Irão abate dois aviões dos EUA no dia em que Trump disse que pode abrir "facilmente" o estreito de Ormuz
FOTO: EPA/YAHYA ARHAB

Irão abate dois aviões dos EUA no dia em que Trump disse que pode abrir "facilmente" o estreito de Ormuz

Esta sexta-feira ficou marcada pela queda de dois aviões militares americanos: dois pilotos estão bem e outro está desaparecido. Irão diz ter recusado proposta dos EUA para cessar-fogo de 48 horas.
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Israel diz que três funcionários da ONU ficaram feridos em ataque do Hezbollah

As Forças Armadas de Israel (IDF) dizem ter identificado um míssil lançado pelo Hezbollah que caiu esta sexta-feira dentro de um posto da UNIFIL (Força Interina das Nações Unidas) no sul do Líbano.

Três funcionários da ONU ficaram feridos, dois deles gravemente. "Uma análise da trajetória de lançamento indica claramente que o ataque foi realizado pelo Hezbollah", acrescentou em comunicado as IDF.

Exército do Irão anuncia que abateu um avião A-10 Thunderbolt. EUA dizem que piloto está a salvo

O exército iraniano anunciou ter abatido um segundo avião de combate norte-americano, depois de um caça F-15 se ter despenhado no sudoeste do Irão.

“Um avião norte-americano do tipo A-10 foi atingido pelos sistemas de defesa aérea (...) e caiu nas águas do Golfo”, de acordo com o exército iraniano, num comunicado lido na televisão estatal do Irão (IRIB).

A NBC News, que cita um oficial norte-americano, confirma que o avião em causa é um A-10 Thunderbolt, conhecido como Warthog, tripulada por apenas um piloto.

A aeronave conseguiu entrar no espaço aéreo do Kuwait, onde o piloto se ejetou e a aeronave caiu, disse o mesmo oficial, garantindo que piloto está a salvo e o A-10 caiu no Kuwait.

Por sua vez, o jornal norte-americano The New York Times, citando duas fontes das autoridades norte-americanas, noticiou que o avião se despenhou perto do estreito de Ormuz, tendo o piloto sido resgatado.

Hoje, o exército iraniano já tinha anunciado que tinha abatido um caça norte-americano no sul do Irão.

Um dos dois pilotos da aeronave, um caça F-15, foi resgatado com vida pelos Estados Unidos, que continuam a tentar localizar o segundo ocupante.

A IRIB mostrou imagens de dois supostos helicópteros dos Estados Unidos que estavam à procura dos pilotos do caça abatido, segundo a agência de notícias EFE.

A polícia, num comunicado divulgado pelas forças de segurança iranianas, referiu que o avião foi alvejado enquanto sobrevoava o centro do Irão, tendo sido abatido na província de Kohgiluyeh e Boyer-Ahmad, no sudoeste do país.

Avião de combate dos EUA cai junto ao estreito de Ormuz. Irão diz que também o abateu

Um segundo avião militar dos Estados Unidos caiu esta sexta-feira no Médio Oriente. De acordo com um oficial norte-americano citado pela AP, tratou-se de um avião de combate, que o Irão já veio dizer que foi abatido pelos seus militares.

Ainda não é conhecido igualmente o estado de saúde da tripulação deste aparelho.

Hoje um outro avião despenhou-se após ser atacado pelo Irão, sendo que um dos pilotos foi resgatado com vida, enquanto ainda decorrem buscas pelo outro militar.

Dois helicópteros que participavam nas buscas pelos pilotos foram atingidos por fogo iraniano

Dois helicópteros militares dos Estados Unidos que participavam das operações de busca e resgate dos pilotos do F-15 foram atingidos por fogo iraniano, segundo revelou um oficial americano à NBC News, que grantiu no entanto que todos os militares que estavam a bordo daqueles aparelhos encontram-se em segurança.

Egípcio morre depois de ser atingido por destroços numa instalação de gás em Abu Dhabi

Um cidadão egípcio morreu hoje após ser atingido por destroços de um projétil intercetado junto a uma instalação de gás de Habshan, em Abu Dhabi.

