Hegseth diz que "hoje será o dia do maior pacote de ataques até agora". Sauditas ameaçam com resposta militar

Presidente dos Estados Unidos avisou que autorizará a destruição do campo de South Pars, no Irão, caso Teerão se atreva a atacar novamente as refinarias do Qatar.
Hegseth diz que "hoje será o dia do maior pacote de ataques até agora".
Sauditas ameaçam com resposta militar
EPA/ABEDIN TAHERKENAREH

Pete Hegseth diz que "hoje será o dia do maior pacote de ataques até agora"

O secretário de Defesa dos Estados Unidos anunciou em conferência de imprensa que "hoje será o dia do maior pacote de ataques até agora, tal como ontem".

Pete Hegseth reiterou que os alvos militares americanos estavam a ser atingidos e o plano estava a ser seguido e referiu que as defesas aéreas do Irão foram "arrasadas" e a base industrial de defesa iraniana foi "destruída em grande escala".

Os EUA afundaram mais de 120 navios da marinha iraniana e 11 submarinos iranianos foram eliminados.

Hegseth afirmou que as famílias dos soldados norte-americanos mortos na guerra com o Irão pediram à administração Trump para não parar até que o trabalho esteja "concluído". "É claro que vamos terminar isto. Honraremos o seu sacrifício", acrescentou.

Irão ameaça destruir infraestruturas energéticas na região

O exército do Irão reiterou hoje as ameaças de destruição de infraestruturas energéticas no Médio Oriente, em caso de novo ataque às instalações iranianas.

“Avisamos o inimigo de que está a cometer um erro grave ao atacar a infraestrutura energética da República Islâmica do Irão”, declarou o centro de comando conjunto Khatam Al-Anbiya, citado pela agência de notícias Fars.

“Se isto se repetir, as represálias contra as vossas infraestruturas energéticas e as dos vossos aliados continuarão até à sua destruição”, avisou, de acordo com a agência de notícias France-Presse (AFP).

O comando alertou para uma “resposta muito mais violenta” do que a registada durante os ataques realizados durante esta madrugada contra locais do Golfo.

A companhia energética pública do Qatar anunciou que novos ataques de mísseis iranianos ocorridos ao amanhecer causaram “danos consideráveis” no complexo de gás de Ras Laffan.

Na Arábia Saudita, um drone abateu-se sobre a refinaria da Samref, situada na zona industrial de Yanbu.

Trata-se de um centro essencial para o escoamento de uma parte dos barris bloqueados pela quase paralisia do estreito de Ormuz, nas margens do mar Vermelho.

A Arábia Saudita advertiu o Irão que a paciência tem limites e ameaçou dar uma resposta militar aos ataques iranianos.

Várias infraestruturas do Kuwait foram igualmente atingidas.

Lusa

Parlamento iraniano debate taxas para navios no estreito de Ormuz

Os deputados iranianos estão debater a eventual imposição de taxas à passagem de navios pelo estreito de Ormuz, via de comunicação essencial para o comércio mundial, noticiou hoje a agência de notícias ISNA.

“No parlamento, estamos a trabalhar num plano segundo o qual os países vão ter de pagar taxas e impostos à República Islâmica para o estreito de Ormuz ser usado como via navegável segura”, disse a deputada de Teerão Somayeh Rafiei, referindo-se ao transporte de fontes de energia e de mercadorias.

Por aquela passagem marítima passa parte muito significativa das exportações energéticas dos países do golfo Pérsico, mas também constitui rota essencial de cadeias de abastecimento alimentares e industriais, incluindo um terço dos fertilizantes comercializados globalmente.

Os Estados Unidos e aliados estão a estudar opções militares para garantir a segurança no estreito de Ormuz perante uma queda do tráfego marítimo e os riscos crescentes para a economia e a segurança alimentar globais.

EUA e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar ao Irão, que retaliou com o encerramento do estreito de Ormuz e ataques contra alvos em Israel e bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Lusa

Arábia Saudita ameaça com resposta militar por paciência ter limites

A Arábia Saudita advertiu hoje o Irão que a paciência tem limites e ameaçou dar uma resposta militar aos ataques que tem sofrido, juntamente com outros países, em retaliação à ofensiva israelo-americana contra Teerão.

“O reino e os seus parceiros possuem capacidades significativas e a paciência que temos demonstrado não é ilimitada”, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros saudita, Faisal bin Farhan.

Sem adiantar prazos, o ministro saudita disse que a resposta militar regional poderá ocorrer a qualquer momento.

