A ONU denunciou esta segunda-feira, 12 de janeiro, que 2025 foi o ano mais letal para os civis ucranianos - 2.514 mortes - desde 2022, ano em que a Rússia iniciou a invasão em larga escala da Ucrânia.Numa reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a situação na Ucrânia, a subsecretária-geral Rosemary DiCarlo apontou para as conclusões da Missão de Monitorização dos Direitos Humanos das Nações Unidas no país, que verificou a morte de 2.514 civis e o ferimento de 12.142 no passado.Segundo a Missão, o número total de civis mortos e feridos em 2025 foi 31% maior do que em 2024, quando se registaram 2.088 mortos e 9.138 feridos e 70% superior a 2023 (1.974 mortos e 6.651 feridos).No total, desde o início da invasão em grande escala da Ucrânia por Moscovo em fevereiro de 2022, o Gabinete do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos verificou que pelo menos 14.999 civis foram mortos, incluindo 763 crianças, e 40.601 civis ficaram feridos, sendo que 2.486 eram menores..Conselho de Segurança da ONU reúne-se a pedido de Kiev após ataques russos. "Os números reais são provavelmente maiores", destacou Rosemary DiCarlo, subsecretária-geral da ONU para Assuntos Políticos e de Consolidação da Paz.Na reunião desta segunda-feira do Conselho de Segurança, DiCarlo denunciou "um padrão bem estabelecido e profundamente preocupante" da parte da Rússia, que tem intensificado os ataques contra a Ucrânia quando as condições meteorológicas se agravam e a necessidade de aquecimento da população se torna mais urgente."O impacto destes ataques é sentido com mais força pelos mais vulneráveis: idosos, crianças e pessoas com mobilidade reduzida", lamentou. .Ex-presidente russo lança ameaça aos "governantes idiotas da Europa" no caso de enviarem forças para a Ucrânia