A notícia foi avançada pelo gabinete de imprensa do governo do Egito, revelando que quatro outras pessoas ficaram feridas: dois egípcios e dois paquistaneses.

"Houve danos significativos nas instalações, está a ser feita uma avaliação neste momento", referiu o gabinete de imprensa daquela infraestrutura.

Trump afirma negociações não serão afetadas devido ao abate do avião americano pelo Irão

Donald Trump disse à estação de televisão norte-americana NBC News que o o facto de o Irão ter abatido um caça F-15 não afetará as negociações. "De forma alguma. Estamos em guerra", garantiu.

O presidente dos EUA recusou-se ainda a discutir os detalhes da operação em curso para procurar e resgatar o piloto que ainda está desaparecido no Irão, sendo que o outro militar foi resgatado com vida.

Destroços do caça americano abatido no Irão.
Destroços do caça americano abatido no Irão.FOTO: REDE SOCIAL X

Negociações num impasse. Irão rejeita proposta de cessar-fogo

O Wall Street Journal revelou hoje que se encontra num impasse as negociações para intermediar um cessar-fogo entre EUA e Irão.

De acordo com aquele jornal norte-americano, o Irão informou oficialmente os mediadores, entre os quais o Paquistão, não está disposto a encontrar-se nos próximos dias com autoridades norte-americanas em Islamabad.

Uma informação complementada já pela agência iraniana Fars, que garantiu ter o Irão rejeitado uma proposta de cessar-fogo durante 48 horas apresentada pelos Estados Unidos.

Isto porque o Irão considera inaceitáveis ​​as exigências dos EUA para que termine a guerra.

Aliás, no início da semana, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão garantiu que só aceitará o fim da guerra e não está disponível para um cessar-fogo.

Abbas Araghchi acrescentou ainda que Teerão ainda não tinha respondido à proposta de paz de 15 pontos enviada pelos EUA há cerca de uma semana.

Trump pede ao Congresso orçamento recorde para a Defesa

O presidente norte-americano Donald Trump pediu ao Congresso um aumento do orçamento de defesa de quase 50% para 2027, passando para 1,5 biliões de dólares (1,3 biliões de euros), indicam documentos divulgados esta sexta-feira, 3 de abril, pela Casa Branca.

Leia mais no link em baixo:

Irão abate dois aviões dos EUA no dia em que Trump disse que pode abrir "facilmente" o estreito de Ormuz
Trump pede ao Congresso 1,3 biliões de euros para orçamento da defesa em 2027, um aumento de quase 50%

Três navios atravessam estreito de Ormuz ao longo da costa de Omã

Três navios atravessaram na quinta-feira o estreito de Ormuz e navegaram por uma rota oposta à recomendada pelo Irão, segundo dados de tráfego marítimo hoje consultados.

Em tempos de paz, cerca de um quinto do petróleo bruto e do gás natural mundiais transita pelo estreito de Ormuz, mas os ataques iranianos contra navios perto do estreito de Ormuz, em retaliação aos ataques conjuntos dos EUA e de Israel.

Este quase encerramento do estreito, uma via marítima fundamental para o mercado petrolífero, provocou uma subida acentuada dos preços mundiais do petróleo e do gás.

Lusa

Embaixada dos EUA em Beirute pede aos seus cidadãos para que deixem o Líbano

A embaixada dos EUA em Beirute lançou um alerta aos seus cidadãos para que deixem o Líbano "enquanto ainda houver opções de voos comerciais disponíveis", isto porque os seus aliados "podem ter a intenção de atacar universidades no Líbano".

Na semana passada, o Irão alertou que atacaria universidades americanas e israelitas na região como retaliação aos ataques contra as suas próprias instituições.

Um dos dois pilotos do caça americano foi resgatado com vida

Um dos dois pilotos norte-americanos que estavam no caça F-15 que caiu hoje no Irão foi resgatado com vida pelas forças americanas, de acordo com a estação de televisão NBC News.

As autoridades ainda revelaram as razões que levaram à queda do aparelho, mas a agência Reuters informou que um oficial norte-americano disse que o jato tinha sido abatido.

