais candidatos às eleições presidenciais de outubro. 

Na publicação, no X, de 3 de janeiro de 2026, Flávio atribui a Lula crimes como os de tráfico de drogas, apoio a terroristas, fraudes eleitorais e lavagem de dinheiro com uma foto de Nicolás Maduro, ex-chefe de estado da Venezuela preso e julgado nos Estados Unidos por aquela altura, e o título “Lula será delatado”. 

A decisão do juiz Alexandre de Moraes, assinada em 13 de abril, atende a um pedido da Polícia Federal (PF) e conta com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), noticiou o G1.

A PGR sustentou que a conduta apresenta "indícios concretos" de atuação criminosa, caracterizando uma atribuição "falsa" e "vexatória" de delitos. E o juiz do STF enquadrou a conduta como “crime de calúnia”, com possibilidade de aumento de pena “por ter sido cometida contra o presidente e divulgada em rede social, o que amplia o alcance da ofensa”.

A PF terá um prazo de 60 dias para realizar as diligências necessárias e dar continuidade às investigações.

A defesa do senador ainda não se manifestou sobre a decisão.

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