Estreito de Ormuz
Estreito de OrmuzFOTO: EPA/DIVYAKANT SOLANKI

Estreito de Ormuz. Irão diz que cobra taxas por "serviços de navegação" e não portagens

O Irão mantém um bloqueio ao estreito de Ormuz desde 28 de fevereiro, quando foi atacado pelos Estados Unidos e por Israel.
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O Irão esclareceu esta segunda-feira, 25 de maio, que cobra taxas por “serviços de navegação”, e não portagens, aos navios que transitam pelo estreito de Ormuz, numa altura em que negoceia o fim da guerra com os Estados Unidos.

“Os serviços prestados, designadamente os serviços de navegação, bem como as medidas necessárias para a proteção do ambiente do estreito de Ormuz, do golfo Pérsico e do mar de Omã, exigem a cobrança de determinadas taxas”, declarou o porta-voz da diplomacia iraniana.

O Irão “não procura cobrar portagens”, disse Esmaeil Baghaei, parecendo abrir a porta a um compromisso, na interpretação da agência de notícias France-Presse (AFP).

O Irão mantém um bloqueio ao estreito de Ormuz desde 28 de fevereiro, quando foi atacado pelos Estados Unidos e por Israel.

O bloqueio provocou a subida dos preços do petróleo e o receio de uma recessão económica global por passar habitualmente no estreito de Ormuz um quinto dos hidrocarbonetos consumidos no mundo.

O tráfego no estreito de Ormuz passou para o controlo iraniano desde o início da guerra, mas Teerão apenas autoriza um número limitado de navios a atravessá-lo e exige que obtenham o aval das forças armadas.

Os Estados Unidos admitiram no fim de semana que estavam próximos de um acordo com o Irão que permitiria desbloquear o estreito.

As negociações têm decorrido sob mediação do Paquistão.

Após o insucesso das primeiras conversações, realizadas em 11 e 12 de abril, em Islamabad, os Estados Unidos impuseram um bloqueio aos portos e navios iranianos.

“As ações norte-americanas levadas a cabo sob o pretexto de um bloqueio naval devem cessar e, ao mesmo tempo, a República Islâmica do Irão tomará as medidas necessárias para garantir um trânsito seguro no estreito de Ormuz”, afirmou Baghaei.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão não negou progressos nas negociações, mas advertiu contra otimismos excessivos.

“Dizer que a assinatura de um acordo está iminente, ninguém pode afirmá-lo”, comentou em Teerão, durante uma conferência de imprensa semanal.

Estreito de Ormuz
Teerão nega acordo iminente com EUA

Os mercados davam esta manhã indicações de preferir reter os progressos, com o Brent do mar do Norte, a referência mundial do petróleo, a registar uma forte baixa (-5,00%) para 98,36 dólares.

Trata-se da primeira cotação abaixo dos 100 dólares em duas semanas, de acordo com a AFP, que também assinalou uma abertura positiva das bolsas europeias.

A guerra desencadeada pelo ataque israelo-americano contra o regime de Teerão estendeu-se a uma grande parte do Médio Oriente e causou milhares de mortos, sobretudo no Irão e no Líbano.

Um cessar-fogo está em vigor desde 08 de abril entre o Irão e os Estados Unidos, mas a economia mundial continua a ser abalada pelo quase bloqueio de Ormuz.

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