EUA ordenam a saída de funcionários não essenciais da Arábia Saudita devido a "riscos de segurança"
A embaixada norte-americana em Riade informou esta sexta-feira, 30 de outubro, que foi dada ordem aos funcionários não essenciais, e respetivas famílias, para abandonarem a Arábia Saudita devido a "riscos de segurança", alertando para um possível aumento dos ataques levados a cabo pelos Houthis.
"Com efeito a partir de 23 de outubro de 2026, o Departamento de Estado ordenou que os funcionários do governo dos EUA não envolvidos em situações de emergência e os familiares desses funcionários abandonassem a Arábia Saudita devido a riscos de segurança", lê-se no alerta de segurança divulgado pela embaixada.
A representação diplomática dos EUA justifica esta ordem devido às hostilidades dos Houthis, "apoiados pelo Irão", contra a Arábia Saudita, fazendo referência a ataques a aeroportos civis e outras infraestruturas críticas, tendo resultado em vítimas civis e graves perturbações nas viagens. "As hostilidades têm o potencial de se intensificar rapidamente para além daquela área imediata", alertam os EUA.
"Os cidadãos dos EUA devem estar cientes da possibilidade de ataques a aeroportos, encerramentos do espaço aéreo, cancelamentos de voos e perturbações nas viagens", sublinha-se.
Pede-se ainda "extrema cautela" caso os funcionários optem por utilizar aeroportos na Arábia Saudita. "Recomendamos que verifique o estado da partida do seu voo diretamente junto da companhia aérea e do aeroporto", recomenda a embaixada norte-americana.
No alerta de segurança é também referido que os "funcionários do governo dos EUA a trabalhar na Arábia Saudita necessitam de autorização especial do Chefe de Missão para utilizar qualquer aeroporto na Arábia Saudita, na sequência dos recentes ataques com mísseis e veículos aéreos não tripulados (UAV) contra aeroportos no Reino".
Nas últimas semanas, os Houthis lançaram vários ataques contra instalações energéticas e civis da Arábia Saudita, nomeadamente contra o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade. Há registo de dezenas de mortos e feridos. A coligação militar liderada pela Arábia Saudita tem, por sua vez, realizado bombardeamentos continuados no Iémen.

