Israel ataca norte do Irão. Qatar "reserva-se o direito de responder" após ataque a cidade industrial

Pelo menos 19 mortos em novos ataques de Israel contra o Líbano, onde os bombardeamentos israelitas já provocaram a morte de 912 pessoas desde 2 de março.
Israel ataca norte do Irão. Qatar "reserva-se o direito de responder" após ataque a cidade industrial
EPA/ATEF SAFADI

Trump não quer mais ataques a instalações energéticas do Irão, após campo de gás ser atingido

O presidente dos EUA não quer que sejam efetuados mais ataques a instalações energéticas do Irão, após o campo de gás de South Pars/North Dome ter sido atingido, segundo avança o Wall Street Journal, que cita autoridades norte-americanas.

Segundo o jornal, Donald Trump teve conhecimento prévio do ataque israelita a South Pars, considerando que o mesmo foi uma "mensagem a Teerão sobre o bloqueio do estreito de Ormuz".

Trump entende que Irão entendeu a mensagem e agora é contra novos ataques à infraestrutura energética do Irão.

No entanto, disseram as autoridades norte-americanas ao Wall Street Journal, o presidente dos EUA "pode voltar a estar aberto a atacar mais instalações energéticas iranianas", depende das ações que Teerão irá adotar no que diz respeito à estratégica rota marítima do estreito de Ormuz.

Israel revela ataques aéreos no norte do Irão pela primeira vez desde o início do conflito 

As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) informaram esta quarta-feira que lançaram ataques aéreos no norte do Irão pela primeira vez desde o início da operação militar, a 28 de fevereiro.

"A Força Aérea israelita, agindo com base em informações da Marinha e das Forças de Defesa de Israel, começou a atacar alvos no norte do Irão pela primeira vez durante a Operação Rising Lion", indicou um comunicado das IDF, citado pela imprensa internacional.

De acordo com os media israelitas, os ataques visam navios da Marinha iraniana na cidade portuária de Bandar Anzali, na costa do Mar Cáspio.

Qatar expulsa diplomatas do Irão após ataques a instalações de gás natural liquefeito

O Qatar ordenou a expulsão de diplomatas do Irão após ataques, atribuídos a Teerão, a instalações de gás natural liquefeito na cidade industrial Ras Laffan.

De acordo com um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros, o Qatar "considera tanto o adido militar como o adido de segurança da embaixada, além do pessoal dos dois gabinetes dos adidos, persona non grata, e solicita que abandonem o país num prazo máximo de 24 horas".

A decisão surge como resposta "aos repetidos ataques iranianos e à agressão flagrante contra o Estado do Qatar, que violaram a sua soberania e segurança, numa violação flagrante dos princípios do direito internacional", refere a nota do Ministério.

"Danos extensos" na cidade industrial de Ras Laffan, após ataques do Irão. Qatar "reserva-se o direito de responder"

Ataques do Irão atingiram a cidade industrial de Ras Laffan, onde estão localizadas as instalações de produção de gás natural liquefeito da QatarEnergy, que fala em "danos extensos".

A empresa que diz ser "líder mundial na produção de gás natural liquefeito (GNL) confirmou que a cidade industrial de Ras Laffan "foi alvo de ataques com mísseis".

Equipas de emergência "foram imediatamente mobilizadas para conter os incêndios resultantes [da ofensiva], visto que os danos foram extensos". A QatarEnergy indicou que "todos os funcionários foram localizados e não há relatos de vítimas até o momento".

O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Qatar já veio manifestar a "condenação veemente e o repúdio pelo flagrante ataque iraniano contra a cidade industrial de Ras Laffan, que causou incêndios e danos significativos nas instalações".

Para o Qatar, estes ataques iranianos representam "uma escalada perigosa, uma violação flagrante da soberania estatal e uma ameaça direta à sua segurança nacional e à estabilidade regional".

O comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros "reitera ainda que o Estado do Qatar reserva-se o direito de responder de acordo com o artigo 51.º da Carta das Nações Unidas e o direito à legítima defesa, tal como garantido pelo direito internacional".