Netanyahu garante que Israel e EUA "vão continuar a esmagar o Irão"

Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, prometeu continuar a atacar o Irão num discurso durante uma reunião no quartel-general militar de Israel, em Telavive.

"Juntamente com nossos amigos americanos, continuamos a esmagar o regime terrorista no Irão. Estamos a eliminar comandantes e a bombardear pontes e infraestruturas", assegurou, revelando que a força aérea israelita "destruiu 70% da capacidade de produção de aço do Irão", o que priva as forças armadas iranianas "de fontes de financiamento e de capacidade para produzir grandes quantidades de armas".

"Em plena coordenação entre mim e o presidente Donald Trump, entre as Forças de Defesa de Israel e as forças armadas dos EUA, continuaremos a esmagar o Irão. Este regime está mais fraco do que nunca e Israel está mais forte do que nunca", sublinhou Netanyahu.

O primeiro-ministro israelita acrescentou ainda vão continuar os ataques ao Hezbollah "com força" e o objetivo é continuar a "expandir a zona de segurança" no sul do Líbano.

Caça americano abatido no Irão. Regime oferece recompensa a quem encontrar pilotos

Um caça americano foi abatido esta sexta-feira nos céus do Irão de acordo com uma informação dada à agência Reuters por um oficial norte-americano, que garantiu estarem a decorrer operações de busca e resgate para encontrar possíveis sobreviventes entre a tripulação.

A agência estatal iraniana Tasnim revelou que as buscas por tripulantes desaparecidos “até o momento não tiveram sucesso”, enquanto a Fars News disse que a Guarda Revolucionária do Irão está a oferecer uma recompensa a quem capturar um ou mais “pilotos inimigos”.

Neste momento não é claro em que zona do Irão caiu o avião, mas diversos vídeos nas redes sociais mostram várias aeronaves militares a voar baixo na na província de Khuzistão, no centro do território iraniano.

Este é o primeiro incidente deste género conhecido desde que os EUA iniciaram a guerra contra o Irão em 28 de fevereiro.

"Com um pouco mais de tempo, podemos facilmente abrir o Estreito de Ormuz", diz Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, escreveu esta sexta-feira, 3 de abril, na rede social Truth Social que "com um pouco mais de tempo, podemos facilmente abrir o estreito de Ormuz, levar o petróleo & fazer uma fortuna".

Isto numa altura em que os países do Golfo pedem às Nações Unidas autorização para usar a força e desbloquear o estreito de Ormuz por onde escoam o petróleo que produzem.

Entretanto, um navio porta-contentores pertencente ao grupo francês de transporte marítimo CMA CGM passou pelo estreito de Ormuz, mostram os dados de rastreamento de navios da MarineTraffic, sinalizando que o Irão poderá não considerar a França uma nação hostil, diz a Reuters.

Papa falou ao telefone com presidente de Israel e pediu reabertura de todos os canais de diálogo

O Papa Leão XIV falou nesta manhã de sexta-feira, 3 de abril, com o presidente de Israel, Isaac Herzog, por telefone. De acordo com o Vatican News, a conversa decorreu no âmbito das festividades pascais e o sumo pontífice pediu ao chefe e Estado israelita para que sejam reabertos todos os canais de diálogo no conflito que opõe Israel e os Estados Unidos ao Irão.

“Durante a conversa, foi reiterada a necessidade de reabrir todos os possíveis canais de diálogo diplomático, para pôr fim ao grave conflito em curso, tendo em vista de uma paz justa e duradoura em todo o Médio Oriente”, informou a Santa Sé em comunicado.

O Papa sublinhou a importância de “proteger a população civil e de promover o respeito pelo direito internacional e humanitário”.

O Papa Leão XIV e o presidente de Israel, Isaac Herzog.
O Papa Leão XIV e o presidente de Israel, Isaac Herzog.Foto: Vaticano

Trump ameaça intensificar ataques contra o Irão. Teerão diz que abateu caça F-35 dos EUA

O presidente Donald Trump ameaçou intensificar os ataques a infraestruturas civis no Irão depois de uma operação dos EUA ter destruído uma ponte numa importante autoestrada na quinta-feira, 2 de abril. O Irão respondeu atingiu uma estação de água no Kuwait e ameaçou com mais ataques.

