Com afluência recorde, partido de Netanyahu pede para prolongar horário de votação
Os partidos Likud (do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu), Shas (ultraortodoxo) e Poder Judaico (extrema-direita) pediram à Comissão Eleitoral para que os eleitores possam exercer o seu direito para lá das 22h locais, a hora de fecho prevista. O principal adversário, Gadi Eisenkot, opôs-se.
Às 18 horas locais (16h em Lisboa), quase 67% dos eleitores israelitas tinham exercido o direito de voto. Trata-se da taxa de participação mais alta desde que começaram os registos em 1973 pela Comissão Eleitoral. Os especialistas leem esta afluência, mais sentida nas localidades de maioria árabe e nos bairros de maioria liberal, como uma má notícia para Netanyahu.
Este, através do seu partido e em conjunto com outros dois da coligação que lidera, pediu mais tempo para os eleitores. "À medida que se aproxima a hora de encerramento das mesas de voto, cresce a preocupação de que os cidadãos que ainda não votaram se abstenham de sair de casa e ir às urnas, acreditando que, devido às longas filas e ao tempo que resta, de qualquer forma não conseguirão votar”, alegou o advogado do Liku, Ilan Bombach. “O medo de não conseguir votar pode dissuadir os eleitores de exercerem o seu direito mesmo antes de chegarem lá”, concluiu.
Um pedido rejeitado pelo homem que lidera o bloco alternativo a Netanyahu. “Não ocorreu nenhum incidente excecional que justifique conceder este pedido, que tem como objetivo preparar o terreno para alegações que põem em causa a integridade da eleição, continuando as mentiras que Netanyahu tem espalhado desde esta manhã,” disse Eisenkot numa declaração.
Após votar, Netanyahu acusou os opositores árabes israelitas de tentarem "roubar a eleição" após a detenção de três homens em posse de envelopes com dinheiro. Segundo as autoridades eleitorais tratou-se de um "caso isolado".
De acordo com as últimas sondagens, a coligação de direita e extrema-direita de Netanyahu e o principal bloco da oposição liderado pelo antigo chefe do exército Eisenkot estão empatados e nenhum dos dois campos parece capaz de alcançar a maioria dos 61 assentos no Knesset.

