Rastos de projéteis cruzaram o céu de Jerusalém na última madrugada, enquanto soavam sirenes de alerta para mísseis balísticos
Rastos de projéteis cruzaram o céu de Jerusalém na última madrugada, enquanto soavam sirenes de alerta para mísseis balísticosABIR SULTAN/EPA

Huthis do Iémen rompem acordo com EUA e atacam sul de Israel com mísseis

A ofensiva no Irão coordenada entre os Estados Unidos e Israel completa hoje um mês. Até agora os huthis do Iémen tinham limitado a sua resposta à guerra no Irão a ameaças.
Publicado a

Filho do último xá do Irão pede que não haja acordo com os atuais líderes de Teerão

Reza Pahlavi, filho exilado do último xá do Irão, Mohammad Reza Pahlavi, manifestou oposição às negociações de paz com os atuais líderes iranianos, afirmando que eles sempre representarão uma ameaça à segurança dos EUA.

“A única coisa que se pode esperar dos remanescentes deste regime é ganhar tempo, enganar e roubar”, disse Pahlavi, de 65 anos, que se promove como um potencial líder do Irão, apesar de ter vivido no exílio nos últimos 47 anos. “Eles nunca serão parceiros honestos ou verdadeiros para a paz”, disse, num discurso na Conferência de Ação Política Conservadora no Texas, citado pela Al Jazeera.

Para Pahlavi, o governo iraniano usará as negociações apenas para "ganhar tempo" antes de voltar ao que catalogou como "velhos métodos jihadistas para ameaçar os Estados Unidos".

Manifestações contra a guerra em Israel

Ativistas israelitas realizaram um protesto em Telavive neste sábado, pedindo o fim da guerra com o Irão, naquela que é considerada a maior manifestação em Israel desde o início do conflito, no final de fevereiro.

Segundo o jornal israelita Haaretz, as manifestações ocorreram em cerca de 20 cidades, incluindo Jerusalém e Haifa, tendo havido incidentes com a polícia, que dispersou os manifestantes e fez mais de uma dezena de detidos.

"Mais uma tragédia": nove paramédicos mortos no Líbano, denuncia OMS

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde pediu o fim dos ataques contra profissionais de saúde, após relatos de que nove paramédicos foram mortos hoje no Líbano.

Tedros Adhanom Ghebreyesus afirmou que eles morreram em cinco ataques distintos, elevando para 51 o número de profissionais de saúde mortos neste mês devido ao conflito no Médio Oriente.

Outros sete paramédicos ficaram feridos.

"Mais uma tragédia no sul do Líbano hoje... Março foi o segundo mês mais letal para os profissionais de saúde no Líbano desde que a OMS começou a monitorizar os ataques contra serviços de saúde no país, em outubro de 2023", escreveu Tedros Ghebreyesus na rede social X.

"Mais de 120 profissionais de saúde também terão ficado feridos desde o início da escalada da violência no Líbano, em 2 de março, a grande maioria no sul do país", acrescentou, lembrando que "os profissionais de saúde estão protegidos pelo direito internacional humanitário e nunca devem ser alvos de ataques."

"A única maneira de acabar com essas tragédias é acabar com os ataques ao sistema de saúde, AGORA!", exortou.

Imprensa estrangeira condena violência de soldados israelitas contra jornalistas

A Associação de Imprensa Estrangeira (AIE) condenou o "comportamento violento" de soldados israelitas contra uma equipa de reportagem da CNN na Cisjordânia ocupada, bem como a sua "detenção arbitrária", tendo o exército anunciado que vai abrir uma investigação.

Na quinta-feira, os jornalistas da CNN estavam a cobrir as consequências de um ataque de colonos e o estabelecimento de um posto avançado perto da aldeia palestiniana de Tayasir (nordeste da Cisjordânia) quando foram alvejados por soldados israelitas, afirmou a AIE em comunicado.

Embora se tenham "identificado claramente", segundo a associação, os jornalistas e civis palestinianos foram ameaçados, com os soldados a apontarem as armas e a ordenarem a interrupção das filmagens.

