Cerca de 1600 recrutas militares dinamarqueses iniciaram esta segunda-feira, 3 de agosto, o novo serviço militar obrigatório alargado do país, dando assim início a um período de serviço de 11 meses.Esta medida faz parte de um reforço da Defesa da Dinamarca, impulsionada pelas pressões da guerra na Ucrânia e da segurança no Ártico.A Dinamarca havia anunciado que, em 2024, iria alargar serviço militar obrigatório para incluir mulheres pela primeira vez e aumentar o tempo padrão de serviço de quatro para 11 meses, o que significará um aumento do número de recrutas de 5000 para 7500 até 2033.Paralelamente, o país escandinavo prepara-se para enviar recrutas para a Gronelândia pela primeira vez ainda este mês, estando previsto o envio de uma companhia de mais de 100 soldados, que irão assumir tarefas operacionais das tropas profissionais.Este destacamento é uma espécie de resposta a Donald Trump, uma vez que o presidente dos Estados Unidos tem procurado anexar o território dinamarquês semiautónomo, alegando segurança nacional, algo que tem sido rejeitado pelos governos da Gronelândia e da Dinamarca.A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, afirmou na cimeira da NATO do mês passado, em Ancara, que o seu país estava pronto para defender cada centímetro do território da aliança militar, "incluindo o seu próprio".Os novos recrutas vão enfrentar cinco meses de formação básica, seguidos de seis meses de serviço operacional. As Forças Armadas Dinamarquesas estão também a introduzir novas modalidades de recrutamento, incluindo um pelotão de drones no Comando de Operações Especiais.Depois de ter consistido quase inteiramente em voluntários durante muitos anos, o programa da Dinamarca funciona como um sistema de sorteio para todos os jovens adultos saudáveis que completam 18 anos.Outros países nórdicos como Suécia, Finlândia e Noruega e os bálticos como Estónia, Letónia e Lituânia também têm um serviço militar baseado no recrutamento..EUA estão a negociar com a Dinamarca a abertura de mais bases na Gronelândia .Atrair jovens para as Forças Armadas: o que se faz lá fora e o que falta testar em Portugal