“Poderá ser um dia, dois dias ou uma semana, não o direi”, afirmou a partir da capital, Riade, após uma reunião com 11 países para abordar a situação.

Bin Farhan realçou que a Arábia Saudita “se reserva o direito de adotar ações militares, se o considerar necessário”.

As autoridades sauditas confirmaram o impacto de um drone numa refinaria na cidade portuária de Yanbu, nas costas do mar Vermelho, uma zona onde horas antes tinha sido destruído um míssil balístico.

Não foram divulgadas informações sobre eventuais vítimas ou danos.

O Irão reagiu à ofensiva militar lançada por Israel e pelos Estados Unidos em 28 de fevereiro com ataques contra países do Médio Oriente com bases militares norte-americanas.

Também tem atingido complexos energéticos no golfo Pérsico, sobretudo em resposta a ataques contra infraestruturas petrolíferas iranianas, além de ter praticamente bloqueado o estreito de Ormuz, por onde passa 20% do comércio petrolífero mundial.

O chefe da diplomacia saudita lamentou que “a pouca confiança” construída com o Irão após o reatamento dos laços diplomáticos em 2023, num acordo mediado pela China, tenha sido “completamente destruída”, noticiou o diário saudita Arab News.

O ministro disse que a continuação dos ataques por parte do Irão poderá deixar “praticamente nada” por salvar na relação com a Arábia Saudita e a região.

“O Irão equivoca-se se acredita que os Estados do Golfo são incapazes de responder”, advertiu, citado pela agência espanhola Europa Press (EP).

Bin Farhan apelou a Teerão para que reconsidere as posições e ações em resposta à ofensiva dos Estados Unidos e de Israel, e disse que Riade “procurou de forma sincera criar um clima regional mais estável”.

“As ações do Irão demonstram que a sua prioridade não é o desenvolvimento, mas sim gerir crises e exportar tensões”, afirmou, também citado pelo jornal Saudi Gazette.

Além do ataque contra a refinaria de Yanbu, o Ministério da Defesa saudita anunciou a destruição nas últimas horas de cerca de 20 drones, principalmente na zona oriental do país e nos arredores de Riade.

Lusa

Petróleo Brent para entrega em maio dispara 10% e aproxima-se dos 120 dólares

O barril de petróleo Brent para entrega em maio dispara mais de 10% hoje, aproximando-se dos 120 dólares, afetado pelo aumento das tensões no Médio Oriente na sequência dos ataques a instalações de gás.

Às 09:45 (hora de Lisboa), de acordo com dados da Bloomberg recolhidos pela EFE, o preço do Brent disparou 10,79 %, para 119,05 dólares.

Por sua vez, o petróleo West Texas Intermediate (WTI), a referência nos Estados Unidos, também sobe, embora com menos intensidade, tendo avançado 3,29 %, para 99,49 dólares, antes da abertura oficial do mercado.

Lusa

Companhias aéreas europeias afastam problemas no combustível se conflito durar 1 ou 2 meses

As grandes companhias aéreas europeias não esperam problemas significativos com o combustível se o conflito no Médio Oriente, que afeta todo o Golfo Pérsico e fez disparar os preços dos hidrocarbonetos, durar “um ou dois meses”.

Montenegro admite défice em 2026

O primeiro-ministro admitiu hoje que Portugal possa ter défice em 2026 devido à “excecionalidade” relacionada com os impactos das tempestades e da crise energética e rejeitou “uma obsessão” para ter excedente orçamental que impeça apoios ao país.

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Sauditas ameaçam com resposta militar
Primeiro-ministro admite défice em 2026 devido a cenário de “excecionalidade”

Costa diz que reforço da segurança energética é fundamental

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, destacou hoje que o reforço da segurança energética é fundamental para a segurança da UE.

“Fica muito claro, com esta situação no Irão, que a única boa forma de termos preços estáveis e não dependermos dos outros e reforçarmos a nossa segurança energética, é investirmos cada vez mais na transição energética, porque é a única forma que nós temos de depender da nossa própria energia e isso é fundamental para a nossa segurança”, disse Costa, aos jornalistas portugueses à entrada da cimeira europeia, em Bruxelas.

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Costa defende transição energética como chave da segurança da UE face à crise no Irão

Orbán recusa aprovar qualquer medida pró-Ucrânia enquanto não receber petróleo

O primeiro-ministro húngaro avisou hoje que não vai aprovar qualquer medida a favor da Ucrânia enquanto o seu país não receber petróleo, salientando que é uma “questão existencial” para Budapeste.