"Um soldado abordou o fotojornalista da CNN por trás, agarrou-o pelo pescoço, atirou-o para o chão e danificou o seu equipamento. A equipa, juntamente com outros palestinianos presentes, foi então detida durante aproximadamente duas horas, sendo deliberadamente impedida de realizar o seu trabalho", denunciou a AIE, especificando que toda a cena tinha sido filmada.

"O comportamento dos soldados neste incidente não representa o exército israelita, contraria o que se espera dos seus membros e será investigado", disse o porta-voz internacional do exército, tenente-coronel Nadav Shoshani, numa mensagem no X.

Ao receber o relatório, "agiu-se para resolver a situação o mais rapidamente possível", acrescentou, afirmando que já tinha "pedido desculpa em privado" e que queria garantir o respeito pela liberdade de imprensa.

A AIE, que representa centenas de jornalistas que cobrem Israel e os territórios palestinianos para órgãos de imprensa estrangeiros, indicou que apresentou uma queixa.

Em meados de março, a associação criticou um "ataque não provocado" da polícia israelita contra jornalistas em Jerusalém, afirmando que um produtor da CNN tinha sofrido uma fratura no pulso.

Ataque israelita mata três jornalistas libaneses

Um ataque israelita matou três jornalistas libaneses, entre os quais uma correspondente da Al-Mayadeen, afiliado do Hezbollah, e um da Al-Manar, pró-Irão, anunciou fonte militar.

A morte dos jornalistas já foi confirmada pelas respetivas empresas.

"A jornalista da Al-Mayadeen, Fatima Ftouni, e o correspondente da Al-Manar, Ali Shouaib, foram mortos num ataque aéreo israelita contra o carro em que seguiam, na região de Jezzine", disse fonte militar, citada pela Agência France Presse (AFP).

O irmão de Fatima Ftouni, operador de câmara, também foi morto no ataque.

O exército israelita defendeu que Ali Shaib pertencia à força de elite al-Radwan do movimento xiita Hezbollah.

Na rede social Telegram, a Al-Mayadeen já confirmou a morte de Al-Mayadeen.

A Al-Manar também já anunciou a morte do seu correspondente de guerra e um dos jornalistas mais antigos do canal.

Lusa

Presidente iraniano acolhe favoravelmente mediação paquistanesa para pôr fim à guerra

O Presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, elogiou hoje os esforços de mediação do Paquistão para pôr fim à guerra com os Estados Unidos e Israel.

Durante uma conversa telefónica com o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, o Presidente “agradeceu ao Paquistão pelos esforços de mediação para pôr fim à agressão contra a República Islâmica”, segundo um comunicado da presidência iraniana.

Esta troca de mensagens ocorre no momento em que os ministros dos Negócios Estrangeiros da Arábia Saudita, do Egito e da Turquia se devem reunir em Islamabade para discussões sobre a guerra no Médio Oriente.

Lusa

FMI concede 1051 milhões de euros ao Paquistão para proteger economia face à crise

O FMI e as autoridades do Paquistão chegaram a um acordo que permitirá a Islamabade receber 1.210 milhões de dólares (1.051 milhões de euros), num contexto de instabilidade face à crise energética provocada pela guerra no Médio Oriente.

O acordo, confirmado hoje pelo Ministério das Finanças paquistanês numa mensagem na rede social X, está ainda sujeito à aprovação formal do Conselho Executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Uma vez ratificado, o Paquistão terá acesso a cerca de 1.000 milhões de dólares (868,6 milhões de euros) no âmbito da terceira revisão do Programa de Financiamento Ampliado do FMI (EFF, na sigla em inglês) e a outros 210 milhões de dólares (cerca de 182,4 milhões de euros) através do Serviço de Resiliência e Sustentabilidade (RSF).

Com esta parcela, o total acumulado de desembolsos para o país atingirá os 4.500 milhões de dólares (3.909 milhões de euros).

