"Dezenas de pessoas ficaram feridas, incluindo crianças" em ataque russo com mais de 400 drones, diz Zelensky
Facebook / Volodymyr Zelensky

"Dezenas de pessoas ficaram feridas, incluindo crianças" em ataque russo com mais de 400 drones, diz Zelensky

Registaram-se ataques russos contra oito regiões da Ucrânia, tendo sido lançados um total de 420 drones e 39 mísseis, 11 dos quais balísticos, disse Zelensky.
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O presidente da Ucrânia disse esta quinta-feira, 26 de fevereiro, que a Rússia atacou uma dezena de regiões ucranianas durante a noite usando um total de 420 drones e 39 mísseis, 11 dos quais balísticos.

De acordo com uma declaração divulgada através das redes sociais, Zelensky afirmou que se registaram ataques contra oito regiões sendo que "dezenas de pessoas ficaram feridas, incluindo crianças".

Anteriormente as autoridades locais e militares da Ucrânia indicaram que os ataques fizeram pelo menos 15 feridos. 

O presidente ucraniano disse ainda que as infraestruturas de gás na região de Poltava e as centrais elétricas nas regiões de Kive e Dnipropetrovsk foram atingidas.

Por outro lado, Zelensky afirmou que a maioria dos mísseis lançados pela Rússia puderam ser abatidos "graças à rápida mobilização" de alguns dos sistemas de defesa aérea acordados na última reunião de Ramstein.

Zelenskyy referiu-se diretamente ao encontro do grupo de países que presta ajuda militar à Ucrânia que decorreu na Alemanha.

Zelensky acrescentou que também ocorreram impactos de mísseis não intercetados e apelou à aceleração do fornecimento de materiais de defesa necessários para que a Ucrânia possa proteger o sistema de distribuição de energia.

"Os mísseis de defesa aérea são necessários todos os dias, enquanto a Rússia continua as suas tentativas de destruir o nosso sistema energético", lamentou.

Além dos danos nas infraestruturas anunciados por Zelensky, a empresa privada de energia ucraniana DTEK informou que uma das subestações elétricas na região sul foi atingida durante a noite pelo ataque russo.

Paralelamente, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andriy Sibiga, condenou o ataque russo da última noite com centenas de mísseis e drones contra as infraestruturas de distribuição de energia elétrica ucranianas.

"O mundo inteiro exige que Moscovo cesse de vez a guerra"

Em Kharkiv, a administração militar regional informou que se registaram 14 feridos na cidade.

Em Krivi Rig, uma cidade industrial situada na região de Dnipropetrovsk, centro-leste da Ucrânia, uma pessoa ficou ferida devido ao impacto de um aparelho aéreo não tripulado contra um edifício de apartamentos.

Na cidade de Zaporijia, sudeste da Ucrânia, cerca de 500 edifícios residenciais ficaram sem aquecimento devido ao ataque russo da última madrugada, indicaram as autoridades locais.

Através das redes sociais, o chefe da diplomacia da Ucrânia disse hoje que o presidente russo continua a recorrer ao "terror" enquanto, frisou, "o mundo inteiro exige que Moscovo cesse de vez a guerra".

Na mesma declaração, Sibiga referiu-se ao primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, que anunciou que vai bloquear a aprovação da vigésima série de sanções da União Europeia contra a Rússia.

O Governo de Budapeste, opôs-se também à atribuição do empréstimo de 90 mil milhões de euros do bloco europeu à Ucrânia até que Kiev repare e restaure o oleoduto Druzhba — através do qual a Hungria recebe petróleo russo.

O oleoduto ficou danificado na sequência de um ataque da Rússia.

"É inaceitável que certos chantagistas na União Europeia não só estejam a bloquear decisões necessárias para a segurança coletiva, como também ameacem cortar parte do fornecimento de energia à Ucrânia", disse Sibiga.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia referiu-se desta forma aos anúncios da Hungria e da Eslováquia que pretendem cortar parte do fornecimento de energia à Ucrânia.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, pediu esta semana ao presidente ucraniano Volodymyr Zelensky que acelerasse as reparações para que o oleoduto, que fornece petróleo russo à Hungria e à Eslováquia, volte a funcionar.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014 anexando a Ucrânia e lançou uma campanha de grande escala contra todo o território ucraniano em fevereiro de 2022.

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