Trump publicou esta quinta-feira, 2 de abril, nas redes sociais, imagens que mostram fumo após os ataques que atingiram a recém-construída ponte B1, entre Teerão e a cidade vizinha de Karaj, que ia abrir ao trânsito

“O nosso Exército, o maior e mais poderoso (de longe!) do mundo, nem sequer começou a destruir o que resta no Irão. Pontes a seguir, depois centrais elétricas!”, escreveu Trump noutro post.

Em resposta, o Corpo da Guarda Revolucionária do Irão afirmou que iria atacar “todos os ativos do regime israelita e dos EUA em combustível, energia, centros económicos e centrais elétricas na região”.

O exército iraniano também afirmou ter abatido um caça F-35 dos EUA que sobrevoava o centro do Irão. O exército norte-americano ainda não confirmou esta informação.

Destroços de um míssil iraniano ferem 12 pessoas em Abu Dhabi

Estilhaços resultantes da interceção de um míssil na zona de Ajban, em Abu Dhabi, esta sexta-feira, deixaram pelo menos 12 pessoas feridas, segundo a AP. As autoridades do emirado indicaram que sete dos feridos eram do Nepal e cinco da Índia.

As instalações de gás de Habshan também foram atingidas por destroços no ataque desta manhã, provocando um incêndio, mas sem causar feridos.

As igrejas nos Emirados Árabes Unidos anunciaram que vão estar encerradas no Domingo de Páscoa, devido a ordens do governo, por causa do conflito.

Zelensky diz ter oferecido ajuda da Ucrânia para desbloquear estreito de Ormuz

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelenksy, disse esta sexta-feira ter oferecido a ajuda de Kiev às monarquias do Golfo para desbloquear o estreito de Ormuz, cujo bloqueio pelo Irão provocou uma crise energética mundial.

“Ninguém nos associou especificamente à questão do estreito de Ormuz. Aos representantes do Médio Oriente e do Golfo com quem falei durante a minha visita disse: ‘a Ucrânia está disposta a ajudar em tudo o que diga respeito à defesa”, afirmou o chefe de Estado ucraniano, citado pela agência France-Presse (AFP).

As declarações de Zelensky foram feitas junto de jornalistas de vários órgãos de comunicação social na quinta-feira, mas estavam sob embargo até hoje.

Zelensky não deu, no entanto, mais pormenores, apontando que “o método” deve ser decidido entre Estados Unidos da América e países da região do Golfo e do Médio Oriente.

Nesse sentido, o Presidente ucraniano recordou a experiência de Kiev na reabertura do corredor do Mar Negro, bloqueado por Moscovo no início da invasão russa sobre a Ucrânia, em fevereiro de 2022.

O intensificar dos conflitos no Médio Oriente, provocado pelos ataques israelo-americanos contra o Irão em 28 de fevereiro, interrompeu as negociações mediadas por Washington entre Ucrânia e Rússia.

Kiev tem procurado valorizar a sua experiência na defesa antiaérea contra os ‘drones’ iranianos Shahed, que têm sido utilizados por Moscovo para atacar o território ucraniano. Estes veículos aéreos não tripulados têm sido usados por Teerão contra países vizinhos.

Zelensky visitou vários países do Golfo Pérsico e do Médio Oriente na semana passada, tendo assinado acordos de cooperação no domínio da defesa com Qatar e Arábia Saudita.

“Penso que mudámos a atitude do Médio Oriente da região do Golfo em relação à Ucrânia para os próximos anos”, acrescentou, citado pela AFP.

Lusa

FAO alerta para subida de preços alimentares em março

Os preços mundiais dos produtos alimentares voltaram a subir em março, pelo segundo mês consecutivo, impulsionados sobretudo pelo aumento dos custos energéticos associados à escalada do conflito no Médio Oriente. Os dados foram divulgados esta sexta-feira, 3 de abril, pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

Saiba mais na notícia abaixo.

