Le Pen, com Bardella ao lado, tira selfies com apoiantes no mercado de La Flèche.
Le Pen, com Bardella ao lado, tira selfies com apoiantes no mercado de La Flèche.Foto: X do Rassemblement National

Extrema-direita francesa ganha força no Senado e esquerda radical faz a sua estreia no Palácio do Luxemburgo

O Reagrupamento Nacional, aliado com a União das Direitas pela República, terá pela primeira vez um grupo parlamentar no Senado. E o genro de Mélenchon será o primeiro senador da França Insubmissa.
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A candidata do Reagrupamento Nacional (RN) às presidenciais francesas de 2027, Marine Le Pen, congratulou-se com a "vitória histórica" do partido no Senado, que pela primeira vez terá um grupo parlamentar na câmara alta do Parlamento (cuja sede é no Palácio do Luxemburgo).

"Os resultados superam as nossas expectativas; o avanço é generalizado, confirmando a aceleração da presença do RN em todo o território", escreveu Le Pen no X, após serem conhecidos os resultados das eleições de domingo (27 de setembro).

Nas eleições, que decorrem por sufrágio universal indireto (os grandes eleitores são, na sua maioria, autarcas), 178 dos 348 lugares do Senado estavam em jogo. Em causa, eleições em 64 dos 101 departamentos do país, sobretudo no sul do país (mas não na região parisiense).

O RN, de extrema-direita, aliado com a União das Direitas pela República (UDR), de Éric Ciotti, terá pelo menos 14 senadores (12 anos depois de ter eleito o primeiro), ultrapassando o mínimo de dez para ter um grupo na câmara alta.

Isso permitirá ao RN obter mais financiamentos e solicitar todos os anos a criação de uma comissão de inquérito senatorial.

"Juntamente com os nossos aliados da UDR, os nossos senadores funcionarão como um elo fundamental na campanha presidencial, levando e defendendo a voz das regiões e recolocando-as, em poucos meses, no centro das prioridades e das políticas públicas", indicou Le Pen, que lidera as sondagens para as presidenciais.

No geral, a direita tradicional d'Os Republicanos continua a deter a maioria no Senado, com 123 senadores, ao lado dos seus aliados da União Centrista, que contam 71.

Os socialistas resistem, mas só os resultados definitivos (que devem ser revelados esta segunda-feira, 28 de setembro) vão dizer se continuam a ser segunda força do hemiciclo, à frente dos centristas.

O grupo que apoia o presidente Emmanuel Macron no Senado, a União dos Democratas e Independentes, deverá passar de 19 para 14 senadores.

França Insubmissa estreia-se no Senado

A esquerda radical da França Insubmissa (LFI, na sigla francesa) vai estrear-se no Palácio do Luxemburgo com a eleição de Gabriel Amard, genro de Jean-Luc Mélenchon.

O candidato presidencial do partido congratulou-se com os resultados que, segundo o próprio, mostram que “em todos os departamentos, o LFI obtém pontuações muito superiores ao número de grandes eleitores”.

“Bom presságio para 2027”, defendeu.

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