O Qatar reforça, na nota, que "não hesitará em tomar todas as medidas necessárias para proteger a sua soberania, segurança e a segurança dos seus cidadãos e residentes".

Qatar e Emirados Árabes Unidos condenam ataques a instalações iranianas e alertam para "escalada perigosa"

 O Qatar e os Emirados Árabes Unidos condenaram hoje o ataque contra instalações iranianas que servem o campo de gás de South Pars/North Dome e que colocou três países árabes sob ameaça de retaliação.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Qatar, Majed al-Ansari, criticou o ataque hoje realizado como um passo "perigoso e irresponsável" e uma ameaça à "segurança energética global", bem como à população da região.

Al-Ansari pediu que se "evitem ataques a instalações vitais" e apelou a todas as partes para que atuem com moderação e "em conformidade com o direito internacional".

Ao mesmo tempo, destacou a necessidade de uma redução das tensões "para que a segurança e a estabilidade da região sejam preservadas".

Os Emirados Árabes Unidos dirigiram também palavras ao ataque contra as instalações energéticas ligadas ao campo de gás de South Pars, "que constitui uma extensão de North Dome no Estado irmão do Qatar”, advertindo para “uma escalada perigosa".

Num raro comunicado de desaprovação de um ataque contra o Irão, o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Abu Dhabi avisou que as operações militares a este tipo de infraestruturas constituem “uma ameaça direta à segurança energética global” e têm “graves repercussões ambientais”, além de exporem “os civis, a segurança marítima e as instalações civis e industriais vitais a riscos diretos".

Depois de os ataques aéreos contra o campo de gás de South Pars, o Irão prometeu retaliar, num contexto que considera de "guerra económica total" e uma escalada desde o início da ofensiva aérea dos Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica, em 28 de fevereiro.

"A partir desta noite, as linhas vermelhas mudaram. Se o inimigo pensava que com estes ataques poderia aumentar a pressão sobre o Irão para o obrigar a recuar, cometeu um erro fatal de cálculo", alertaram fontes militares citadas pela agência noticiosa Fars.

Lusa

Exército israelita diz que aeroporto Ben-Gurion foi atingido por “destroços” de mísseis iranianos

O aeroporto internacional Ben-Gurion, perto de Telavive, foi atingido “por destroços” na sequência de disparos de mísseis iranianos contra Israel, anunciou hoje o exército israelita à AFP, sem indicar a data do incidente.

O exército levantou hoje a ordem de censura relativa a este incidente, mas não autorizou a divulgação da data em que ocorreu.

Segundo os meios de comunicação israelitas, aviões privados estacionados no aeroporto sofreram danos. 

O portal de informação Ynet divulgou uma fotografia de um pequeno avião privado danificado durante este incidente.

Ao dar conta do incidente, é a primeira vez que o exército israelita anuncia que o Ben-Gurion, o principal aeroporto internacional de Israel, foi atingido desde o início da guerra desencadeada pela ofensiva israelo-norte-americana contra o Irão, a 28 de fevereiro.

Lusa

Presidente do Irão avisa que ataques às infraestruturas energéticas podem ter "consequências incontroláveis"

Masoud Pezeshkian, presidente do Irão, condenou "veementemente" os ataques às infraestruturas energéticas do país e alertou para "consequências incontroláveis", que podem afetar o "mundo inteiro".

"Condeno veementemente o ataque à infraestrutura energética do Irão. Tais atos agressivos não trarão qualquer benefício ao inimigo sionista-americano e aos seus apoiantes", escreveu numa nota divulgada nas redes sociais.

Estes ataques, avisa Pezeshkian, vão agravar a situação e poderão "ter consequências incontroláveis, cujo alcance poderá atingir o mundo inteiro".

De referir que Israel e Estados Unidos atacaram hoje uma importante instalação de gás iraniana no Golfo, a maior do mundo, provocando um incêndio, anunciou a televisão estatal,

O campo de gás de South Pars/North Dome é a maior reserva de gás conhecida no mundo, que o Irão partilha com o Qatar.