Irão abate dois aviões dos EUA no dia em que Trump disse que pode abrir "facilmente" o estreito de Ormuz
FAO alerta para subida de preços alimentares em março com impacto do conflito no Médio Oriente

Amnistia Internacional avisa Irão que recrutamento de crianças é crime de guerra 

A Amnistia Internacional avisou o Irão de que o recrutamento de crianças com apenas 12 anos para a força voluntária Basij do Corpo da Guarda Revolucionária constitui um crime de guerra, segundo a Associated Press (AP). De acordo com a agência de notícias norte-americana, a Guarda Revolucionária lançou recentemente este apelo, numa altura em que os postos de controlo da Basij estão sob ataque durante a guerra com os Estados Unidos e Israel.

A Amnistia diz que testemunhas oculares e a sua própria análise de imagens de vídeo “mostram que crianças-soldado foram destacadas” para postos de controlo e patrulhas, algumas armadas, incluindo com metrelhadoras Kalashnikov.

“À medida que ataques dos EUA e de Israel atingem milhares de instalações (da Guarda), incluindo instalações da Basij, em todo o país — inclusive através de ataques com drones dirigidos a patrulhas de segurança e postos de controlo — o destacamento de crianças-soldado ao lado de pessoal (da Guarda) ou nas suas instalações coloca-as em grave risco de morte e ferimentos”, afirmou Erika Guevara-Rosas, da Amnistia Internacional, citada pela AP.

ONU vota resolução sobre Ormuz este sábado. China é contra utilização da força

O Conselho de Segurança da ONU vota este sábado, 4 de abril, uma resolução do Bahrein para proteger a navegação comercial no estreito de Ormuz, disseram diplomatas esta sexta-feira, avança a agência Reuters.

Dois diplomatas afirmaram que a reunião dos 15 membros do Conselho e a votação estavam marcadas para sábado de manhã, em vez de sexta-feira, como havia sido planeado anteriormente, por ser feriado.

Mas a China, que tem poder de veto, deixou claro que se opõe a autorizar qualquer uso da força para desbloquear o estreito de Ormuz, avança a Reuters.

OMS lança apelo urgente de 30,3 milhões de euros para ajuda humanitária

A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou um apelo “urgente” no valor de 30,3 milhões de dólares (26,3 milhões de euros) para apoiar a resposta sanitária à guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão.

“O apelo abrange o período de março a agosto de 2026 e tem como objetivo manter os serviços de saúde vitais em países cujos sistemas de saúde se encontram sob extrema pressão após semanas de hostilidades intensificadas, deslocações em massa e um número crescente de vítimas”, indicou nas últimas horas a agência da ONU no Mediterrâneo Oriental, que cobre o Médio Oriente, em comunicado.

A agência salientou que, em todo o Médio Oriente, mais de 4,3 milhões de pessoas foram deslocadas, com milhares de mortos e dezenas de milhares de feridos devido às hostilidades.

De acordo com o organismo, os hospitais e centros de saúde da linha da frente são aqueles que enfrentam um “aumento vertiginoso de casos de traumatismos, ao mesmo tempo que lutam para manter serviços de rotina, como os cuidados a doenças crónicas e a saúde materno-infantil”.

A resposta, que se centrará no Líbano, no Irão, no Iraque, na Síria e na Jordânia, irá também “reforçar as cadeias de abastecimento e a logística para garantir a entrega de medicamentos e equipamentos essenciais”.

Este apelo surge na sequência da libertação prévia, pela OMS, de dois milhões de dólares (cerca de 1,7 milhões de euros) do seu Fundo de Contingência para Emergências, para apoiar a resposta sanitária, incluindo 1 milhão de dólares (860 mil euros) para o Líbano, 500 mil dólares (cerca de 433 mil euros) para o Iraque e 500 mil dólares para a Síria.

A escalada do conflito no Médio Oriente ocorre num momento em que o financiamento humanitário está a diminuir a nível mundial, enquanto as necessidades de saúde em toda a região aumentam rapidamente.

