Trânsito no Estreito de Ormuz (imagem de arquivo)
Trânsito no Estreito de Ormuz (imagem de arquivo)HALDEN KROG/EPA

EUA reivindicam bloqueio de 42 navios no Estreito de Ormuz

EUA dizem que o bloqueio naval, que envolve mais de 200 aeronaves e mais de 25 navios, está a reter 41 petroleiros "com 69 milhões de barris de petróleo que o regime iraniano não pode vender".
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O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) afirmou esta quarta-feira, 29 de abril, que as suas forças impediram a passagem a 42 navios, no âmbito do bloqueio aos portos iranianos no Estreito de Ormuz, causando "prejuízos" significativos a Teerão.

"Hoje, as forças norte-americanas alcançaram um marco significativo ao redirecionar com sucesso o 42.º navio comercial que tentava violar o bloqueio", informou o almirante Brad Cooper, comandante do Centcom.

O oficial acrescentou que o bloqueio naval, que envolve mais de 200 aeronaves e mais de 25 navios, está a reter 41 petroleiros "com 69 milhões de barris de petróleo que o regime iraniano não pode vender".

"Isto representa um prejuízo estimado em seis mil milhões de dólares, dos quais a liderança iraniana não pode beneficiar financeiramente. O bloqueio é altamente eficaz e as forças norte-americanas continuam totalmente empenhadas na sua completa aplicação", acrescentou Cooper.

Trump ordenou a 28 de fevereiro um ataque ao Irão, em conjunto com Israel, que destruiu grande parte da capacidade militar e da indústria de fabrico de mísseis e ‘drones’ de Teerão.

A República Islâmica respondeu ao ataque, justificado com a ameaça nuclear iraniana, disparando mísseis e 'drones' contra os países vizinhos, sobretudo a indústria de petróleo e gás destes, e bloqueando o Estreito de Ormuz, o que levou a uma escalada dos preços dos combustíveis, fortemente penalizadora de países importadores.

Depois de Washington ter prorrogado o cessar-fogo acordado com o Irão em 08 de abril, o impasse diplomático tem vindo a arrastar-se, com a falta da confirmação de uma segunda reunião presencial para tentar chegar a um acordo de paz, após um primeiro encontro na capital paquistanesa, Islamabad.

As autoridades da República Islâmica exigiram que Washington termine o bloqueio do Estreito de Ormuz como condição para o avanço das negociações sobre o fim do conflito.

Trump voltou esta quarta-feira a criticar o Irão por “não conseguir organizar-se" para negociar um acordo de paz.

“Não sabem como assinar um acordo não nuclear. É melhor que despertem rápido!”, publicou Trump na rede Truth Social, acompanhando a mensagem de uma ilustração de si próprio de óculos escuros e uma metralhadora na mão em pose ameaçadora.

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Trump rejeita proposta do Irão e mantém bloqueio naval até haver acordo nuclear

O bloqueio naval aos portos iranianos está em vigor desde 13 de abril e, segundo os EUA, praticamente paralisou o comércio da República Islâmica.

O Centcom intercetou na terça-feira um navio comercial no mar Arábico por suspeita de se dirigir para o Irão, embora tenha sido libertado depois de se ter constatado que tinha outro destino.

Na segunda-feira, o Centcom informou que um contratorpedeiro da Marinha dos EUA deteve o petroleiro M/T Stream, de bandeira iraniana, somando-se a pelo menos dois navios de carga iranianos apreendidos nas semanas anteriores em operações americanas.

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