A Nobel da Paz e líder da oposição a Maduro, María Corina Machado, quebrou o silêncio para saudar a captura do presidente da Venezuela este sábado, 3 de janeiro, pelas forças norte-americanas e defender que Edmundo González Urrutia deve assumir a chefia do Estado."Chegou a hora de a Soberania Popular e a Soberania Nacional governarem o nosso país. Vamos pôr ordem, libertar os presos políticos, construir um país excecional e trazer os nossos filhos de volta a casa", escreveu, num documento divulgado na rede social X, horas depois de um ataque dos Estados Unidos."Lutámos por isto durante anos, demos tudo e valeu a pena. O que tinha de se passar está a passar-se. Esta é a hora dos cidadãos. Dos que arriscaram tudo pela democracia a 28 de julho. Dos que elegeram Edmundo González Urrutia como legítimo presidente da Venezuela, quem deve assumir de imediato o seu mandato constitucional e ser reconhecido como o chefe das Forças Armadas por todos os soldados e oficiais que as integram", prosseguiu Corina, que apelou ao envolvimento de "todos" para a "transição democrática"..Edmundo González Urrutia foi o candidato da oposição às eleições presidenciais de julho de 2024, na qual reclamou vitória com base nas atas eleitorais, mas as autoridades atribuíram um terceiro mandato a Nicolás Maduro..Laureada com o Nobel da Paz no ano passado, Maria Corina dedicou o prémio ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo apoio à causa da oposição, e afirmou que a maior homenagem a Alfred Nobel, o magnata sueco criador da distinção, será garantir a “transição para a democracia” na Venezuela.María Corina Machado classificou a postura dos Estados Unidos como um fator-chave no isolamento do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, frisando que “a posição firme” de Donald Trump e do Governo norte-americano “de desmantelar os cartéis de droga mudou completamente a dinâmica”.Em dezembro, quando viajou para a Noruega para receber o prémio, revelou que as autoridades norte-americanas a tinham ajudado a sair da Venezuela, onde estava escondida na clandestinidade há meses.Os Estados Unidos capturaram Nicolás Maduro e a mulher na sequência do ataque da última madrugada e informou que ele e a mulher, Cilia Flores, "enfrentarão em breve a Justiça americana em solo americano e em tribunais americanos". .Trump deixa avisos à presidente interina venezuelana e não esquece Gronelândia: "Precisamos dela, sem dúvida".Força Delta, a unidade de elite que capturou Maduro, Saddam e Noriega