Destruída estrutura a 350 metros do reator da central nuclear de Bushehr, diz Agência de Energia Atómica

Agência Internacional de Energia Atómica (IAEA, na sigla em inglês) informou hoje que uma "estrutura situada a 350 metros do reator da central nuclear de Bushehr foi atingida e destruída". Não há registo de feridos nem de danos no reator.

A confirmação da agência das Nações Unidas surge "na sequência das informações fornecidas pelo Irão sobre um incidente com um projétil na noite de terça-feira".

"Embora não tenha havido danos no próprio reator nem feridos entre o pessoal, qualquer ataque a centrais nucleares ou nas suas proximidades viola os sete pilares indispensáveis relacionados com a garantia da segurança nuclear durante um conflito armado e nunca deve ocorrer", alerta o diretor-geral da IAEA.

Líder supremo diz que "assassinos criminosos" vão pagar "em breve" pela morte de chefe de segurança do país

Mojtaba Khamenei, o novo líder supremo do Irão, reagiu esta quarta-feira à morte do principal responsável de segurança do país, Ali Larijani, confirmada ontem por Teerão.

"O assassinato de uma personalidade como esta demonstra o grau da sua importância e a hostilidade dos inimigos do Islão contra ele", considerou Mojtaba Khamenei numa declaração escrita.

“Aqueles que são hostis ao Islão devem saber que derramar este sangue aos pés da árvore do sistema islâmico apenas o fortalece e, claro, todo o sangue derramado tem um preço que os assassinos criminosos de mártires em breve terão de pagar", declarou.

Aliados da NATO discutem a “melhor forma” de reabrir o Estreito de Ormuz

O secretário-geral da NATO afirmou hoje que os aliados da organização, entre os quais se incluem os Estados Unidos, estão em discussões sobre a melhor forma de reabrir o Estreito de Ormuz.

“Estive em contacto com muitos aliados. Todos concordamos, claro, que o estreito precisa de ser reaberto. E o que sei é que os aliados estão a trabalhar em conjunto, discutindo como o fazer, qual a melhor forma de o fazer”, disse Rutte numa conferência de imprensa durante uma visita a um exercício da NATO no norte da Noruega.

O tráfego no Estreito de Ormuz, por onde circula cerca de um quinto do petróleo mundial, está suspenso.

Montenegro anuncia maior comparticipação na botija de gás e desconto adicional no gasóleo profissional

O primeiro-ministro Luís Montenegro iniciou o debate quinzenal na Assembleia da República com o anúncio de que, "com sentido de equilíbrio, responsabilidade e prudência", o Governo decidiu aumentar a comparticipação na botija de gás solidária, para 25 euros, e introduzir um mecanismo extraordinário para o gasóleo profissional que disse corresponder a um desconto adicional de 10 cêntimos por litro, até 15 mil litros por veículo, destinado a empresas de transportes de passageiros e de mercadorias. Ambas as medidas terão efeito ao longo dos próximos três meses.

Montenegro disse ainda que o Conselho de Ministros irá aprovar legislação, "que já estava a ser preparada", assegurando de forma permanente a limitação de preços em contextos de crise energética e a proteção dos consumidores mais vulneráveis. "Atuaremos na medida do necessário", disse.

Acompanhe o debate quinzenal clicando em baixo:

Israel ataca norte do Irão. Qatar "reserva-se o direito de responder" após ataque a cidade industrial
Montenegro defende legislação laboral num debate quinzenal com guerra, imigração e Tribunal Constitucional

Trump flexibiliza leis e sanções para aumentar oferta petrolífera

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspendeu hoje por 60 dias legislação de transporte de produtos petrolíferos e flexibilizou sanções à Venezuela, para aumentar a oferta global e conter a subida de preços.

A Casa Branca (presidência) informou que a decisão de Donald Trump visa mitigar “interrupções de curto prazo no mercado petrolífero”, numa altura em que o conflito no Médio Oriente e o bloqueio do Estreito de Ormuz estão a pressionar os preços.

