Enviado especial dos EUA para o Médio Oriente ganhou 107 milhões com criptomoedas em sociedade com Trump
O enviado especial dos Estados Unidos para o Médio Oriente, Steve Witkoff, lucrou 107 milhões de dólares (quase 92 milhões de euros) em 2025 com criptomoedas através da World Liberty Financial, empresa que fundou, em 2024, em sociedade com Donald Trump.
O número é agora conhecido com a divulgação das declarações financeiras dos funcionários da Casa Branca. Segundo a agência EFE, Witkoff recebeu 69 milhões em dinheiro e 38 milhões em criptomoedas.
Os rendimentos totais do enviado especial, que também desempenha esta função para questões relacionadas com a Ucrânia, triplicaram em 2025 quando comparados ao ano anterior.
A relação entre a empresa, Trump e um de seus assessores mais próximos levanta questões sobre um possível conflito de interesse junto à administração federal. Segundo a Casa Branca, Steve Witkoff está, hoje, desvinculado da World Liberty Financial, e as suas atividades comerciais anteriores ao início das funções não possuem conexão com os esforços que desempenha para lidar com conflitos distintos pelo mundo em nome do presidente.
Em julho, ainda antes da publicação das declarações financeiras da Casa Branca, cálculos da agência France-Presse (AFP) com base em documentos do Gabinete de Ética Governamental (OGE) mostraram que o presidente norte-americano registou cerca de 1,2 mil milhões de dólares (1,05 mil milhões de euros) de rendimentos provenientes de atividades no setor das criptomoedas em 2025, sendo esta a principal razão para a quase triplicação do seu património pessoal, que passou de 2,02 para 5,7 mil milhões de euros entre 2024 e 2026, segundo a Forbes.
A empresa é liderada, atualmente, pelos filhos de Trump e Witkoff.
As declarações financeiras dos funcionários da Casa Branca também revelam que três assessoras de Donald Trump receberam do presidente 45 mil dólares cada uma, em dinheiro, como prenda pelas festas de fim de ano em 2025.

