EUA mobilizam mais de 100 aviões, navios e 15 mil militares nas escoltas em Ormuz. Irão ameaça com ataques

Acompanhe aqui os principais desenvolvimentos sobre a guerra no Irão nesta segunda-feira (4 de maio).
EUA mobilizam mais de 100 aviões, navios e 15 mil militares nas escoltas em Ormuz. Irão ameaça com ataques
STRINGER/EPA

EUA retiram 22 membros da tripulação de navio iraniano apreendido, informa o Paquistão

Os EUA retiraram 22 tripulantes que estavam a bordo de um navio porta-contentores iraniano para o Paquistão. Deverão ser entregues às autoridades iranianas esta segunda-feira, informou o Ministério dos Negócios Estrangeiros paquistanês, segundo a Reuters, que descreveu a ação dos EUA com uma "medida de confiança".

O navio MV Touska foi apreendido pelas forças norte-americanas no mês passado, ao largo da costa do porto iraniano de Chabahar, no Golfo de Omã.

Paquistão informou ainda que o navio será devolvido aos seus proprietários após as reparações necessárias.

Teerão executou mais três alegados manifestantes dos protestos de janeiro

O Irão executou hoje três pessoas, que tinham sido detidas durante os protestos de janeiro na cidade de Mashhad, no nordeste do país.

Os três cidadãos iranianos tinham sido acusados de colaborar com Israel e com os Estados Unidos e de liderar tumultos que resultaram na morte de vários membros das forças de segurança.

A agência de notícias Mizan, meio oficial do poder judicial iraniano, indicou hoje que após a ratificação da sentença pelo Supremo Tribunal, "Ebrahim Dolatabadi, Mehdi Rasouli e Mohammadreza Miri foram enforcados" hoje.

De acordo com a versão oficial, Rasouli e Miri foram considerados "agentes da Mossad", serviços de informações de Israel, durante os protestos antigovernamentais de janeiro e foram acusados de participação direta na morte de Hamidreza Youssefjad, membro das forças de segurança.

O poder judicial afirmou que ambos participaram em "atos violentos, destruição de propriedade pública e privada, pilhagens, uso de engenhos incendiários e armas brancas".

Por sua vez, Dolatabadi foi apresentado pelas autoridades como um dos principais líderes dos distúrbios na zona de Tabarsi, em Mashhad, e terá liderado um grupo de 300 manifestantes armados com catanas para atacar o gabinete do governador e a sede provincial da televisão estatal.

O tribunal rejeitou a defesa dos três arguidos.

Com estas três execuções, o Irão já enforcou 12 pessoas condenadas por participarem nos protestos de janeiro, que exigiam o fim da República Islâmica.

A repressão policial provocou a morte de 3117 pessoas, segundo a contagem oficial.

No entanto, as organizações de defesa dos direitos humanos, como o grupo de oposição HRANA, sediado nos Estados Unidos, elevaram o número para mais de sete mil e continuam a verificar outros 11 mil casos, estimando que 53 mil pessoas tenham sido detidas.

Lusa

Macron defendeu a reabertura coordenada do estreito de Ormuz

O presidente francês, Emmanuel Macron, apelou hoje à reabertura do estreito de Ormuz, coordenada entre o Irão e os Estados Unidos e demonstrou ceticismo quanto à última proposta dos Estados Unidos.

À chegada à Arménia para a Cimeira da Comunidade Política Europeia, Macron manifestou ceticismo face à nova operação lançada pelo chefe de Estado norte-americano, Donald Trump, para desbloquear a navegação no estreito de Ormuz, criticando um quadro que considerou "pouco claro".

Donald Trump anunciou uma operação para libertar navios bloqueados há dois meses no Golfo Pérsico.

Teerão respondeu que qualquer intervenção dos Estados Unidos no estreito de Ormuz seria considerada uma violação do cessar-fogo.

Por outro lado, o presidente francês afirmou ser essencial que o cessar-fogo seja respeitado no Líbano, depois de novos ataques aéreos israelitas terem feito uma vítima mortal no sul do país.

Macron, exigindo o cessar-fogo no Líbano frisou que é preciso respeitar a soberania e independência do Líbano e proteger da população civil.

Lusa

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Irão avisa que qualquer interferência americana no Estreito de Ormuz violará cessar-fogo

Teerão considerará qualquer "interferência americana" no Estreito de Ormuz uma violação do cessar-fogo, disse na noite de domingo um alto responsável iraniano, depois do anúncio de Donald Trump sobre uma operação para escoltar navios retidos no Golfo.

"Qualquer interferência americana no novo regime marítimo do Estreito de Ormuz será considerada uma violação do cessar-fogo", disse Ebrahim Azizi, presidente da comissão de segurança nacional do parlamento, na rede social X.

Lusa

Von der Leyen quer Europa independente de terceiros na energia, defesa e abastecimento

A presidente da Comissão Europeia defendeu hoje, na Arménia, uma “Europa independente” da importação de combustíveis fósseis e de capacidades militares e com “cadeias de abastecimento fiáveis” através de parceiros “amigos que partilham os mesmos valores”.

“Vamos discutir principalmente o tema de uma Europa independente. Temos de reduzir as nossas dependências excessivas em três áreas específicas”, sendo a primeira das quais a energia já que “dependemos demasiado de combustíveis fósseis importados e, por isso, estamos sempre dependentes dos mercados globais”, disse Ursula von der Leyen.

Falando à chegada da oitava cimeira da Comunidade Política Europeia, que decorre hoje na capital arménia, Erevan, a líder do executivo comunitário apelou a mais “recursos dentro da Europa”.

