Anel oferecido a Trump resultou no levantamento de tarifas? Responsáveis juram que não
Sob acusações de suborno pelo anel oferecido a Donald Trump, os responsáveis pelo setor dos diamantes na Bélgica garantem que são inocentes. Certo é que, semanas mais tarde, beneficiaram do recuo dos EUA no que diz respeito a tarifas.
Em causa está um anel feito em ouro de 18 quilates, o que significa que é composto a 75% por ouro puro, mas isto nem é o mais impressionante. É que o mesmo anel contém 321 diamantes.
Foi uma oferta ao presidente dos EUA pelo Centro Mundial de Diamantes de Antuérpia (AWDC, na sigla em inglês), que representa a indústria dos diamantes naquela cidade belga. À data, o setor era alvo de tarifas alfandegárias, o que significa que as empresas pagavam para vender para os EUA.
Semanas mais tarde, Trump viria a ilibar o setor na Europa das mesmas tarifas. Uma decisão que, de acordo com os responsáveis, em nada está relacionada com a oferta.
"A discussão sobre as tarifas dos EUA às importações foi totalmente separada do [anel oferecido]", disse a instituição, através de um comunicado, que se seguiu a acusações dos Democratas nos EUA. "O anel foi oferecido na ocasião da celebração oficial dos 250 anos da independência americana, organizada pela Embaixada dos EUA na Bélgica. Sem essa celebração, não haveria anel", pode ler-se.
Dois senadores do Partido Democrata exigiram explicações e alertaram que a oferta levanta questões legais ligadas à lei federal de subornos, válida nos EUA. De acordo com os próprios, o AWDC e a David Gotlib Luxury Cufflinks, que também esteve envolvida, poderão ser alvo de acusações criminais.

