Premium Governo merece 14,9 valores. Na saúde muito bem, na economia nem por isso

Vinte e cinco personalidades avaliam o desempenho do Executivo desde que o covid-19 chegou a Portugal - só cinco não quiseram dar nota. A média dos 20 que a atribuíram dá um 14,9. Para a saúde há elogios, as críticas surgem sobre a morosidade nos apoios sociais e económicos.

Não é uma nota com distinção, mas é uma boa nota para um governo que de um dia para o outro se viu a braços com uma grave crise sanitária que, em menos de nada, se transformou também numa crise económica sem fim à vista: aumento do desemprego, empresas encerradas, milhares de trabalhadores em lay off, um dos setores mais rentáveis como o do turismo completamente parado... uma sucessão de más notícias que só não parecem tão negativas quando Portugal é dado como um bom exemplo europeu no combate à pandemia de covid-19 - os números são baixo comparados, por exemplo, com a vizinha Espanha, mas ainda assim o nosso país já em a lamentar a morte de 1114, 9 nas últimas 24 horas.Os casos - 27 268 -registaram subidas mais altas nos últimos três dias.

Vinte e cinco personalidades das mais variadas áreas da sociedade portuguesa - da saúde à educação, da ciência à cultura - dizem de sua justiça e dão a sua opinião sobre a forma como o Governo está a gerir a pandemia. E se parece certo que a grande maioria considera que do ponto de vista sanitário as respostas foram adequadas porque não houve colapso do Serviço Nacional de Saúde (SNS), já do ponto de vista social, surgem as reticências... Demorada e incompleta são alguns classificativos para a resposta social apoios às empresas. Certo é que ninguém dá nota negativa ao Executivo - de 0 a 20, a mais baixa fica-se pelo 12 e a mais alta é um 19.

Apesar das críticas que se fazem ouvir na demora das prestações sociais, o primeiro-ministro, António Costa, esta semana fez questão de dar uma resposta, carregada de ideologia até: "Se a crise da covid-19 não conduziu a circunstâncias mais dramáticas do que aquelas que estamos a viver, isso deve-se ao esforço extraordinário da Segurança Social. Esta crise tem sido muito pedagógica para quem tinha muitas dúvidas sobre a importância do Estado social e sobre os nossos sistemas públicos."

Até pode parecer estranho falar-se de morosidade numa crise que leva dois meses - só que estes dois meses são como dois anos para quem, de um dia para o outro, deixou de ganhar um tostão, viu o seu rendimento drasticamente reduzido ou teve de fechar a sua empresa. As demoras também as justifica António Costa, dando como exemplo o aumento exponencial do número de trabalhadores em lay off. "Nos 12 meses anteriores [à pandemia de covid-19], o Instituto de Segurança Social tinha processado 515 pedidos, mas no último mês e meio está a processar 103 mil requerimentos. Se estes 103 mil pedidos fossem tramitados com o mesmo ritmo do ano passado, precisar-se-ia de 187 anos para responder a todos os pedidos."

Chef Vítor Sobral: 12

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