A suspensão temporária da chamada “Lei Jones” permitirá o transporte de combustível entre portos dos Estados Unidos em navios não norte-americanos, alterando uma regra em vigor desde a década de 1920 e frequentemente apontada como fator de encarecimento dos combustíveis.

Em paralelo, o Departamento do Tesouro norte-americano (equivalente ao Ministério das Finanças) autorizou, com limitações, a retoma de transações com a petrolífera estatal venezuelana PDVSA, permitindo a venda de petróleo a empresas norte-americanas e nos mercados globais.

A medida representa uma mudança significativa na política de Washington, que durante anos bloqueou o setor energético venezuelano através de sanções.

Segundo fontes do Governo norte-americano, a licença pretende incentivar o investimento na indústria petrolífera da Venezuela e aumentar a oferta mundial de crude, contribuindo para estabilizar os mercados energéticos.

Lusa

Presidente iraniano confirma morte do ministro dos Serviços de Informações

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, confirmou que Israel assassinou o ministro dos Serviços de Informações do Irão, Esmaeil Khatib.

“O assassinato cobarde dos meus queridos colegas Esmaeil Khatib, Ali Larijani e Aziz Nasirzadeh, juntamente com alguns dos seus familiares e pessoal, deixou-nos em profundo luto”, escreveu Pezeshkian no X, referindo-se também ao chefe do Conselho de Segurança Nacional do Irão e ao ministro da Defesa, ambos mortos em ataques israelitas.

O ministro da Defesa de Israel anunciou hoje que as forças armadas israelitas mataram o ministro dos Serviços de Informações iraniano. Israel Katz adiantou que “são esperadas surpresas significativas ao longo deste dia em todas as frentes”, sem avançar pormenores.

Ataque dos EUA e Israel atinge maior reserva de gás do mundo

Israel e Estados Unidos atacaram hoje uma importante instalação de gás iraniana no Golfo, a maior do mundo, provocando um incêndio, anunciou a televisão estatal, numa altura em que a guerra entra na terceira semana.

“Há instantes, algumas partes das instalações de gás” da refinaria estratégica South Pars, situada na cidade portuária de Kangan, “foram atingidas por projéteis do inimigo americano-sionista”, declarou a televisão, citando o vice-governador da província meridional de Bushehr.

A estação acrescentou que equipas de bombeiros foram enviadas para o local para controlar o incêndio.

O imenso campo de gás de South Pars/North Dome é a maior reserva de gás conhecida no mundo, que o Irão partilha com o Qatar.

A instalação fornece cerca de 70% do gás natural consumido no Irão, que o explora desde o final da década de 1990.

Israel já tinha atacado instalações iranianas neste local durante a guerra dos 12 dias, em junho de 2025.

Lusa

Açores alertam que têm vindo a perder “contrapartidas justas” pelo uso das Lajes

O Governo dos Açores defendeu hoje que a região tem vindo a perder “contrapartidas justas” pela utilização da Base das Lajes pelos Estados Unidos, mas considerou uma “imprudência” rever o acordo bilateral no atual contexto.

“A Base das Lajes deve continuar a servir a segurança internacional, mas deve também servir o desenvolvimento dos Açores e o futuro de Portugal. Não aceitamos que a Base das Lajes seja vista apenas como uma coordenada estratégica num mapa de defesa global”, afirmou o vice-presidente do executivo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM).

Artur Lima falava no plenário da Assembleia Regional, na Horta, num debate de urgência solicitado pelo Chega sobre a “avaliação estratégica” da Base das Lajes, na ilha Terceira.

O número dois do Governo Regional lembrou que aquela base foi uma “peça fundamental em sucessivas negociações entre Portugal e os Estados Unidos”, o que revela que as administrações norte-americanas “sempre tiveram interesse” naquela infraestrutura.

“A cada uma dessas negociações, os Açores perderam contrapartidas justas e devidas, porventura não sentidas pela República Portuguesa, sendo inegável que os sucessivos Governos têm falhado, de forma sistemática, na defesa dos interesses dos Açores”, criticou.

