A Mome, gestora imobiliária sediada no Porto, quer criar novos modelos residenciais no país. Depois do lançamento do projeto cooperativo privado Pedras.coop, em Gaia, atualmente em fase de construção, a empresa definiu uma estratégia assente no desenvolvimento de formatos habitacionais emergentes e replicáveis em parceria com outras entidades. Segundo Francisco Rocha Antunes, fundador e presidente executivo da empresa, o objetivo é dar ao mercado empreendimentos residenciais cooperativos, coletivos (co-living) e acessíveis (cost-rental, ou arrendamento de longa duração baseado em custos).Como explica o gestor, a Mome atua de forma transversal em toda a cadeia de valor do desenvolvimento imobiliário, desde a identificação de oportunidades e conceção de projetos, ao desenvolvimento, desenho e construção de habitação. Para pôr em marcha todas estas valências, conta “com uma equipa multidisciplinar e uma rede sólida de parceiros”, que estão alinhados com os valores da empresa de sustentabilidade, qualidade e impacto positivo a longo prazo, frisa. Segundo Rocha Antunes, esta estratégia teve a sua primeira materialização na parceria com a Revive, uma plataforma belga de desenvolvimento e investimento imobiliário, e regeneração urbana. Esta aproximação resultou na aquisição de um terreno no Porto, onde está prevista a construção de 400 fogos habitacionais, num investimento da ordem dos 140 milhões de euros. O empreendimento encontra-se em fase de planeamento e conceção, para, logo à partida, estabelecer requisitos para uma futura comunidade integrada, sustentável e inclusiva. Como salienta Rocha Antunes, tanto a Mome como a Revive têm certificação internacional B Corp, uma garantia de respeito por matérias como responsabilidade social, ambiental e de governança, mas também de criação de um sistema económico mais inclusivo, equitativo e justo. Na prática, o gestor assume querer desenvolver projetos que, independentemente do formato, respondam “aos nossos padrões de sustentabilidade, qualidade espacial e funcionalidade, sempre com foco na capacidade e nas necessidades reais das pessoas”. .Torres de 150 milhões vão transformar Gaia até 2030.Libertas estreia conceito “construir português” com investimento de 70 milhões no Montijo