A chefe da missão do FMI, Iva Petrova, indicou num comunicado que, apesar da recuperação económica registada no início do atual ano fiscal, “o conflito no Médio Oriente lança uma nuvem negra sobre as perspetivas” para o país.

“A volatilidade dos preços da energia e condições financeiras globais mais restritivas correm o risco de exercer uma pressão ascendente sobre a inflação e de prejudicar o crescimento e a balança corrente”, alertou Petrova.

O documento insta o Banco Estatal do Paquistão (SBP) a manter uma política restritiva e a estar “preparado para aumentar as taxas de juro caso se intensifiquem as pressões sobre os preços ou aumentem as expectativas de inflação”, decorrentes do encarecimento global dos alimentos e dos combustíveis.

No que diz respeito ao setor energético, o FMI recomenda a eliminação dos subsídios estatais, devendo a sustentabilidade do sistema elétrico ser mantida através de “ajustes tarifários oportunos que garantam a recuperação dos custos” e da privatização das empresas de produção ineficientes.

Lusa

Pelo menos 10 mortos em ataques israelitas no Líbano

Pelo menos, 10 pessoas morreram, nas últimas horas, vítimas de ataques israelitas no Sul do Líbano, onde decorre uma operação militar com o objetivo de alcançar uma invasão completa.

Entre estes, cinco profissionais de saúde morreram na sequência de um ataque a uma ambulância em Zoutar Sharqi, Nabatiyeh, segundo a agência de notícias oficial NNA.

Na cidade de Al Haniya, um bombardeamento matou cinco agricultores e feriu outras oito pessoas.

As vítimas foram levadas para hospitais na região de Tiro, que pertence à cidade atacada.

O exército israelita emitiu hoje novas ordens de deslocação forçada para a população residente em Maashouq, Burj al Shamali, Rashidieh, Deir Kifa, Qaqaiyat al Jisr, Wadi Jilo e Al Bass.

Lusa

Zelensky visita Emirados Árabes Unidos

A Ucrânia e os Emirados Árabes Unidos concordaram em cooperar na área da defesa, num contexto de ataques de drones iranianos em várias regiões do Médio Oriente, anunciou hoje o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

A visita surpresa de Zelensky aos Emirados ocorre um dia depois do anúncio de um acordo de defesa entre a Ucrânia e a Arábia Saudita, assinado numa altura em que os países do Golfo enfrentam ataques com drones e mísseis iranianos lançados por Teerão em retaliação às ofensivas conjunto dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, que se prolongam desde 28 de fevereiro.

Kiev procura aproveitar a sua experiência na destruição de drones russos para ajudar os países do Golfo e enviou especialistas em defesa anti-drones para a região, nomeadamente para os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita.

Zelensky indicou nas redes sociais que se reuniu com o Presidente dos Emirados, Mohammed bin Zayed al-Nahyane, e que os dois líderes “concordaram em cooperar na área da segurança e da defesa”.

“As nossas equipas irão finalizar os pormenores. Para todos os Estados normais, é importante garantir estabilidade e proteger vidas face às ameaças atuais. A Ucrânia dispõe de experiência relevante nesta área”, acrescentou.

A Ucrânia apresenta os seus sistemas de defesa anti-drones como “os melhores do mundo”.

Kiev propôs trocar os seus intercetores de drones por mísseis de defesa antiaérea, muito mais caros, que os países do Golfo utilizam para abater os drones iranianos. 

A Ucrânia afirma necessitar de mais destes mísseis para contrariar os ataques quase diários de mísseis da Rússia, que ataca a Ucrânia desde o início de 2022.

“A proteção deve ser suficiente em todo o lado. É por isso que estamos abertos a uma colaboração que, numa perspetiva estratégica, fortalecerá certamente os nossos povos e a proteção da vida nos nossos países”, acrescentou hoje Zelensky.

Lusa

Barril de petróleo Brent sobe 55% após primeiro mês de guerra

O preço do barril de petróleo Brent disparou mais de 55% desde o ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, há um mês, que abalou a aparente calma dos mercados financeiros.

