Pelo menos, 10 pessoas morreram, nas últimas horas, vítimas de ataques israelitas no Sul do Líbano, onde decorre uma operação militar com o objetivo de alcançar uma invasão completa.Entre estes, cinco profissionais de saúde morreram na sequência de um ataque a uma ambulância em Zoutar Sharqi, Nabatiyeh, segundo a agência de notícias oficial NNA.Na cidade de Al Haniya, um bombardeamento matou cinco agricultores e feriu outras oito pessoas.As vítimas foram levadas para hospitais na região de Tiro, que pertence à cidade atacada.O exército israelita emitiu hoje novas ordens de deslocação forçada para a população residente em Maashouq, Burj al Shamali, Rashidieh, Deir Kifa, Qaqaiyat al Jisr, Wadi Jilo e Al Bass.Lusa.A Ucrânia e os Emirados Árabes Unidos concordaram em cooperar na área da defesa, num contexto de ataques de drones iranianos em várias regiões do Médio Oriente, anunciou hoje o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.A visita surpresa de Zelensky aos Emirados ocorre um dia depois do anúncio de um acordo de defesa entre a Ucrânia e a Arábia Saudita, assinado numa altura em que os países do Golfo enfrentam ataques com drones e mísseis iranianos lançados por Teerão em retaliação às ofensivas conjunto dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, que se prolongam desde 28 de fevereiro.. Kiev procura aproveitar a sua experiência na destruição de drones russos para ajudar os países do Golfo e enviou especialistas em defesa anti-drones para a região, nomeadamente para os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita.Zelensky indicou nas redes sociais que se reuniu com o Presidente dos Emirados, Mohammed bin Zayed al-Nahyane, e que os dois líderes “concordaram em cooperar na área da segurança e da defesa”.“As nossas equipas irão finalizar os pormenores. Para todos os Estados normais, é importante garantir estabilidade e proteger vidas face às ameaças atuais. A Ucrânia dispõe de experiência relevante nesta área”, acrescentou.A Ucrânia apresenta os seus sistemas de defesa anti-drones como “os melhores do mundo”.Kiev propôs trocar os seus intercetores de drones por mísseis de defesa antiaérea, muito mais caros, que os países do Golfo utilizam para abater os drones iranianos. A Ucrânia afirma necessitar de mais destes mísseis para contrariar os ataques quase diários de mísseis da Rússia, que ataca a Ucrânia desde o início de 2022.“A proteção deve ser suficiente em todo o lado. É por isso que estamos abertos a uma colaboração que, numa perspetiva estratégica, fortalecerá certamente os nossos povos e a proteção da vida nos nossos países”, acrescentou hoje Zelensky.Lusa.O preço do barril de petróleo Brent disparou mais de 55% desde o ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, há um mês, que abalou a aparente calma dos mercados financeiros.Com as últimas semanas marcadas pela incerteza, confirmando-se o cenário mais temido pelos mercados de um conflito prolongado no tempo, o resultado foi a subida dos preços do petróleo e do gás, face aos danos nas infraestruturas energéticas e ao risco de uma menor oferta a nível global.O barril de Brent, o petróleo de referência europeu, disparou 55,31% desde o início do conflito, chegando a rondar os 120 dólares. O petróleo de referência nos Estados Unidos, o West Texas Intermediate (WTI), subiu 48,67% e toca os 100 dólares, o seu máximo desde meados de 2022.Paralelamente, o gás valorizou-se mais de 70%, atingindo os 54,155 euros por megawatt-hora (MW/h).Ao mesmo tempo, registaram-se quedas significativas nas principais bolsas de valores, muitas das quais tinham atingido níveis máximos antes de 27 de fevereiro.Noutros mercados, o ouro viu ameaçado o seu estatuto de valor refúgio por excelência, ao perder cerca de 14,5%, com a valorização de 2% do dólar face ao euro também a diminuir o interesse por este metal.Adicionalmente, os mercados estão também já a descontar subidas das taxas de juro por parte dos bancos centrais, face ao receio de uma retoma da inflação devido ao aumento dos preços da energia.Por enquanto, o Banco Central Europeu (BCE) e a Reserva Federal (Fed) dos EUA optaram por manter inalteradas as taxas de juro nas suas respetivas reuniões de março.Lusa.Os rebeldes Huthis do Iémen anunciaram hoje ter lançado uma salva de mísseis balísticos contra o sul de Israel, afirmando tratar-se da primeira fase de uma intervenção militar direta em apoio ao Irão e aos aliados no Médio Oriente.Numa declaração transmitida pela televisão, o porta-voz do braço militar dos Huthis, Yahya Sarea, afirmou que os ataques foram lançados contra “alvos militares sensíveis” no sul de Israel e foram realizados em coordenação com o que designou como operações em curso do Irão e do Hezbollah no Líbano.A declaração por parte dos Huthis, que até agora tinham limitado a sua resposta à guerra no Irão a ameaças, surge horas depois de as Forças de Defesa de Israel (FDI) informarem, esta madrugada, que detetaram um míssil lançado em direção ao seu território a partir do Iémen.