O governante considerou uma “imprudência” rever o Acordo Bilateral de Cooperação e Defesa entre Portugal e os Estados Unidos no “atual contexto internacional”.

“Não pedimos favores, exigimos o respeito devido a quem, durante décadas, foi a sentinela da liberdade no Ocidente”, reforçou.

Artur Lima lembrou que a redução do contingente norte-americano na base (‘downsizing’) desde 2012 teve “consequências económicas, sociais e estratégicas profundas para a ilha” e criticou a atuação dos governos da República.

“As alianças sólidas não se constroem sobre o silêncio. Constroem-se sobre respeito estratégico, reciprocidade e equilíbrio entre parceiros”.

Lusa

Kremlin nega estar a partilhar informações de serviços secretos com o Irão

O Kremlin praticamente negou os relatos de que a Rússia estaria a expandir a partilha de informações de serviços secretos e a cooperação militar com o Irão.

"A grande maioria [dos relatos] não passa de desinformação, pelo que não consideramos necessário comentar cada um deles", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, na sua conferência de imprensa diária, quando questionado sobre o assunto.

"Os representantes oficiais dos Estados Unidos fizeram declarações sobre o assunto, afirmando que não têm informações sobre o mesmo", acrescentou, depois de na semana passada Donald Trump ter afirmado acreditar que Vladimir Putin e a Rússia estão a ajudar "um pouco" o Irão.

Também o Wall Street Journal noticiou esta terça-feira que a Rússia forneceu imagens de satélite e tecnologia de drones para auxiliar o Irão a atingir alvos das forças norte-americanas.

Turquia anuncia destacamento de novo sistema antiaéreo no quadro da NATO

A Turquia anunciou esta quarta-feira o destacamento de uma nova bateria antiaérea "Patriot" da NATO na base aérea de Incirlik, no sul do país, onde estão destacadas forças norte-americanas.

Segundo o Ministério da Defesa turco, o novo sistema antiaéreo, comandado pelo Comando Aliado em Ramstein, na Alemanha, vai complementar o sistema "Patriot" espanhol, já em serviço.

Israel afirma ter matado o ministro dos Serviços de Informação do Irão

O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, anunciou hoje que o ministro dos Serviços de Informação do Irão foi morto e que "são esperadas surpresas significativas ao longo deste dia em todas as frentes".

Segundo o governante, citado pelo jornal Times of Israel, Esmail Khatib foi morto durante um ataque aéreo israelita durante a noite.

Katz afirmou Katz ainda que ele e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu “autorizaram as Forças de Defesa de Israel a [eliminar] qualquer figura importante do governo iraniano… sem necessidade de aprovação adicional”.

O assassinato de Esmail Khatib ocorre após os assassinatos do alto responsável de segurança iraniano Ali Larijani e do chefe da força paramilitar voluntária Basij, ligada à Guarda Revolucionária.

Israel ataca norte do Irão. Qatar "reserva-se o direito de responder" após ataque a cidade industrial
De negociador nuclear a chefe da segurança iraniana. Quem é Ali Larijani, que Israel diz ter eliminado

Zelensky apelou a Trump para alcançar consensos com o Reino Unido

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pediu hoje ao Presidente norte-americano, Donald Trump, e ao primeiro-ministro britânico, Keir Starmer para procurarem consensos após divergências sobre a guerra contra o Irão.

Numa entrevista à estação pública britânica BBC transmitida hoje, Zelensky disse que Trump se deveria reunir com Starmer para "reavivar as relações" depois das críticas do chefe de Estado norte-americano ao primeiro-ministro do Governo de Londres pela decisão de não se envolver no conflito no Médio Oriente.

Trump criticou ainda os aliados da Aliança Atlântica por se recusarem a enviar reforços militares para permitir a reabertura do Estreito de Ormuz, cujo bloqueio provocou uma forte subida dos preços do petróleo, que ultrapassaram os 100 dólares por barril.

Zelensky expressou ainda profunda preocupação sobre o impacto do conflito no Médio Oriente na guerra na Ucrânia.