Com as últimas semanas marcadas pela incerteza, confirmando-se o cenário mais temido pelos mercados de um conflito prolongado no tempo, o resultado foi a subida dos preços do petróleo e do gás, face aos danos nas infraestruturas energéticas e ao risco de uma menor oferta a nível global.

O barril de Brent, o petróleo de referência europeu, disparou 55,31% desde o início do conflito, chegando a rondar os 120 dólares. O petróleo de referência nos Estados Unidos, o West Texas Intermediate (WTI), subiu 48,67% e toca os 100 dólares, o seu máximo desde meados de 2022.

Paralelamente, o gás valorizou-se mais de 70%, atingindo os 54,155 euros por megawatt-hora (MW/h).

Ao mesmo tempo, registaram-se quedas significativas nas principais bolsas de valores, muitas das quais tinham atingido níveis máximos antes de 27 de fevereiro.

Noutros mercados, o ouro viu ameaçado o seu estatuto de valor refúgio por excelência, ao perder cerca de 14,5%, com a valorização de 2% do dólar face ao euro também a diminuir o interesse por este metal.

Adicionalmente, os mercados estão também já a descontar subidas das taxas de juro por parte dos bancos centrais, face ao receio de uma retoma da inflação devido ao aumento dos preços da energia.

Por enquanto, o Banco Central Europeu (BCE) e a Reserva Federal (Fed) dos EUA optaram por manter inalteradas as taxas de juro nas suas respetivas reuniões de março.

Lusa

Huthis do Iémen confirmam ataque com mísseis contra sul de Israel

Os rebeldes Huthis do Iémen anunciaram hoje ter lançado uma salva de mísseis balísticos contra o sul de Israel, afirmando tratar-se da primeira fase de uma intervenção militar direta em apoio ao Irão e aos aliados no Médio Oriente.

Numa declaração transmitida pela televisão, o porta-voz do braço militar dos Huthis, Yahya Sarea, afirmou que os ataques foram lançados contra “alvos militares sensíveis” no sul de Israel e foram realizados em coordenação com o que designou como operações em curso do Irão e do Hezbollah no Líbano.

A declaração por parte dos Huthis, que até agora tinham limitado a sua resposta à guerra no Irão a ameaças, surge horas depois de as Forças de Defesa de Israel (FDI) informarem, esta madrugada, que detetaram um míssil lançado em direção ao seu território a partir do Iémen.

“Os sistemas de defesa aérea estão operacionais para intercetar a ameaça”, indicaram as FDI no seu canal do Telegram, antes de darem a ameaça por concluída.

O grupo rebelde justificou os ataques como uma resposta à ofensiva contínua dos EUA e de Israel contra o Irão e ao que descreveu como uma escalada de violência contra as fações aliadas no Líbano, no Iraque e nos territórios palestinianos.

Sarea declarou que a operação “atingiu com sucesso os seus objetivos” e advertiu que haverá novos ataques.

“As nossas operações continuarão até que os objetivos declarados sejam alcançados (...) e até que cesse a agressão contra todas as frentes de resistência”, afirmou.

O porta-voz declarou na sexta-feira à noite, antes do ataque, que estas condições incluem “o estabelecimento de qualquer nova aliança com os Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica do Irão” e a “utilização do Mar Vermelho para realizar operações hostis” contra Teerão ou contra qualquer país muçulmano.

O ataque dos Huthis surge um mês depois de os Estados Unidos e Israel terem lançado ataques aéreos contra o Irão, bastião do “Eixo da Resistência” que inclui os Huthis, entre outros grupos armados do Médio Oriente.

O ataque de hoje do grupo terrorista iemenita, que não disparava contra Israel desde o acordo de cessar-fogo entre Telavive e Gaza, em outubro de 2025, rompe o compromisso e volta a alegar os mesmos argumentos: responder aos ataques contra os territórios palestinianos e contra o Líbano, juntado-lhes agora o Iraque e o Irão.

