As famílias das vítimas mortais e dos feridos no incêndio num bar de uma estância de esqui em Crans-Montana, na Suíça, na passagem de ano, apresentaram uma queixa judicial junto da procuradoria suíça."Cada família apresentou queixa e participou no processo como autora. Os pedidos foram aceites", disse Romain Jordan, advogado que representa um grupo de vítimas à Reuters.O advogado não especificou o alvo da queixa judicial, dizendo apenas que era "contra todos os responsáveis, sem exceção". As autoridades suíças já tinham aberto uma investigação criminal contra o casal de proprietários do bar, um casal francês, que são suspeitos de homicídio, ofensas corporais e incêndio, todos por negligência.A investigação incide sobre o respeito pelas normas de segurança. Um dos proprietários garantiu à imprensa suíça que todas as regras foram cumpridas e que o espaço tinha capacidade legal para cerca de 300 pessoas, além de 40 lugares na esplanada. No entanto, a procuradora-chefe do Valais, Béatrice Pilloud, explicou que a segurança do bar está no centro da investigação e o presidente da Câmara já afirmou que o bar não era alvo de inspeções de segurança há cinco anos..Tragédia na Suíça: Bar estava sem inspeções de segurança há cinco anos. Autarca recusa demitir-se. O incêndio deflagrou cerca da 1h30 da madrugada de quinta-feira, 1 de janeiro, durante uma festa de Ano Novo que reunia centenas de jovens no bar, situado numa estância de esqui de luxo nos Alpes suíços. Pelo menos 40 pessoas morreram, uma delas portuguesa, e 119 ficaram feridas, muitas delas em estado grave. A maioria das vítimas são adolescentes e jovens adultos..Confirmada morte de portuguesa que estava desaparecida em tragédia na Suíça