O ex-primeiro-ministro português António Costa desloca-se nesta terça-feira ao Parlamento Europeu, que inicia a legislatura em Estrasburgo, para tentar convencer os eurodeputados da Aliança Progressista dos Socialistas & Democratas a votarem em bloco na recandidata à presidência da Comissão Europeia, a alemã Ursula von der Leyen, apresentada pelo Partido Popular Europeu..O socialista português, que irá tornar-se presidente do Conselho Europeu, no âmbito de um acordo entre as principais famílias europeias, vai participar, na tarde desta terça-feira, numa reunião do grupo que inclui os oito eurodeputados do PS..A eleição da presidente da Comissão Europeia está marcada para a manhã de quinta-feira – já nesta terça-feira fica a saber-se quem presidirá o Parlamento Europeu nos próximos dois anos e meio, com a maltesa Roberta Metsola, do Partido Popular Europeu, que se recandidata, a enfrentar a espanhola Irene Montero, do grupo da Esquerda..Ursula von der Leyen necessita de obter o voto de 361 deputados, pois a presidência da Comissão Europeia implica maioria absoluta. E, sendo esse objetivo fácil de cumprir caso se cumpra o compromisso entre o Partido Popular Europeu, os Socialistas & Democratas e o Renew Europe, entre o centro-direita europeu existe a desconfiança de que muitos eurodeputados liberais do Renew Europe poderão não votar na alemã, o que implicaria a queda do consenso que fará de António Costa presidente do Conselho Europeu e da liberal Kaja Kallas, até agora primeira-ministra da Estónia, a próxima alta representante para a Política Externa..Tendo em conta que o voto é secreto, e que muitos eurodeputados socialistas poderão “chumbar” o nome de Ursula von der Leyen, António Costa tentará assegurar um cerrar de fileiras que permita a eleição da alemã. Se isso acontecesse, o Conselho Europeu apresentaria um novo candidato no espaço de um mês, sendo garantido que o Partido Popular Europeu não apresentaria um novo nome..De qualquer forma, o Partido Popular Europeu, que volta a ter a maior bancada do Parlamento Europeu, quis alargar a “grande coligação” informal que tem dominado a política de Bruxelas e Estrasburgo, procurando apoios entre os Verdes e os Conservadores e Reformistas, grupo de direita que inclui os Irmãos de Itália, da primeira-ministra italiana Giorgia Meloni.