“A posição húngara é muito simples: estamos disponíveis para apoiar a Ucrânia assim que recebermos o petróleo que eles estão a bloquear. Até lá, a Hungria não vai apoiar qualquer posição que seja favorável à Ucrânia”, avisou Viktor Orbán em declarações aos jornalistas à chegada ao Conselho Europeu, em Bruxelas, após ter sido questionado se tenciona levantar hoje o bloqueio ao empréstimo de 90 mil milhões de euros da UE a Kiev.

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Orbán recusa aprovar qualquer medida pró-Ucrânia enquanto não receber petróleo

Irão intensificou ataques contra instalações de energia no Golfo

O Irão intensificou hoje os ataques contra infraestruturas de energia dos países do Golfo, incendiando instalações de gás natural liquefeito (GNL) do Qatar e duas refinarias de petróleo do Kuwait.

O agravamento da guerra no Médio Oriente fez disparar novamente os preços globais dos combustíveis, com o preço do gás na Europa a disparar hoje 35%.

Um navio atingido incendiou-se hoje ao largo da costa dos Emirados Árabes Unidos e outro ficou danificado perto do Qatar, numa altura em que se verifica um controlo "de facto" do Estreito de Ormuz por parte do Irão.

O Qatar, importante fornecedor de gás natural para os mercados mundiais, informou hoje que os bombeiros extinguiram um incêndio numa instalação de GNL, depois de ter sido atingida por mísseis iranianos.

A produção já tinha sido interrompida após ataques anteriores, mas o país afirmou que a última vaga de mísseis causou incêndios "consideráveis".

Um ataque com um aparelho aéreo não tripulado (drone) contra a refinaria Mina Al-Ahmadi, no Kuwait, provocou um grande incêndio, segundo a agência de notícias estatal KUNA.

A refinaria é uma das maiores do Médio Oriente, com uma capacidade de produção de petróleo de 730 mil barris por dia.

As autoridades de Abu Dhabi disseram hoje que foram forçadas a interromper as operações na instalação de gás em Habshan e no campo de Bab.

Os países do Golfo condenaram os ataques iranianos contra instalações de prospeção e distribuição de energia.

Lusa

Reaberta fronteira de Rafah entre Gaza e Egito

A fronteira de Rafah, entre a Faixa de Gaza e o Egito foi hoje reaberta pela primeira vez depois do começo da ofensiva israelo-americana contra o Irão, informaram meios de comunicação social estatais egípcios.

A televisão Al-Qahera News noticiou que a passagem foi retomada "em ambos os sentidos" e transmitiu imagens aéreas de palestinianos a regressar a Gaza - alguns após tratamento médico no Egito —, mas também de ambulâncias à espera para irem buscar feridos ou doentes palestinianos ao enclave.

A fronteira de Rafah tinha sido encerrada, numa primeira fase, durante a ofensiva militar de Israel sobre a Faixa de Gaza, na sequência do atentado terrorista levado a cabo em 07 de outubro de 2023 pelo grupo islamista radical Hamas, sendo o principal ponto de chegada de ajuda humanitária ao território.

A passagem já tinha sido reaberta após o cessar-fogo de 10 de outubro de 2025, mediado pelos Estados Unidos e outros países da região do Médio Oriente, mas sempre com acusações mútuas de violação da trégua por parte de Israel e do Hamas e outras organizações palestinianas.

Lusa

Trump afirma que desconhecia planos de Israel para atacar campo de gás natural iraniano

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou esta quarta-feira que não tinha conhecimento do ataque que Israel iria realizar contra o campo de gás natural South Pars, no Golfo Pérsico, no Irão.

Numa publicação em que Trump se desligou do ataque, indicou que: "Israel, enfurecido com o que aconteceu no Médio Oriente, atacou uma importante instalação no Irão conhecida como o campo de gás South Pars. Apenas uma pequena parte ficou danificada".

O chefe de Estado insistiu que os Estados Unidos não tiveram "conhecimento prévio do ataque" e que "o Irão, sem conhecer os factos, respondeu atacando injustificadamente uma parte da fábrica de gás natural liquefeito do Qatar".

"Israel não voltará a atacar o campo de gás South Pars, de importância vital, a menos que o Irão decida imprudentemente atacar um país inocente, neste caso o Catar", acrescentou.

"Caso tal aconteça, os EUA, com ou sem a ajuda ou consentimento de Israel, farão explodir massivamente a totalidade do Campo de Gás de South Pars com uma força e potência nunca antes vistas ou testemunhadas pelo Irão. Não quero autorizar este nível de violência e destruição devido às implicações a longo prazo que terá para o futuro do Irão, mas se o GNL do Qatar for novamente atacado, não hesitarei em fazê-lo", vincou Trump.

