Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Conselho de Segurança das Nações Unidas.EPA/EDUARDO MUNOZ

Conselho de Segurança da ONU reúne-se a pedido de Kiev após ataques russos

Ucrânia pede reunião após ataques da Rússia com míssil de última geração Orechnik. França, Reino Unido, Letónia, Dinamarca, Grécia e Libéria apoiaram pedido, segundo a AFP.
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O Conselho de Segurança da ONU vai reunir-se na segunda-feira, dia 12 de janeiro, a pedido da Ucrânia, após novos ataques russos e a utilização por Moscovo do míssil de última geração Orechnik.

A informação consta da agenda do Conselho, que foi alterada e publicada na sexta-feira, dia 9, à noite.

"A Rússia atingiu um novo nível terrível de crimes de guerra e crimes contra a humanidade nos ataques contra civis e infraestruturas civis na Ucrânia", denunciou o embaixador da Ucrânia na ONU, Andrii Melnyk, numa carta em que solicita a reunião e à qual a agência France-Presse (AFP) teve acesso.

Novos ataques russos na noite de quinta para sexta-feira privaram de aquecimento metade dos edifícios residenciais de Kiev, levando o presidente da câmara da capital ucraniana a apelar à população para que saísse temporariamente da cidade.

Nestes bombardeamentos foi utilizado, pela segunda vez desde o início da guerra em fevereiro de 2022, o míssil balístico russo Orechnik.

"Hoje, a Federação Russa reivindicou oficialmente o uso do míssil balístico de médio alcance chamado 'Orechnik' na região de Lviv. Tal ataque representa uma ameaça grave e sem precedentes à segurança do continente europeu, minando a estabilidade regional e apresentando sérios riscos para a paz e a segurança internacional", notou o embaixador ucraniano na carta.

O pedido da Ucrânia foi apoiado por seis membros do Conselho - França, Reino Unido, Letónia, Dinamarca, Grécia e Libéria -, disseram fontes diplomáticas à AFP.

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