Ex-embaixadora da Ucrânia nos EUA acusada de enriquecimento ilícito
A ex-embaixadora da Ucrânia nos EUA, Olga Stefanishyna, foi formalmente acusada pelas autoridades anticorrupção de enriquecimento ilícito, segundo o jornal Kyiv Independent.
A antiga vice-primeira-ministra para a Integração Europeia tinha sido afastada do cargo de embaixadora na segunda-feira (3 de agosto). A saída era esperada, tendo Stefanishyna alegado "motivos pessoais" para querer sair. Já circulavam rumores sobre as suspeitas.
O caso está a ser analisado pelo Tribunal Superior Anticorrupção, que vai decidir eventuais medidas de coação.
Os procuradores anticorrupção estimam que os ativos adquiridos no período sob investigação ascenderam a 13,9 milhões de hryvnias (quase 270 mil euros).
Segundo a acusação, Stefanishyna não declarou dois apartamentos e o dinheiro gasto na renovação desses imóveis. Também não declarou despesas com tratamentos médicos da mãe, bilhetes de avião e o arrendamento de outro apartamento.
Os procuradores dizem ainda que não declarou a utilização de um Mercedes registado em nome de uma subordinada, terá recorrido a terceiros para adquirir alguns bens em seu benefício e apresenta despesas e património que excedem os seus rendimentos e poupanças declarados.
A ex-embaixadora rejeitou as acusações numa mensagem no Facebook, dizendo que os procedimentos judiciais não constituem prova de culpa, que já respondeu anteriormente a questões sobre o seu património imobiliário e que tenciona defender a sua posição em tribunal.
"O ónus de provar as alegações cabe a quem as faz", escreveu Stefanishyna. "Quanto a mim, farei o que tenho de fazer: defender a minha posição com calma e dentro da legalidade. Não tenho qualquer dúvida quanto ao desfecho".