“Sem recursos adicionais, o fosso entre as necessidades e os serviços de saúde disponíveis continuará a alargar-se nos países mais afetados”, concluiu a OMS.

Lusa

Base das Lajes recebe pela segunda noite consecutiva um drone MQ-9 Reaper dos EUA

Um drone militar de combate MQ-9 Reaper da Força Aérea norte-americana aterrou esta sexta-feira de madrugada, na Base das Lajes, nos Açores, sendo a segunda noite consecutiva em que a infraestrutura recebe este tipo de equipamentos.

O drone aterrou na Base das Lajes, na ilha Terceira, às 02:08 locais (03:08 em Lisboa), segundo constatou a Lusa no local.

Depois de reabastecer, a aeronave não tripulada descolou às 05:44.

Foi o segundo drone deste tipo a aterrar nas Lajes esta semana, depois de na madrugada de quinta-feira ter passado pela infraestrutura aquele que se pensa ter sido o primeiro MQ-9 Reaper a pisar solo português.

Drone de combate MQ-9 Reaper da Força Aérea norte-americana na Base das Lajes, nos Açores.
Drone de combate MQ-9 Reaper da Força Aérea norte-americana na Base das Lajes, nos Açores.Foto: António Araújo/EPA

Desenvolvido pela General Atomics, este drone, com cerca de 11 metros de comprimento e 20 de envergadura, é considerado o mais potente e versátil utilizado atualmente no combate, podendo transportar até oito mísseis de precisão.

Com uma capacidade de carga de 1.700 quilos, o equipamento tem 27 horas de autonomia de voo, sendo pilotado remotamente via satélite por duas pessoas.

Desde 18 de fevereiro que o movimento de aeronaves militares norte-americanas na Base das Lajes se intensificou.

Após o ataque dos Estados Unidos da América (EUA) e de Israel ao Irão, no dia 28 de fevereiro, descolam quase diariamente da infraestrutura vários reabastecedores KC-46 Pegasus, que têm capacidade para reabastecer aviões militares em pleno voo.

Além dos 15 aviões KC-46 Pegasus, estacionadas nas Lajes desde o dia 18, já passaram pela infraestrutura cargueiros C-130, C-17 Globemaster III e C-5M Super Galaxy, aviões de combate F-16 Viper e Boeing EA-18G Growler, aviões de alerta aéreo antecipado, comando e controlo tático de gestão de combate Northrop Grumman E-2D Advanced Hawkeye e aviões de patrulha marítima Boeing P-8 Poseidon.

Na quarta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Rangel, disse que a utilização da Base das Lajes pelos Estados Unidos cumpre os critérios do Direito internacional e que Portugal não está envolvido nesta operação contra o Irão.

“O que fizemos foi justamente impor os critérios do Direito internacional”, afirmou, em resposta ao PS, numa audição na comissão de Assuntos Europeus da Assembleia da República.

Rangel lembrou as condições impostas por Portugal para o uso da infraestrutura pelos Estados Unidos, alegando que só pode ocorrer num ataque “em resposta a um ataque sofrido, necessário e proporcional e [que] não vise alvos civis”.

“Se essas garantias nos forem dadas e puderem ser observadas, estamos tranquilos. Até agora foi isso que aconteceu”, referiu.

“Cumpridas certas regras, certas operações são admitidas, não cumpridas, não são admitidas. Não andamos a falar de segurança nacional na praça pública nem ‘voyeurismo’ sobre bases”, insistiu.

Já depois da audição, o PS questionou o ministro, numa pergunta por escrito, sobre a autorização da passagem dos drones MQ-9 Reaper pela Base das Lajes.

“Trata-se da primeira vez que este tipo de sistema de armas é destacado para território nacional, o que suscita um conjunto de questões no quadro de um contexto internacional que é particularmente sensível, marcado por uma guerra em curso no Médio Oriente que envolve os EUA, Israel e o Irão”, justificaram os deputados socialistas.

Lusa

Teerão alerta para qualquer "ação provocadora" para desobstruir estreito de Ormuz

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, alertou esta sexta-feira para qualquer "ação provocadora" antes de uma votação esperada do Conselho de Segurança da ONU sobre o uso da força para desbloquear o estreito de Ormuz.