“Esses são as energias renováveis e a energia nuclear porque são produzidas localmente, são mais baratas e são fiáveis”, elencou, numa altura de elevados preços energéticos devido ao conflito no Médio Oriente, causado pelos ataques norte-americanos e israelitas ao Irão.

Para Ursula von der Leyen, urge também “mais independência na defesa e na segurança.

“Temos de reforçar as nossas capacidades militares para sermos capazes de nos defender e proteger”, afirmou.

Ursula von der Leyen defendeu ainda “cadeias de abastecimento fiáveis”, nomeadamente após a aplicação provisória do acordo comercial UE-Mercosul e numa altura de novas ameaças tarifárias dos Estados Unidos.

A presidente da Comissão Europeia adiantou que, “com amigos que partilham os mesmos valores temos cadeias de abastecimento estáveis e fiáveis, e a Europa tem a maior rede de acordos de comércio livre”.

Lusa

Teerão ameaça atacar qualquer navio que tente atravessar estreito de Ormuz

O Irão ameaçou hoje atacar qualquer navio, incluindo dos Estados Unidos, que tente atravessar o estreito de Ormuz, depois do presidente norte-americano Donald Trump anunciar a escolta dos navios pelas forças de Washington.

"Advertimos que qualquer força armada estrangeira, especialmente o agressivo exército norte-americano, será alvo dos nossos ataques, se tentar aproximar-se ou entrar no estreito de Ormuz", declarou o general Ali Abdollahi, chefe do Comando Unificado de Operações Khatam al-Anbiya do exército do Irão, citado pela televisão estatal iraniana na plataforma de mensagens Telegram.

Donald Trump anunciou no domingo na rede social que lhe pertence, Truth Social, o início, hoje, da operação "Projeto Liberdade", que responde aos pedidos de "países de todo o mundo" de ajuda dos EUA para permitir a passagem segura dos respetivos navios.

A operação, segundo o Comando Central do Exército dos Estados Unidos (Centcom), responsável pelas operações dos EUA na região, mobilizará mais de 100 aeronaves, contratorpedeiros, drones e 15 mil efetivos militares.

"O nosso apoio a esta missão defensiva é essencial para a segurança regional e a economia global, ao mesmo tempo que mantemos o bloqueio naval", justificou o comandante do Centcom, Brad Cooper.

O comando acrescentou que o estreito de Ormuz é um corredor comercial essencial, que serve de passagem para um quinto do comércio mundial de petróleo por via marítima e "volumes significativos" de combustível e fertilizantes.

Lusa

Segundo navio atacado no Estreito de Ormuz em menos de 24 horas

A agência britânica de Operações Marítimas Comerciais (UKMTO), que monitoriza a segurança de navios e marinheiros em todo o mundo, registou hoje um ataque contra um petroleiro no estreito de Ormuz, o segundo em menos de 24 horas.

O petroleiro, de bandeira não identificada, foi atingido às 20h40 de domingo (hora de Lisboa) "por um projétil desconhecido", sem causar feridos entre a tripulação nem impacto ambiental.

O incidente ocorreu a 78 milhas náuticas (cerca de 144 quilómetros) a norte de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, segundo a agência britânica, que pediu aos navios que transitam pela zona para redobrarem as precauções e informarem a agência de qualquer atividade suspeita.

Horas antes, às 12h30 (hora de Lisboa), a UKMTO informou que várias embarcações de pequeno porte atacaram um graneleiro que navegava ao largo da costa da cidade de Sirik, no sudoeste do Irão, com destino ao norte do estreito de Ormuz.

Três semanas após o início do cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão, as partes continuam a manter um bloqueio seletivo do estreito de Ormuz, uma via estratégica para o comércio global de petróleo e gás, pela qual, em tempos de paz, circula cerca de 20% das energias fósseis mundiais.

Lusa

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EUA mobilizam mais de 100 aviões, navios e 15 mil militares nas escoltas em Ormuz

A operação dos Estados Unidos para libertar os navios retidos no estreito de Ormuz devido ao bloqueio iraniano mobilizará mais de 100 aeronaves, contratorpedeiros, drones e 15 mil efetivos militares.

A missão, denominada, segundo Donald Trump, "Projeto Liberdade", terá início na segunda-feira, informou o chefe de Estado norte-americano, no domingo, numa mensagem na rede social que detém, Truth Social, depois de "países de todo o mundo" terem solicitado a ajuda dos EUA para permitir a passagem segura dos respetivos navios.

Segundo o presidente, muitos dos países com navios bloqueados são inocentes e não têm qualquer relação com o conflito no Irão, pelo que os Estados Unidos entendem a escolta pelo estreito de Ormuz como um "gesto humanitário", no qual instam o Irão a participar.

O Comando Central do Exército dos Estados Unidos (Centcom), responsável pelas operações dos EUA na região, informou que na operação participarão "contratorpedeiros com mísseis guiados, mais de 100 aeronaves com base em terra e no mar, plataformas autónomas [drones] de domínio múltiplo e 15 mil militares".

"O nosso apoio a esta missão defensiva é essencial para a segurança regional e a economia global, ao mesmo tempo que mantemos o bloqueio naval", afirmou o comandante do Centcom, Brad Cooper.

O comando acrescentou que o estreito de Ormuz é um corredor comercial essencial, que serve de passagem para um quinto do comércio mundial de petróleo por via marítima e "volumes significativos" de combustível e fertilizantes.

Lusa

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