A polícia israelita impediu líderes da Igreja Católica, nomeadamente o Patriarca Latino de Jerusalém e o padre da Igreja do Santo Sepulcro, de entrar na Igreja do Santo Sepulcro e celebrar missa do Domingo de Ramos. Segundo denunciou o Patriarcado latino, foi a primeira vez em séculos.“Ambos foram detidos no caminho, enquanto se deslocavam a título privado [...] e foram obrigados a voltar para trás”, diz um comunicado conjunto do Patriarcado Latino de Jerusalém e da Custódia da Terra Santa, liderado por Pierbattista Pizzabala.“Consequentemente, e pela primeira vez em séculos, os líderes da Igreja foram impedidos de celebrar a missa do ‘Domingo de Ramos’ na Igreja do Santo Sepulcro”, acrescenta o comunicado."Este incidente constitui um grave precedente e desrespeita a sensibilidade de milhares de milhões de pessoas em todo o mundo que, durante esta semana, viram os seus olhos para Jerusalém", diz a mesma nota, numa altura em que Israel encerrou todos os locais sagrados da Cidade Velha de Jerusalém Oriental, invocando razões de segurança. O comunicado salienta que os chefes das Igrejas agiram com plena responsabilidade e, desde o início da guerra, cumpriram todas as restrições impostas.Para as autoridades religiosas, este impedimento “constitui um grave precedente” e “demonstra uma falta de consideração pela sensibilidade de milhares de milhões de pessoas em todo o mundo que, nesta semana, voltam o olhar para Jerusalém”. Consideram ainda que "impedir a entrada do Cardeal e do Custódio, que detêm a mais alta responsabilidade eclesiástica pela Igreja Católica e pelos Lugares Santos, constitui uma medida manifestamente descabida e grosseiramente desproporcionada, que "representa um afastamento extremo dos princípios básicos da razoabilidade, da liberdade de culto e do respeito pelo status quo".Contactada pela agência noticiosa France-Presse (AFP), a polícia escusou-se a fazer comentários.O ‘Domingo de Ramos’, que abre a Semana Santa, comemora a última subida de Cristo a Jerusalém, onde foi recebido triunfalmente por uma multidão em festa poucos dias antes da sua crucificação e da sua ressurreição na manhã da Páscoa, segundo os Evangelhos..Papa rejeita alegações de que Deus justifica a guerra