Lusa

Tailândia diz ter chegado a acordo com Teerão sobre estreito de Ormuz

Banguecoque declarou hoje ter chegado a um acordo com Teerão para permitir a passagem dos petroleiros tailandeses pelo estreito de Ormuz, praticamente paralisado desde o início da guerra lançada por Estados Unidos e Israel contra o Irão.

"Foi agora celebrado um acordo para permitir que os petroleiros tailandeses transitem em segurança pelo estreito de Ormuz, contribuindo assim para acalmar as preocupações relativas ao transporte de combustível para a Tailândia", declarou o primeiro-ministro tailandês, Anutin Charnvirakul, em conferência de imprensa.

"Com este acordo, estamos confiantes de que não teremos de enfrentar mais perturbações como as observadas no início de março", acrescentou.

Os países do Sudeste Asiático estão a sofrer as consequências das dificuldades de abastecimento de combustível provocadas pela guerra do Irão.

Lusa

Cinco feridos nos Emirados Árabes Unidos após ataques iranianos

Incêndios numa zona industrial dos Emirados Árabes Unidos (EAU) causaram hoje cinco feridos, na sequência de ataques com mísseis e drones iranianos, de acordo com as autoridades.

"A defesa aérea e os caças dos Emirados Árabes Unidos estão a responder aos mísseis e aos drones lançados a partir do Irão", escreveu o Ministério da Defesa dos EAU na rede social X.

O Governo de Abu Dhabi informou, num comunicado, que ocorreram dois incêndios na zona industrial de Khalifa, na costa do emirado, causados por detritos resultantes da "interceção bem-sucedida" de um míssil balístico.

"As autoridades confirmam que este incidente causou cinco feridos de nacionalidade indiana, cujos ferimentos variam entre moderados e ligeiros", indicou posteriormente num comunicado separado.

Lusa

Doze soldados dos EUA feridos em ataque na Arábia Saudita

Um ataque iraniano contra uma base na Arábia Saudita feriu pelo menos 12 soldados dos Estados Unidos, dois dos quais gravemente, informaram meios de comunicação social norte-americanos.

O ataque contra a base aérea Prince Sultan em Al-Kharj, a sudeste de Riade, foi levado a cabo na sexta-feira com pelo menos um míssil e vários drones, noticiaram os jornais New York Times e Wall Street Journal, que citam responsáveis que não foram identificados.

Os soldados encontravam-se no interior de um edifício da base no momento do ataque.

Ainda segundo as publicações, vários aviões de reabastecimento em voo também foram danificados.

Treze militares norte-americanos foram mortos desde o início do conflito com o Irão, em 28 de fevereiro, dos quais sete nos países do Golfo e seis no Iraque. Mais de 300 ficaram feridos.

DN/Lusa

Estados Unidos e Israel atacaram pela terceira vez a central nuclear de Bushehr

Os Estados Unidos e Israel atacaram pela terceira vez a central nuclear de Bushehr, no Irão, noticiou na sexta-feira, 27 de março, a agência de notícias espanhola EFE.

As investigações preliminares indicam que o projétil não causou vítimas, segundo a agência de notícias iraniana Fars.

Na rede social X, a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) disse que foi informada pelo Irão sobre o novo ataque na área da central nuclear de Bushehr.

A AIEA referiu que não foi libertada radiação e que o reator em operação não sofreu danos. "O estado da central é considerado normal, segundo o Irão", disse.

A central de Bushehr, localizada no sul do Irão, foi alvo de um primeiro ataque na semana passada e de um segundo na terça-feira.

O Diretor-Geral da AIEA, Rafael Grossi, manifestou a sua profunda preocupação com a atividade militar perto da central nuclear e alertou para "um grave incidente radiológico no caso de o reator ser danificado".

Rafael Grossi apelou ainda à máxima contenção militar para evitar o risco de um acidente nuclear.

DN/Lusa

Rastos de projéteis cruzaram o céu de Jerusalém na última madrugada, enquanto soavam sirenes de alerta para mísseis balísticos
Reuniões entre EUA e Irão previstas para próximos dias. Rubio espera fim da guerra em duas semanas
Diário de Notícias
www.dn.pt