Durante a visita a Londres, o Presidente ucraniano assinou um acordo de defesa com o Reino Unido, cujos detalhes ainda não foram divulgados.

Lusa

Arábia Saudita abateu drones que tinham como alvo a capital do país

A Arábia Saudita disse hoje que foram intercetados dois drones que tinham como alvo o bairro diplomático de Riade, enquanto o Irão mantém os ataques de retaliação contra os países vizinhos do Golfo.

O Ministério da Defesa saudita afirmou que os dois aparelhos aéreos não tripulados (drones) foram abatidos na altura em que se aproximaram do distrito das embaixadas" em Riade, capital da Arábia Saudita.

As autoridades tinham anteriormente relatado a interceção de vários drones no leste do território saudita, bem como de um míssil balístico perto da Base Aérea de Príncipe Sultan, a sudeste de Riade.

Hoje, além do ataque contra a capital saudita, o Irão disparou mísseis e drones contra Israel, tendo também sido ouvidas explosões nos Emirados Árabes Unidos e no Qatar.

Os ataques ocorreram horas depois de os meios de comunicação estatais iranianos terem confirmado que as Forças Armadas israelitas mataram o alto funcionário de segurança iraniano Ali Larijani num ataque noturno, bem como o general Gholam Reza Soleimani, chefe da força Basij da Guarda Revolucionária.

Lusa

Mais explosões no Curdistão iraquiano junto a interesses dos EUA

Pelo menos quatro fortes explosões foram ouvidas hoje em Erbil, no Curdistão iraquiano, segundo a agência noticiosa francesa AFP, após registo de ataques pró-iranianos com drones nos últimos dias contra interesses dos Estados Unidos da América (EUA) naquela zona.

Os jornalistas da AFP descreveram colunas de fumo nos arredores daquela cidade do Iraque, onde se situa o consulado dos EUA e estão estacionadas tropas da coligação internacional liderada pelos norte-americanos contra os grupos jihadistas, junto ao aeroporto.

Na passada semana, também bases militares italianas e francesas foram atacadas nesta região norte do Iraque, tendo sido morto um soldado do contingente da França ali destacado, além de outros sete feridos.

Lusa

Irão e Rússia dizem que central nuclear de Bushehr foi atingida por projétil

Teerão e Moscovo afirmam que um projétil atingiu as instalações da central nuclear de Bushehr, no Irão, levantando o espetro de um incidente radioativo, quando se intensifica a guerra de Israel e Estados Unidos contra a República Islâmica.

Nem o Irão nem a Rússia afirmam que tenha havido qualquer libertação de material nuclear no incidente, ocorrido na terça-feira, mas este sublinha mais uma vez uma preocupação de longa data dos vizinhos do Irão — que a central, situada nas margens do Golfo Pérsico, possa ser atingida por um ataque ou por um terramoto.

A agência de notícias estatal russa Tass citou na terça-feira à noite o CEO da Rosatom, Alexey Likhachev, que afirmou que "um ataque atingiu a área adjacente ao edifício do serviço de metrologia localizado no local da Central Nuclear de Bushehr, nas imediações da unidade de energia em funcionamento". Técnicos russos da Rosatom operam a central, utilizando urânio pouco enriquecido de fabrico russo.

"Não houve vítimas entre o pessoal da Corporação Estatal Rosatom", disse Likhachev. "A situação de radiação no local é normal", acrescentou o gestor.

A Organização de Energia Atómica do Irão emitiu posteriormente um comunicado afirmando que "não ocorreram danos financeiros, técnicos ou humanos e nenhuma parte da central foi danificada".

A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) emitiu hoje uma declaração segundo a qual revela ter sido "informada pelo Irão de que um projétil atingiu as instalações da central nuclear de Bushehr na terça-feira à noite".

"Não foram comunicados danos na central nem feridos entre o pessoal", acrescenta o texto.

Nenhum especialista independente observou os danos, nem o Irão ou a Rússia publicaram imagens dos estragos.

