Aumento de salários e desmobilização faseada: as reformas de Zelensky para o exército ucraniano
EPA/SERVIÇO DE IMPRENSA DA 24.ª BRIGADA MECANIZADA DA UCRÂNIA

Aumento de salários e desmobilização faseada: as reformas de Zelensky para o exército ucraniano

Chefe de Estado ucraniano anuncia pacote de reformas para responder à escassez de efetivos e desgaste das tropas após mais de quatro anos de guerra com a Rússia.
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O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou nesta sexta-feira, 1 de maio, um conjunto de reformas nas Forças Armadas do país que inclui aumentos salariais, melhorias contratuais e um novo sistema de desmobilização faseada. As medidas deverão começar a ser aplicadas em junho e procuram responder à escassez de militares e ao desgaste acumulado no terreno nos últimos quatro anos de guerra.

Numa mensagem divulgada na rede Telegram e citada pela Deutsche Welle, Zelensky indicou que o reforço financeiro será uma das primeiras alterações.

Os salários mensais dos militares de infantaria poderão subir para valores entre 250 mil e 400 mil hryvnias (cerca de 4.850 a 7.670 euros), acima do atual teto de cerca de 170 mil (aproximadamente 3.280 euros) para quem está destacado na linha da frente. Já os militares fora de combate deverão passar a receber cerca de 30 mil hryvnias mensais (cerca de 580 euros), face aos atuais 20 mil (aproximadamente 390 euros).

O presidente ucraniano
O presidente ucraniano EPA / Stringer

O chefe de Estado ucraniano anunciou ainda a criação de um sistema de “desmobilização faseada” para os soldados mobilizados nos primeiros momentos da guerra, com base em critérios temporais ainda por definir. A medida pretende substituir os contratos sem prazo atualmente em vigor, embora o calendário concreto para a saída das tropas não tenha sido detalhado.

Recentemente, a guerra, iniciada com a invasão russa em 2022, entrou num período de maior desgaste humano. Se nos primeiros meses centenas de milhares de ucranianos se voluntariaram, atualmente a maioria dos novos recrutas chega através de inscrição obrigatória. O processo tem sido alvo de críticas, incluindo denúncias de práticas coercivas no recrutamento.

Paralelamente, continuam os combates naquela região da Europa: recentemente, as forças ucranianas anunciaram um ataque a um terminal petrolífero no porto russo de Tuapse, no Mar Negro, que provocou um incêndio sem vítimas. As autoridades russas confirmaram o incidente, ressaltando que a infraestrutura tinha sido atingida várias vezes nas últimas semanas.

Do lado russo, aliás, ataques aéreos sobre território ucraniano tem se intensificado. Mais de 50 drones foram lançados contra a cidade de Ternopil, no oeste do país, provocando pelo menos dez feridos.

Outras regiões, como Odessa, Kryvyi Rih e Kharkiv, registaram danos em infraestruturas e edifícios residenciais. Zelensky afirmou ainda que ataques ucranianos terão causado cerca de sete mil milhões de dólares em prejuízos à indústria petrolífera russa desde o início do ano.

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