Dmitry Medvedev, antigo presidente da Rússia.
Dmitry Medvedev, antigo presidente da Rússia.FOTO: EPA/EKATERINA SHTUKINA

Ex-presidente russo lança ameaça aos "governantes idiotas da Europa" no caso de enviarem forças para a Ucrânia

Dmitry Medvedev referiu-se ao presidente francês Emmanuel Macron como "Micron", que diz continuar "a espalhar este disparate patético” de enviar militares para território ucraniano.
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O ex-presidente russo Dmitry Medvedev avisou este sábado, 10 de janeiro, os responsáveis europeus, que classificou de “governantes idiotas”, de que não devem enviar forças internacionais para a Ucrânia, ameaçando com a repetição de bombardeamentos como o de sexta-feira em Kiev.

“Os governantes idiotas da Europa ainda querem a guerra na Europa”, escreveu nas redes sociais Medvedev, atualmente vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia.

Medvedev referia-se especificamente aos resultados da cimeira da Coligação da Boa Vontade sobre a Ucrânia, realizada esta semana em Paris, que terminou com a França e o Reino Unido a concordarem em estabelecer bases operacionais avançadas na Ucrânia como parte de uma força multinacional do pós-guerra — uma situação que Moscovo considera intolerável.

“Já foi dito mil vezes: a Rússia não aceitará tropas europeias ou da NATO na Ucrânia. Mas não, Micron [forma como Medvedev se referiu ao presidente francês Emmanuel Macron] continua a espalhar este disparate patético”, denunciou, na sua mensagem.

Se “ainda querem a guerra na Europa, que venham". "É isto que os espera”, declarou Medvedev antes de publicar um vídeo do bombardeamento de sexta-feira em Kiev.

O ataque russo à capital ucraniana fez pelo menos quatro mortos e 20 feridos e caracterizou-se pela utilização, pela segunda vez desde o início da guerra, em fevereiro de 2022, do míssil Oreshnik, capaz de transportar ogivas nucleares.

Moscovo caracterizou o ataque como “uma resposta ao ataque terrorista do regime de Kiev contra o Presidente da Federação Russa [Vladimir Putin] na região de Novgorod, a 29 de dezembro de 2025”, um acontecimento que a Ucrânia nega ter acontecido e que o Presidente dos EUA, Donald Trump, admitiu ter dúvidas.

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