Não é apenas uma, são seis as sondagens que preveem uma maioria absoluta para o Partido Popular (PP) e Juanma Moreno nas eleições de domingo na Andaluzia, apesar de em quatro delas se contemplar também o cenário de a formação liderada a nível nacional por Alberto Núñez Feijóo ficar ligeiramente aquém desse objetivo. Todas coincidem contudo em colocar os socialistas do primeiro-ministro Pedro Sánchez, que apostaram na candidatura da ex-ministra María Jesús Montero, com o pior resultado de sempre, numa autonomia que foi durante décadas controlada pelo PSOE. As sondagens mais favoráveis ao PP são as da Sigma Dos, para o jornal El Mundo, e a do NC Report para o La Razón. A primeira prevê que o partido consiga entre 55 lugares no Parlamento regional, o limite da maioria absoluta, e os 58, os mesmos com que Moreno governa agora. Já a segunda dá-lhe logo à partida esses 58. As outras quatro sondagens - GAD3 para o ABC, 40dB para o El País, Gesop para o El Periódico e IMOP para o El Confidencial - também colocam o PP na maioria absoluta na previsão mais favorável (entre 55 e 57 representantes, dependendo do instituto), mas no pior resultado colocam-no com 52 deputados (a da Gesop) ou 54 (as outras três). Isso deixaria Moreno aquém da maioria absoluta e eventualmente dependente da extrema-direita do Vox (como acontece noutras regiões que já foram a votos, como a Extremadura, Castela e Leão e Aragão). .Feijóo questiona Sánchez: de quantas mais derrotas precisa?.Um cenário que Moreno não quer contemplar. “Não consigo conceber este cenário; imagino uma maioria suficiente e de coexistência, mas é uma decisão dos andaluzes”, disse o líder do governo andaluz e candidato do PP, em entrevista ao El Español, falando nos problemas se o partido não governar sozinho. “Se consigo a maioria e o resultado é letal para o PSOE, Sánchez não chegará ao Natal sem convocar [eleições]”, referiu. As legislativas espanholas terão que ser até 22 de agosto de 2027, mas ainda não há data. Os socialistas arriscam, segundo as sondagens, o pior resultado de sempre nesta região que governaram desde final da década de 1970 até 2019. Nas eleições de 2018, o PSOE ainda foi o mais votado, mas Moreno chegou a acordo com Ciudadanos e Vox para governar. Quatro anos depois, conquistava a maioria absoluta, a mesma que quer repetir no domingo (17 de maio). Os socialistas têm agora 30 deputados e só uma das sondagens (a do El Mundo) prevê que consigam repetir o resultado. A pior previsão coloca-os com apenas 26 representantes no parlamento andaluz.O Vox poderá melhorar o resultado de há quatro anos, mas no máximo as sondagens dão à extrema-direita mais três deputados (chegando aos 17), aquém do que era esperado há uns meses. A coligação de esquerdas Pela Andaluzia, que inclui o Sumar, o Podemos e a Esquerda Unida, teria cinco a sete deputados, em princípio à frente da formação de esquerda regional Avante Andaluzia que teria entre quatro e seis.