EUA acusam UE de ajudar China a fugir às tarifas
A Casa Branca acusa mais de 40 países de ajudarem a China a evitar as consequências das tarifas alfandegárias dos EUA. A UE, que integra 27 Estados, está entre os alvos.
De acordo com uma análise da administração dos EUA, liderada por Donald Trump, a economia norte-americana está a perder "dezenas de milhares de milhões de dólares" em impostos, lê-se.
Em causa estão produtos exportados pela China que chegam a solo dos EUA através de países terceiros, que se deparam com uma tarifa alfandegária mais baixa do que aquela que se aplica à economia chinesa. É que, dependendo do setor de atividade, os produtos exportados pela China podem estar sujeitos a tarifas de até 47,5%, mediante a política protecionista de Trump. Pelo contrário, a UE, por exemplo, está submetida a tarifas de 15%, na maioria dos produtos.
Assim sendo, determinadas empresas chinesas exportam para Estados-membros da UE e outras economias como o Japão, ou até México e Canadá, que fazem fronteira com os EUA. Dali, os produtos são vendidos para os EUA, ficando sujeitos a tarifas mais baixas, o que permite às empresas aumentar as margens de lucro.
"A China comunista iniciou um conjunto sofisticado de ações desenhadas essencialmente para realizar o transbordo e assim fugir às tarifas", disse Peter Navarro, conselheiro da Casa Branca, que liderou o estudo.
Recorde-se que Donald Trump e o homónimo chinês, Xi Jinping, deverão reunir-se a 24 de setembro.

