Pelo menos 999 pessoas morreram devido à epidemia de ébola na República Democrática do Congo (RDCongo), segundo dados oficiais divulgados esta quarta-feira, 22 de julho, pelo Ministério da Saúde deste país africano.A última atualização revela que, até domingo, foram registados 2473 casos de ébola e que 999 pessoas morreram devido a esta epidemia.O surto declarado em 15 de maio, que evoluiu para epidemia, é diferente da maioria dos anteriores, porque o vírus responsável (Bundibugyo) não tem vacinas nem tratamentos aprovados.A epidemia também matou mais pessoas a um ritmo mais acelerado do que qualquer outro surto registado, incluindo o de 2013-2016, considerado o pior da história, com mais de 11.000 mortos em pelo menos 28.000 casos, mas em oito meses.O ébola é raro, mas altamente contagioso e pode ser contraído através de fluidos corporais, como vómitos, sangue ou sémen. A doença que o provoca é grave e frequentemente fatal.As autoridades alertaram ainda que 80% dos novos casos surgiram através de cadeias de transmissão desconhecidas, um sinal de que a epidemia se está a espalhar mais rapidamente do que as autoridades de saúde conseguem seguir, mesmo com o aumento da resposta na província de Ituri, o epicentro da epidemia, bem como em outras quatro províncias onde foram registados casos.Os ataques a unidades de saúde e a equipas de resposta também obrigaram os trabalhadores da linha da frente e os grupos de ajuda humanitária a abandonar algumas áreas. Alguns profissionais de saúde entraram em greve, queixando-se de que não recebem salários desde o início da epidemia.Se não for travado "muito em breve", surto de ébola na RD Congo poderá ser o pior de sempre.Ébola. Comissária da UE diz que é preciso “confiança das comunidades” para se conseguir “conter surto”