BBC pediu desculpas por “erro de julgamento”
BBC pediu desculpas por “erro de julgamento”EPA/ANDY RAIN

BBC pede ajuda a tribunal dos EUA em processo de difamação movido por Trump

O caso levou a um pedido de desculpas público da BBC e à demissão do diretor geral da emissora britânica, Tim Davie, assim como do CEO da BBC News, no ano passado.
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A BBC solicitou a um tribunal norte-americano apoio para obter documentos e testemunhos de membros da família do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no âmbito do processo de difamação que o chefe de Estado moveu contra a emissora pública britânica.

Segundo um documento judicial, advogados da BBC argumentaram que Ivanka Trump, o marido Jared Kushner e Donald Trump Jr. têm “conhecimento pessoal” e provavelmente possuem registos relevantes para elementos das alegações apresentadas por Trump contra a estação, de acordo com uma petição apresentada na sexta-feira num tribunal federal da Florida.

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Diretor-geral e CEO da BBC demitem-se devido a edição polémica de discurso de Donald Trump

Segundo o documento, a BBC não conseguiu entregar intimações devido à proteção do Serviço Secreto e de outros seguranças em torno dos três.

Trump apresentou a ação em dezembro, exigindo 10 mil milhões de dólares (8,6 mil milhões de euros) em indemnizações, acusando a BBC de difamação e de práticas comerciais enganosas e desleais.

As acusações centram-se na forma como um documentário de 2024 editou um discurso de Trump de 06 de janeiro de 2021, antes da invasão do Capitólio em Washington. A ação acusa a BBC de “juntar duas partes totalmente distintas do discurso do Presidente Trump” para “deturpar intencionalmente o significado do que foi dito”.

O processo acrescenta que a edição foi “uma tentativa descarada de interferir e influenciar” as eleições presidenciais norte-americanas de 2024. A BBC pediu desculpa a Trump pela edição enganosa, mas afirmou que não o difamou.

O documento mais recente refere que os familiares de Trump têm conhecimento de questões relevantes para o argumento de que “seria materialmente falso sugerir que incitou à violência” em 06 de janeiro de 2021.

Donald Trump Jr. e Ivanka Trump estavam presentes no Salão Oval quando o discurso ainda estava a ser revisto, acrescentando que Trump Jr. falou diretamente com o pai depois de a violência ter começado no Capitólio.

A BBC pediu a Trump que aceitasse as intimações em nome da filha e do genro ou que instruísse o Serviço Secreto a permitir a entrega, mas o Presidente recusou. A emissora solicitou ao tribunal autorização para enviar as intimações por correio eletrónico e carta registada.

O juiz deu até sexta-feira à equipa jurídica de Trump para responder ao pedido da BBC. Os advogados de Trump afirmaram que “a BBC está simplesmente a tentar desviar a atenção da sua própria responsabilidade óbvia”.

“A BBC difamou intencionalmente o Presidente Donald Trump e agora procura assediá-lo, bem como à sua família e apoiantes, abusando do processo de depoimentos”, acrescentaram.

Um julgamento foi provisoriamente marcado para fevereiro.

Na semana passada, um juiz federal da Florida concedeu a Trump uma suspensão temporária da ordem que o obrigava a fornecer detalhes sobre o desempenho financeiro do seu império empresarial no âmbito do processo. O juiz Roy Altman decidiu suspender a ordem enquanto analisa uma queixa alterada de Trump que pretende restringir a alegação de danos sofridos tanto nos negócios como na reputação.

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