Tom Homan durante a conferência de imprensa da semana passada, em Minneapolis.
Tom Homan durante a conferência de imprensa da semana passada, em Minneapolis.EPA/CRAIG LASSIG

Czar das fronteiras de Trump anuncia fim da operação especial do ICE no Minnesota

Tom Homan disse que o presidente concordava com o encerramento da operação, que no auge chegou a ter mais de três mil agentes e gerou protestos violentos, resultando na morte de dois norte-americanos.
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Tom Homan, o czar das fronteiras do presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou esta quinta-feira (12 de fevereiro) o fim da operação especial contra a imigração no Minnesota, que no seu auge mobilizou três mil agentes dos ICE.

Esta operação do ICE (a sigla em inglês dos Serviços de Imigração e Fiscalização Aduaneira dos EUA) levou a mais de quatro mil detenções, gerou protestos violentos e resultou na morte de dois cidadãos norte-americanos - Renee Good e Alex Preti - em Minneapolis.

Numa conferência de imprensa, Homan disse que estava em curso uma redução significativa do número dos agentes no Minnesota e que tinha proposto, e Trump concordou, que a operação - que foi apelidada de "a maior operação de fiscalização da imigração de sempre" - fosse encerrada.

Há uma semana, Homan anunciou que cerca de 700 dos três mil agentes do ICE seriam retirados. Esta quinta-feira revelou que muitos dos restantes agentes, destacados de outros estados, seriam enviados para casa na próxima semana, citando, em parte, o que chamou de coordenação "sem precedentes" com as autoridades locais no Minnesota.

Antes do aumento do efetivo, só cerca de 150 agentes de imigração trabalhavam no Minnesota.

“Como resultado dos nossos esforços aqui, o Minnesota é agora menos um estado santuário para os criminosos”, disse Homan.

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O governador Tim Walz, que se tinha ferozmente oposto a esta operação de repressão contra os imigrantes, disse que esta causou graves danos à economia do estado e no sentimento de segurança da população.

"O longo caminho para a recuperação começa agora", disse Walz em comunicado. "O impacto na nossa economia, nas nossas escolas e na vida das pessoas não será revertido de um dia para o outro."

O democrata tinha dito no início da semana que o estado estava a explorar formas de ajudar as pequenas empresas que fecharam ou perderam receitas, uma vez que a repressão levou muitas pessoas a ficarem em casa nas últimas semanas.

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