Migrantes nas ruas de Ceuta.
Migrantes nas ruas de Ceuta.FOTO:EPA/REDUAN

Crise migratória em Ceuta: governo local calcula que ainda haja entre 3000 e 5000 migrantes na cidade autónoma

Líder do governo de Ceuta, do PP, disse que “a reação por parte do Estado foi manifestamente tardia e manifestamente insuficiente". Calcula que 80 mil migrantes tenham entrado na cidade.
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O governo de Ceuta calcula que ainda haja entre 3000 e 5000 migrantes na cidade autónoma espanhola, dos cerca de 80 mil que estima que terão entrado durante a crise migratória de quinta-feira (30 de julho).

Os números são do presidente do governo, Juan Jesús Vivas, do Partido Popular (PP), que numa entrevista à Telecinco voltou a referir-se à "angústia, medo, sentimento de impotência e pavor" vividos pela cidade, cuja integridade territorial foi "violada" pela vaga de migrantes.

Os mesmos números foram avançados por fontes do governo autonómico à EFE, indicando que vários milhares de pessoas ainda permanecem em Ceuta recusando regressar ao seu país de origem, apesar de terem recebido oferta de transporte de autocarro.

Na entrevista, Vivas explicou que a cidade ainda não voltou ao normal, lembrando que ainda há 3000 membros das Forças Armadas, da Guarda Civil e da Polícia Nacional em Ceuta.

"Devem ser tomadas várias medidas para evitar que isto volte a acontecer", disse o líder de Ceuta, que explicou que, dias antes do fluxo maciço de migrantes, o seu governo já tinha uma "clara preocupação" com os "movimentos" que estavam a ocorrer na fronteira desde o início da semana passada.

“A reação por parte do Estado foi manifestamente tardia e manifestamente insuficiente", acrescentou Jesús Vivas.

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