Araghchi expressou-se na quinta-feira e a votação estava inicialmente prevista para sexta-feira, antes de ser adiada sine die.

Esta passagem estratégica do mercado mundial de hidrocarbonetos está praticamente totalmente bloqueada pelo Irão em reação aos ataques dos EUA e de Israel contra o seu território em 28 de fevereiro.

"Araghchi sublinha que qualquer ação provocadora dos agressores e dos seus apoiantes, incluindo no Conselho de Segurança da ONU em relação à situação no estreito de Ormuz, apenas complicará ainda mais a situação", segundo um comunicado do seu ministério.

Patrocinado pelo Bahrein, o texto está a ser discutido pelos 15 membros do Conselho há dez dias, refletindo as suas divergências.

O último projeto de resolução insiste no facto de que o Conselho autorizaria qualquer Estado ou qualquer coligação de Estados a utilizar meios "defensivos" para assegurar a segurança dos navios. Uma estipulação de mandato defensivo ausente no início.

Mas não é certo que isto seja suficiente para convencer a Rússia e a China, que têm direito de veto.

"O Irão fechou o estreito de Ormuz, impedindo a passagem de navios comerciais e petroleiros e impondo condições para permitir a passagem de alguns", denunciou na quinta-feira o secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), Jassem Al-Budaiwi, em nome daquela organização que reúne a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Qatar, Kuwait e Omã.

"Pedimos ao Conselho de Segurança que assuma todas as suas responsabilidades e tome todas as medidas necessárias para proteger os corredores marítimos e garantir a continuidade segura da navegação internacional", insistiu em Nova Iorque, antes do anúncio do adiamento.

Lusa

Ataque com drones iranianos causa incêndio em refinaria no Kuwait

Um ataque com drones iranianos provocou hoje incêndios em várias unidades da refinaria de Mina Al-Ahmadi, no Kuwait, avançou a agência de notícias estatal Kuna, citando a petrolífera nacional.

"A Kuwait Petroleum Corporation (KPC) informou que a refinaria de Mina Al-Ahmadi foi alvo de um ataque com drones na madrugada de hoje, que provocou incêndios em várias unidades operacionais", disse a agência.

Num comunicado, a petrolífera estatal disse que os bombeiros estavam a trabalhar para controlar as chamas e sublinhou que não houve registo de feridos.

O Kuwait opera três refinarias de petróleo. Mina al-Ahmadi já foi alvo de ataques por diversas vezes durante o conflito.

Os Estados Unidos e Israel começaram em 28 de fevereiro a bombardear o Irão, devido ao alegado fracasso nas negociações para pôr fim ao programa nuclear da República Islâmica, que afirma destinar-se apenas a fins civis.

Teerão tem respondido com ataques contra interesses norte-americanos e israelitas nos países da região, e com o bloqueio do estreito de Ormuz, por onde passa 20% do comércio petrolífero mundial.

As refinarias são essenciais para a produção de petróleo do Kuwait, pois, sem elas, os poços teriam de ser encerrados por falta de destino para o crude.

A retoma das operações das refinarias é extremamente demorada por motivos de segurança, e os poços permaneceriam praticamente inativos até que as refinarias voltassem a operar.

A KPC afirmou ainda que a Autoridade Pública do Ambiente do Kuwait está a monitorizar de perto a qualidade do ar e que não foi relatado qualquer impacto negativo até à data.

Minutos antes de o incêndio ser anunciado, o Governo do Kuwait disse que as defesas aéreas estavam a intercetar ataques hostis de mísseis e drones, de acordo com um comunicado divulgado pela agência de notícias estatal do Kuwait, KUNA.

"As defesas aéreas do Kuwait estão a repelir ataques hostis de mísseis e drones", escreveu o Estado-Maior do Exército na rede social X, acrescentando que as "explosões ouvidas foram o resultado da interceção" destes ataques.

Também hoje, as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) noticiaram hoje um ataque iraniano contra o território israelita.