“Os sistemas de defesa aérea estão operacionais para intercetar a ameaça”, indicaram as FDI no seu canal do Telegram, antes de darem a ameaça por concluída.O grupo rebelde justificou os ataques como uma resposta à ofensiva contínua dos EUA e de Israel contra o Irão e ao que descreveu como uma escalada de violência contra as fações aliadas no Líbano, no Iraque e nos territórios palestinianos.Sarea declarou que a operação “atingiu com sucesso os seus objetivos” e advertiu que haverá novos ataques.“As nossas operações continuarão até que os objetivos declarados sejam alcançados (...) e até que cesse a agressão contra todas as frentes de resistência”, afirmou.O porta-voz declarou na sexta-feira à noite, antes do ataque, que estas condições incluem “o estabelecimento de qualquer nova aliança com os Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica do Irão” e a “utilização do Mar Vermelho para realizar operações hostis” contra Teerão ou contra qualquer país muçulmano.O ataque dos Huthis surge um mês depois de os Estados Unidos e Israel terem lançado ataques aéreos contra o Irão, bastião do “Eixo da Resistência” que inclui os Huthis, entre outros grupos armados do Médio Oriente.Lusa.Banguecoque declarou hoje ter chegado a um acordo com Teerão para permitir a passagem dos petroleiros tailandeses pelo estreito de Ormuz, praticamente paralisado desde o início da guerra lançada por Estados Unidos e Israel contra o Irão."Foi agora celebrado um acordo para permitir que os petroleiros tailandeses transitem em segurança pelo estreito de Ormuz, contribuindo assim para acalmar as preocupações relativas ao transporte de combustível para a Tailândia", declarou o primeiro-ministro tailandês, Anutin Charnvirakul, em conferência de imprensa."Com este acordo, estamos confiantes de que não teremos de enfrentar mais perturbações como as observadas no início de março", acrescentou.Os países do Sudeste Asiático estão a sofrer as consequências das dificuldades de abastecimento de combustível provocadas pela guerra do Irão.Lusa.Incêndios numa zona industrial dos Emirados Árabes Unidos (EAU) causaram hoje cinco feridos, na sequência de ataques com mísseis e drones iranianos, de acordo com as autoridades."A defesa aérea e os caças dos Emirados Árabes Unidos estão a responder aos mísseis e aos drones lançados a partir do Irão", escreveu o Ministério da Defesa dos EAU na rede social X.O Governo de Abu Dhabi informou, num comunicado, que ocorreram dois incêndios na zona industrial de Khalifa, na costa do emirado, causados por detritos resultantes da "interceção bem-sucedida" de um míssil balístico."As autoridades confirmam que este incidente causou cinco feridos de nacionalidade indiana, cujos ferimentos variam entre moderados e ligeiros", indicou posteriormente num comunicado separado.Lusa.Um ataque iraniano contra uma base na Arábia Saudita feriu pelo menos 12 soldados dos Estados Unidos, dois dos quais gravemente, informaram meios de comunicação social norte-americanos.O ataque contra a base aérea Prince Sultan em Al-Kharj, a sudeste de Riade, foi levado a cabo na sexta-feira com pelo menos um míssil e vários drones, noticiaram os jornais New York Times e Wall Street Journal, que citam responsáveis que não foram identificados.Os soldados encontravam-se no interior de um edifício da base no momento do ataque.Ainda segundo as publicações, vários aviões de reabastecimento em voo também foram danificados.Treze militares norte-americanos foram mortos desde o início do conflito com o Irão, em 28 de fevereiro, dos quais sete nos países do Golfo e seis no Iraque. Mais de 300 ficaram feridos.DN/Lusa.Os Estados Unidos e Israel atacaram pela terceira vez a central nuclear de Bushehr, no Irão, noticiou na sexta-feira, 27 de março, a agência de notícias espanhola EFE.As investigações preliminares indicam que o projétil não causou vítimas, segundo a agência de notícias iraniana Fars.Na rede social X, a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) disse que foi informada pelo Irão sobre o novo ataque na área da central nuclear de Bushehr.A AIEA referiu que não foi libertada radiação e que o reator em operação não sofreu danos. "O estado da central é considerado normal, segundo o Irão", disse.A central de Bushehr, localizada no sul do Irão, foi alvo de um primeiro ataque na semana passada e de um segundo na terça-feira.O Diretor-Geral da AIEA, Rafael Grossi, manifestou a sua profunda preocupação com a atividade militar perto da central nuclear e alertou para "um grave incidente radiológico no caso de o reator ser danificado".Rafael Grossi apelou ainda à máxima contenção militar para evitar o risco de um acidente nuclear.DN/Lusa.Reuniões entre EUA e Irão previstas para próximos dias. Rubio espera fim da guerra em duas semanas