Execução de autor do massacre de Fort Hood será transmitida ao vivo
Nidal Malik Hasan, o autor do massacre no forte militar de Fort Hood, no Texas, que vitimou 13 pessoas e feriu 32, em 2009, vai ser executado por um pelotão de fuzilamento, num ato que terá transmissão ao vivo. A execução está marcada para 3 de dezembro.
Segundo avança a Associated Press, o Pentágono revelou na quinta-feira, 8 de outubro, que a execução irá ocorrer em Fort Hood e será transmitida ao vivo. O secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, já tinha avançado que seria “pública”. Há mais de 65 anos que não ocorria uma execução militar nos EUA.
Em declarações ao canal de televisão conservador Real America's Voice, na quarta-feira, Pete Hegseth, afirmou: "Vamos garantir que se possa assistir, que seja pública".
A posição de Pete Hegseth voltou a acender o debate sobre como a pena de morte é aplicada nos EUA. Recorde-se que no início deste mês a tentativa de execução de Christa Pike, no Tennessee, originou várias críticas, após duas tentativas mal sucedidas de aplicação de injeções letais.
Há pouco mais de um mês, Donald Trump aprovou a execução por fuzilamento de Nidal Malik Hasan, processo sugerido pelo seu secretário da Defesa.
"O secretário da Defesa, Pete Hegseth, recomendou — e o presidente Donald J. Trump aprovou — a execução por um pelotão de fuzilamento do Exército dos EUA para o terrorista condenado Nidal Malik Hasan, o jihadista que abriu fogo contra soldados norte-americanos desarmados em Fort Hood, em 2009", escreveu na altura o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, na rede social X.
Hasan disparou contra soldados norte-americanos num centro militar de Fort Hood, a 5 de novembro de 2009, e gritou "Allahu Akbar" ('Alá é Grande') durante o ataque. Foi considerado o tiroteio mais mortífero ocorrido numa instalação militar norte-americana. Está detido na prisão militar de Fort Leavenworth, no Kansas.
A investigação concluiu que Hasan tinha mantido contactos com o clérigo radical Anwar al Awlaki, que mais tarde se tornou uma figura proeminente da Al Qaeda na Península Arábica.
Hasan foi julgado por um tribunal militar e declarou-se inocente, tendo atuado como seu próprio advogado durante o processo. A 28 de agosto de 2013, foi condenado à morte por unanimidade dos membros do tribunal.

