Preços das habitações subiram 18,4% no espaço de um ano, mas desaceleram em Lisboa e no Porto

Preços das habitações subiram 18,4% no espaço de um ano, mas desaceleram em Lisboa e no Porto

A subida dos preços praticados perdeu força no segundo trimestre, tendo desacelerado de forma significativa nos municípios de Lisboa e Porto. O preço mediano foi de 2.445 euros por metro quadrado.
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Os preços de alojamentos familiares subiram 18,4% no segundo trimestre, face ao mesmo período do ano passado (variação menos vincada do que no primeiro trimestre). Nos municípios de Lisboa e Porto, as subidas perderam força.

De acordo com os dados do INE divulgados esta sexta-feira, 23 de outubro, foram transacionados 37.854 alojamentos familiares no segundo trimestre, ao preço mediano de 2.445 euros por metro quadrado. O valor subiu 18,4% face ao mesmo período do ano passado (desacelerou face aos 19,8% do primeiro trimestre).

O preço mediano subiu de forma particularmente acentuada nas sub-regiões Médio Tejo (25,4%), Oeste (24,0%), Lezíria do Tejo e Região Autónoma dos Açores (ambas com 23,9%) e Península de Setúbal (22,2%). De resto, registaram-se incrementos em todas as 26 sub-regiões NUTS III.

Por outro lado, o número de transações realizadas caiu 9,0% no território nacional, em termos homólogos.

Ora, os preços da habitação mais elevados registaram-se nos municípios de Lisboa (5.299 euros por metro quadrado), Cascais (5.200 euros) e Oeiras (4.704 euros). Ao mesmo tempo, a subida dos preços acelerou (significa que a taxa de variação homóloga foi mais alta do que no trimestre anterior) em 10 dos 24 municípios com 100 mil habitantes (menos um do que no primeiro trimestre).

As maiores acelerações registaram-se nos municípios de Loures (mais 9,7 pontos percentuais) e Matosinhos (mais 9,5 p.p.). No sentido oposto ficaram os municípios de Lisboa e Porto (descidas de 8,9 p.p. e 5,4 p.p.), ao passo que a maior desaceleração teve lugar em Guimarães (menos 13,4 p.p.), no segundo trimestre.

Residentes no estrangeiro pagam mais em Lisboa e no Porto

Nos grandes centros urbanos, os preços pagos por compradores com domicílio fiscal no estrangeiro foram muito mais elevados do que a média. Por comparação com quem tem residência fiscal em solo nacional, a diferença foi de 47,0% na Grande Lisboa e 37,5% na Área Metropolitana do Porto.

É que, para estes, as habitações ficaram 15,7% mais caras do que no segundo trimestre do ano passado, ao atingirem um valor mediano de 3.182 euros por metro quadrado. Para quem tem residência fiscal em Portugal, a mediana foi de 2.421 euros.

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