Não é ainda claro qual foi o "projétil" que atingiu o complexo. O Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos, responsável pelas forças que têm estado a atacar o sul do Irão, não respondeu imediatamente a um pedido de comentários.

Estilhaços de mísseis intercetados e outros disparos de defesa aérea também causaram danos na região desde o início da guerra. Bushehr, a cerca de 750 quilómetros (465 milhas) a sul da capital do Irão, Teerão, alberga uma base da marinha iraniana e um aeroporto de dupla utilização, civil e militar, com sistemas de defesa aérea.

O reator atualmente em funcionamento em Bushehr utiliza urânio proveniente da Rússia enriquecido a 4,5%, um nível baixo necessário para a produção de energia em tais centrais.

Bushehr, enquanto central nuclear civil em funcionamento, não foi afetada durante a guerra de 12 dias em junho entre Israel e o Irão. Durante essa guerra, os EUA bombardearam três instalações iranianas de enriquecimento nuclear. Desde então, o Irão tem impedido os inspetores da AIEA de visitar esse tipo de instalações.

Um eventual ataque a uma central nuclear que provoque fugas de radiação constituiria uma crise existencial para os Estados árabes do Golfo Pérsico, que dependem das estações de dessalinização no golfo para o seu abastecimento de água.

Lusa

Pelo menos 19 mortos em novos ataques de Israel contra o Líbano

O Exército de Israel anunciou hoje novos ataques contra o Líbano, que registou, pelo menos, 19 mortos devido a bombardeamentos ocorridos durante esta madrugada.

"As Forças de Defesa de Israel (FDI) começaram a atacar alvos terroristas do Hezbollah no sul do Líbano", comunicou o Exército israelita na rede de mensagens Telegram.

O anúncio surge depois de as FDI terem recomendado a retirada de civis na região de Tiro, no sul do Líbano e solicitado, horas depois, também a evacuação do bairro de Bashoura, em Beirute, a capital do país.

A Agência Nacional de Notícias (ANN) libanesa, citando o Ministério da Saúde, noticiou a morte de, pelo menos, 19 pessoas nas últimas horas.

Oito pessoas morreram num ataque contra a localidade de Haboush, enquanto outras quatro, todas de nacionalidade síria, morreram num bombardeamento em Jibchit, ambos os locais no distrito de Nabatia, no sul do Líbano.

Além destas mortes, um bombardeamento contra Baalbek, a nordeste de Beirute, matou mais quatro pessoas, segundo a ANN.

A agência de notícias libanesa noticiou ainda três vítimas mortais em Qanarit, no distrito de Sidon, na costa do país.

O Hezbollah, o grupo xiita libanês contra o qual Israel afirma lançar os seus bombardeamentos, também anunciou vários ataques contra o norte do Estado israelita.

Tanto os ataques do Hezbollah como os de Israel têm-se sucedido praticamente sem interrupção desde o passado dia 02 de março, quando o grupo xiita lançou bombardeamentos contra o país vizinho em retaliação à ofensiva de Israel e dos Estados Unidos contra o Irão.

Os bombardeamentos de Israel contra o Líbano causaram a morte de 912 pessoas e feriram 2.221, de acordo com números oficiais, enquanto os ataques do Hezbollah, até ao momento, também de acordo com os registos oficiais não causaram vítimas mortais e tiveram um alcance limitado.

Lusa

Ataques israelitas atingem centro da capital do Líbano

Israel atacou sem aviso prévio um bairro do centro de Beirute esta noite, segundo meios de comunicação locais, tendo sido também bombardeada a periferia sul da capital.

Meios de comunicação locais anunciaram que um ataque atingiu o bairro central de Zoukak el-Blat, onde o exército israelita tinha atacado na semana passada uma filial da empresa financeira Al-Qard Al-Hassan, ligada ao movimento pró iraniano Hezbollah.

Um correspondente da agência de notícias francesa AFP ouviu o barulho de várias explosões durante a noite.