O porta-voz do serviço de emergência israelita afirmou na plataforma de mensagens Telegram que o ataque deixou um homem de 22 anos gravemente ferido na cidade de Harish, no centro do país, tendo sido levado para o hospital.

As IDF indicaram que os sistemas de defesa permanecem "operacionais para intercetar a ameaça", depois de "identificarem mísseis lançados a partir do Irão", de acordo com uma mensagem publicada também no Telegram.

A imprensa estatal iraniana avançou hoje que pelo menos oito pessoas morreram e 95 civis ficaram feridos em vários ataques dos EUA contra a província de Alborz, no norte do Irão.

A guerra provocou mais de três mil mortos, maioritariamente no Irão e no Líbano, que se viu envolvido no conflito após o movimento pró-Teerão Hezbollah ter atacado Israel.

Lusa

Estados do Golfo pedem luz verde à ONU para desobstruir estreito de Ormuz

O Conselho de Cooperação do Golfo (GCC, na sigla em inglês) pediu à Organização das Nações Unidas (ONU) que autorize o uso da força para desobstruir o estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irão.

"O Irão fechou o estreito de Ormuz, impedindo a passagem de navios comerciais e petroleiros e impondo condições para permitir que alguns o façam", declarou, na quinta-feira, o secretário-geral do GCC.

"Pedimos ao Conselho de Segurança que assuma as suas plenas responsabilidades e tome todas as medidas necessárias para proteger os corredores marítimos e garantir a continuidade segura da navegação internacional", insistiu Jassem Al-Budaiwi, em Nova Iorque.

A declaração do dirigente do GCC, organização que inclui Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Qatar, Kuwait e Omã, surgiu numa altura em que os Conselho de Segurança debate uma resolução sobre Ormuz.

A proposta do Bahrein iria autorizar o uso da força para libertar o estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irão, uma iniciativa apoiada pelos Estados Unidos, mas que não é unanimemente aceite.

Após várias revisões, a sexta e última versão do texto, vista pela agência de notícias France-Presse na quinta-feira, resulta de um compromisso que visa persuadir a França, a Rússia e, em particular, a China a retirarem as suas objeções.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, tinha manifestado ceticismo na quinta-feira de manhã sobre uma operação militar para desobstruir o Estreito, considerando-a irrealista.

A versão mais recente da resolução sublinha que qualquer Estado ou coligação de Estados poderia utilizar meios "defensivos" para garantir a segurança dos navios. Esta disposição sobre um mandato defensivo estava ausente da versão inicial.

No entanto, não é certo que a alteração seja suficiente para convencer a Rússia e a China, que têm poder de veto.

"No contexto atual, autorizar os Estados-membros a usar a força equivaleria a legitimar o uso ilegal e indiscriminado da força, o que conduziria inevitavelmente a uma escalada ainda maior", afirmou o embaixador chinês Fu Cong, enquanto a Rússia, aliada de longa data de Teerão, denunciou o texto como tendencioso.

Na quinta-feira, numa reunião do Conselho de Segurança sobre a cooperação entre as Nações Unidas e a Liga dos Estados Árabes, o chefe da diplomacia do Bahrein apresentou mais detalhes sobre a resolução.

“O objetivo é proteger uma das rotas marítimas mais vitais para o comércio e a segurança”, assumiu o ministro dos Negócios Estrangeiros do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, manifestando esperança de que o texto seja adotado por unanimidade.

O Bahrein detém em abril a presidência rotativa do Conselho de Segurança da ONU, durante a qual dará destaque à guerra no Médio Oriente, à situação no estreito de Ormuz e à cooperação da organização com outros organismos regionais.

Estados Unidos e Israel têm em curso desde 28 de fevereiro uma ofensiva militar de grande escala contra Teerão, que provocou mais de três mil mortos, maioritariamente no Irão e no Líbano.

Em reação aos ataques norte-americanos e israelitas, o Irão encerrou o estreito de Ormuz - uma via marítima fundamental para o mercado petrolífero – e lançou ataques de retaliação contra Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

A atual situação provocou um aumento dos preços do petróleo e de outras matérias-primas.

Lusa

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