A agência Associated Press avançou hoje que os Estados Unidos terão sido informados sobre os planos de Israel de atacar o South Pars, mas não participaram na operação. A AP, que cita uma fonte anónima, acrescentou que esta não quis, porém, esclarer se a Administração Trump concordou com a decisão israelita de atacar o campo.

Na manhã de quarta-feira, ataques israelitas, que os meios de comunicação da região associaram aos Estados Unidos como parte da operação, atingiram as instalações do vasto campo de gás no sul do Irão, conhecido como a maior reserva natural do mundo e fornecedor de 70% do gás doméstico utilizado pelo Estado persa.

Teerão respondeu com ataques ao Qatar e Emirados Árabes Unidos, provocando um incêndio considerável na refinaria de Ras Laffan, a principal refinaria de gás natural liquefeito qatari, num depósito de combustível para aviões em Riade e assim como numa refinaria no Bahrein.

O Governo do Qatar informou que a defesa civil interveio no incêndio que causou "graves danos" em Ras Laffan, o principal local de produção de gás natural liquefeito do país.

O campo de gás de South Pars é partilhado pelo Irão e o Qatar, constituindo o maior campo de gás natural do mundo. Conhecido como South Pars no Irão e como North Field (ou North Dome) no Qatar, este enorme recurso offshore partilhado estende-se ao longo da fronteira marítima no Golfo Pérsico, servindo como uma fonte de energia essencial para ambas as nações.

A guerra no Médio Oriente provocou instabilidade no fluxo e no preço do petróleo a nível mundial, levando Trump a suspender por 60 dias uma lei que obriga o transporte de crude a ser feito exclusivamente de um porto norte-americano para outro em embarcações nacionais, com o objetivo de travar a subida dos preços da gasolina.

Preço do gás na Europa dispara 35% após ataques a infraestruturas energéticas

O preço do gás na Europa disparou hoje 35% após os ataques às infraestruturas energéticas no Médio Oriente, em particular um ataque iraniano à maior instalação de produção de gás natural liquefeito (GNL) do mundo, no Qatar.

Pouco depois do início das negociações às 07:00 de hoje (06:00 em Lisboa), o contrato de futuros holandês TTF, considerado a referência europeia, subiu 28,06% para 70 euros por megawatt-hora, depois de ter chegado a subir 35%.

A empresa estatal de energia do Qatar reportou hoje "danos consideráveis" no complexo de gás de Ras Laffan, após novos ataques com mísseis contra este local crucial, alimentando receios quanto ao fornecimento internacional de energia.

Doha esclareceu posteriormente que todos os incêndios no local estavam "controlados", acrescentando que não houve feridos e que as operações de arrefecimento e segurança continuavam.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou destruir o campo de gás de South Pars, no Irão, caso o país lançasse outro ataque contra instalações de gás no Qatar.

Lusa

China opõe-se à inaceitável eliminação de líderes nacionais

A China afirmou hoje que “a eliminação de líderes nacionais e ataques contra alvos civis no Irão são absolutamente inaceitáveis”, após Israel ter morto o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão e ex-presidente do parlamento, Ari Larijani.

O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Lin Jian afirmou, em conferência de imprensa, que Pequim “se opõe sistematicamente ao uso da força nas relações internacionais”.

Lin lamentou que “as chamas da guerra se estejam a expandir pelo Médio Oriente e que as tensões regionais estejam a aumentar”.

“Um cessar-fogo imediato e o fim das hostilidades representam a aspiração comum da comunidade internacional”, acrescentou o porta-voz, apelando “a todas as partes envolvidas” para que interrompam “imediatamente as operações militares e evitem que a situação regional se torne incontrolável”.

Lusa

Qatar reporta "incêndios de grandes proporções" em instalações de gás natural

O Qatar informou hoje que ataques com mísseis iranianos danificaram mais instalações de gás natural liquefeito no país rico em recursos energéticos, "provocando incêndios de grandes proporções e danos adicionais extensos".

De acordo com a Qatar Energy, empresa estatal de petróleo e gás do país, o combate aos incêndios ainda decorre e, até ao momento, não se registaram feridos.

O Qatar, que é um importante fornecedor de gás natural para os mercados energéticos mundiais, já tinha suspendido a produção no início da guerra, e estes danos extensos podem atrasar o país no pleno regresso ao mercado após o fim da guerra com o Irão.

Lusa

Acompanhe aqui todas as incidências do dia sobre a guerra no Médio Oriente

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