Desde o início do mês, Israel tem conduzido uma intensa campanha de bombardeamentos contra alegados alvos do Hezbollah, em Beirute, no leste e no sul do Líbano, onde expandiu as posições militares que já ocupava no conflito anterior.

O reatamento dos confrontos diretos foi desencadeado pelo início de ataques do Hezbollah contra Israel, em apoio ao seu aliado Irão, no seguimento da ofensiva aérea israelo-americana contra a República Islâmica desde 28 de fevereiro.

Os ataques israelitas já provocaram pelo menos 912 mortos no Líbano, dos quais 111 eram crianças, e acima de um milhão de pessoas deslocadas, segundo o último balanço oficial de Beirute.

O Governo libanês proibiu no início do mês as atividades militares do Hezbollah, depois de, no ano passado, ter procurado o seu desarmamento ao abrigo de um acordo de cessar-fogo, alcançado em novembro de 2024 entre o grupo libanês e Israel, que nunca foi cumprido por completo.

Ao mesmo tempo enfrenta a ameaça de que, se não travar o grupo apoiado e financiado por Teerão, Israel irá fazê-lo no seu lugar.

Na segunda-feira, o exército israelita anunciou o lançamento de "operações terrestres limitadas e dirigidas contra importantes bastiões" do movimento xiita junto da fronteira entre os dois países, após, na semana passada, ter programado o envio de reforços militares para a região.

O jornal digital norte-americano Axios noticiou no fim de semana, citando fontes israelitas e dos Estados Unidos, que Telavive planeia realizar uma "grande invasão" no sul do Líbano para eliminar a presença das milícias xiitas.

Lusa

Embaixada dos EUA no Iraque sofre novo ataque

A embaixada norte-americana em Bagdade foi hoje alvo de novo ataque, enquanto se registaram ataques de ‘drones’ e ‘rockets’ na Arábia Saudita e Kuwait, no 19.º dia do conflito no Médio Oriente, noticiou a agência AP.

A embaixada dos Estados Unidos na capital iraquiana, que já tinha sido atacada várias vezes nos últimos dias, por disparos provenientes do Irão, foi "atingida diretamente por um ‘drone’", disse à AFP fonte dos serviços de segurança, sem especificar se houve ou não danos.

Um segundo responsável de segurança indicou que o ‘drone’ caiu "perto da vedação de segurança da embaixada".

Também esta madrugada, ‘rockets’ e ‘drones’ atingiram territórios da Arábia Saudita e do Kuwait anunciaram as autoridades dos dois países do Golfo.

Na Arábia Saudita, um porta-voz do Ministério da Defesa escreveu no portal X que o exército destruiu seis ‘drones’ no leste do país.

"As defesas aéreas do Kuwait estão a intercetar ataques hostis com ‘rockets’ e ‘drones’", afirmou também o exército do emirado no portal X.

Lusa

Estados Unidos atacam instalações de mísseis próximas do Estreito de Ormuz

Os Estados Unidos atacaram esta noite várias instalações de mísseis do Irão, estrategicamente localizadas perto do Estreito de Ormuz.

O Comando Central dos Estados Unidos divulgou, nas suas páginas oficiais, um mapa com vários locais de mísseis anti navio que afirma terem sido atacados com sucesso.

De acordo com esse comando tutelado pelo Departamento de Defesa norte-americano, os mísseis guardados nessas instalações representavam “um risco” à navegação internacional no estreito.

O anúncio ocorre poucas horas depois de Teerão confirmar a morte do secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani, na sequência de um ataque aéreo israelita, e de o presidente norte-americano, Donald Trump, criticar vários membros da NATO por recusarem colaborar no esforço para a reabertura do Estreito de Ormuz.

O Estreito de Ormuz, uma das passagens marítimas mais estratégicas do mundo, está temporariamente fechado pelo Irão desde 15 de março devido às tensões militares em curso.

Lusa

Acompanhe aqui todas as incidências sobre a guerra no Médio Oriente

Bom dia!

Acompanhe aqui todas as incidências desta quarta-feira, 18 de março, sobre a guerra no Médio Oriente.

Diário de Notícias
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