Ídolo do Bayern de Munique, Ribéry atuou no clube bávaro por 12 épocas.
Ídolo do Bayern de Munique, Ribéry atuou no clube bávaro por 12 épocas.Instagram/@frankribery7

Citado em documento, antigo futebolista Franck Ribéry nega envolvimento em Caso Epstein: 'Fake news'

Ex-internacional francês anuncia ações judiciais após surgir referido seis vezes em ficheiros divulgados nos Estados Unidos.
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O ex-futebolista francês Franck Ribéry negou esta terça-feira, 10 de fevereiro, que tenha qualquer ligação ao caso Epstein e denunciou a circulação do que acusa tratar-se de “fake news” nas redes sociais. De acordo com a AFP, o antigo jogador anunciou, através de seu advogado, que irá recorrer à justiça.

Ribéry é referido seis vezes num dos documentos anónimos e parcialmente censurados, datado de 2019, integrado nos ficheiros do caso Jeffrey Epstein, recentemente tornados públicos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. As referências surgem no âmbito de relatos de incidentes violentos e da alegada existência de uma rede de prostituição.

O advogado do ex-atleta, Carlo Alberto Brusa, afirmou, em comunicado, que as informações partilhadas online se caracterizam como “fake news”, por “fazerem acreditar que ele estaria envolvido no caso Epstein”. Segundo a mesma nota, o nome do ex-jogador foi utilizado de forma indevida por quem divulgou os arquivos.

“Diante da gravidade desses atos e com o objetivo de garantir o respeito aos seus direitos”, Ribéry decidiu “empreender ações penais contra a pessoa que assina esta carta caluniosa”, acrescentou o advogado, sublinhando que o responsável já terá sido identificado.

Antigo atacante de clubes como Galatasaray, Marselha e Bayern de Munique, por onde atuou por mais de 10 anos, Ribery foi um dos grandes destaques da seleção francesa neste século, na qual marcou presença em 81 partidas, assinalando 16 golos. O seu nome, no entanto, também foi motivo de discussão não só por suas atuações dentro dos relvados.

Em 2010, o ex-atleta foi ouvido - ao lado do ainda em atividade avançado Karim Benzema - como testemunha, em Paris, num processo ligado à prostituição de menor que gerou revolta e muita polémica nos bastidores do futebol francês. À época, a jovem de 17 anos Zahia Dehar, hoje modelo, alegou ter mantido relações sexuais em troca de dinheiro com os jogadores.

Em tribunal, ambos atletas afirmaram posteriormente que não sabiam da idade da jovem franco-argelina e o "Caso Zahia" acabou por ser arquivado quatro anos depois.

Karim Benzema e Frank Ribery dividiram balneário na seleção francesa; dupla envolveu-se em polémica fora dos relvados há mais de 15 anos.
Karim Benzema e Frank Ribery dividiram balneário na seleção francesa; dupla envolveu-se em polémica fora dos relvados há mais de 15 anos.Foto: Conmebol

Apesar do acontecimento em questão não ter relação com o caso Epstein, sendo um episódio distinto dos documentos agora divulgados nos Estados Unidos, Sylvain Cormier, advogado de Benzema em 2010, também é um dos citados no documento.

Vale destacar que, embora a simples menção de um nome nos arquivos de Epstein não constitua, por si só, qualquer ato condenável, várias personalidades têm enfrentado consequências públicas após a divulgação dos documentos, num contexto de forte escrutínio mediático e judicial.

O caso inclusive tem causado grande impacto na França, país de Ribéry, onde a divulgação de nomes nos arquivos de Epstein tem causado um furacão político com o antigo ministro francês da Cultura, Jack Lang, entre os atingidos.

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