Trump com Zelensky na Casa Branca.
Trump com Zelensky na Casa Branca. EPA/SHAWN THEW

Delegação da Ucrânia nos EUA este fim de semana para discutir plano de paz

As negociações podem decorrer na Florida, no sudeste dos Estados Unidos.
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Uma equipa negocial ucraniana deve chegar aos Estados Unidos no fim de semana para discutir o plano norte-americano para o fim da guerra na Ucrânia, noticiou esta sexta-feira, 28 de novembro, a agência France-Presse (AFP).

"A delegação planeia reunir-se com representantes norte-americanos neste fim de semana", referiu à AFP fonte ligada ao processo, que falou sob condição de anonimato.

As negociações podem decorrer na Florida, no sudeste dos Estados Unidos, acrescentou a mesma fonte.

Andriy Yermak, principal negociador da Ucrânia nas conversações de paz com a Rússia e os Estados Unidos, tinha prevista participação na reunião, antes de ser demitido esta sexta-feira, referiu ainda.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou esta sexta-feira a demissão do chefe de gabinete e principal negociador, após buscas realizadas pelas autoridades anticorrupção à sua residência no complexo presidencial.

Yermak, figura central na estrutura do poder em Kiev, confirmou que o seu apartamento foi alvo de uma operação policial ao início da manhã, conduzida pelo Gabinete Nacional Anticorrupção da Ucrânia e pela Procuradoria Especializada Anticorrupção, que lideram uma investigação sobre um escândalo no setor energético.

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Zelensky anuncia demissão de chefe de gabinete após buscas em investigação de corrupção

A Rússia anunciou esta sexta-feira ter recebido a estrutura do plano de paz norte-americano, ajustada após consultas com a Ucrânia e a União Europeia em Genebra.

"Foram-nos comunicados os principais parâmetros e haverá uma discussão em Moscovo na próxima semana", avançou o porta-voz do Kremlin (presidência russa), Dmitry Peskov, durante a sua conferência de imprensa diária.

Peskov disse, no entanto, que a Rússia não quer comentar o progresso do processo de paz com a Ucrânia "num formato tão público e estridente", para não se precipitar.

O porta-voz escusou-se também a revelar a data exata em que o enviado norte-americano Steve Witkoff chegará a Moscovo para debater o plano, referindo que essa informação será "avançada oportunamente".

O Kremlin questionou, no entanto, um possível acordo com a Ucrânia, voltando a defender que a legitimidade do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acabou quando o seu mandato expirou, no ano passado.

As eleições presidenciais na Ucrânia foram suspensas devido à lei marcial e ao facto de o país estar em guerra e parcialmente ocupado por uma potência estrangeira.

O chefe de Estado russo, Vladimir Putin, reafirmou na quinta-feira querer que um eventual acordo de paz implique o reconhecimento legal das regiões da Ucrânia que anexou em 2014 e 2022: Crimeia e Donbass.

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Trump prestes a reconhecer Donbass e Crimeia como território russo

Uma proposta de Washington divulgada na semana passada, que incluía as principais exigências de Moscovo, foi inicialmente bem acolhida pelo Kremlin, mas sofreu entretanto alterações no seguimento de negociações entre norte-americanos, ucranianos e europeus.

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