Conselho de Segurança da ONU reúne-se hoje sobre situação no Irão
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Conselho de Segurança da ONU reúne-se hoje sobre situação no Irão

Trump ameaçou com uma ação militar contra o Irão pela repressão dos protestos. Presidente dos EUA deseja que qualquer ação militar contra Teerão seja um golpe "rápido e decisivo", segundo a NBC News
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O Conselho de Segurança das Nações Unidas vai reunir-se esta quinta-feira, 15 de janeiro, para "uma reunião informativa sobre a situação no Irão", anunciou um porta-voz.

A reunião terá lugar a pedido dos Estados Unidos, acrescentou o porta-voz da presidência do Conselho, atualmente nas mãos da Somália.

O presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou com uma ação militar contra Teerão pela repressão dos protestos, iniciados no final de dezembro por comerciantes e setores económicos afetados pelo colapso da moeda iraniana e pela elevada inflação.

De acordo com fontes citadas pela emissora norte-americana NBC News, Trump disse aos conselheiros que deseja que qualquer ação militar contra o Irão seja um golpe "rápido e decisivo" para o regime, sem se arrastar durante semanas ou meses.

Trump defendeu que "se fizer alguma coisa, quer que seja decisiva", embora os conselheiros ainda não tenham garantido que o regime de Teerão colapsasse rapidamente após um possível ataque militar.

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As mesmas fontes não identificadas indicaram que existe preocupação com a capacidade dos Estados Unidos se defenderem contra uma possível retaliação do Irão.

Teerão ameaçou realizar um ataque preventivo, alegando, sem apresentar provas, que Israel e os Estados Unidos orquestraram os protestos.

Trump disse na quarta-feira que foi informado "por fontes fidedignas" de que os planos de execuções de manifestantes no Irão foram interrompidos, apesar de o regime de Teerão sugerir o contrário. 

"Fomos informados de que as mortes no Irão estão a parar — pararam — estão a parar", disse Trump.  

"E não há qualquer plano para execuções, nem uma execução, nem execuções — isso foi-me informado por fontes fidedignas", adiantou.

A execução de um iraniano detido durante protestos, que organizações não-governamentais e Washington disseram que podia ocorrer na quarta-feira, foi adiada, anunciou um grupo de defesa dos direitos humanos, alertando que a vida do condenado continua em perigo.

A execução de Erfan Soltani, de 26 anos, foi adiada, adiantou a organização de defesa dos direitos humanos Hengaw, com sede na Noruega, que citou a família do jovem.

Antes, o chefe do poder judicial iraniano sugeriu que os manifestantes detidos nos protestos das últimas semanas no país serão sujeitos a julgamentos sumários e execuções, tratamento que o presidente norte-americano ameaçou levar a retaliações.

Também na quarta-feira, o chefe da diplomacia iraniana enviou uma mensagem a Trump, instando-o a "não repetir o mesmo erro" de junho de 2015, quando atacou as instalações nucleares iranianas, e apelou a uma "solução diplomática".

Numa entrevista à emissora norte-americana Fox News, Abbas Araghchi garantiu que as autoridades têm o "controlo total" da situação.

"A partir de agora (...) reina a calma", acrescentou o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano.

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