Depressão Kristin. CIP reclama chegada rápida de apoios ao terreno
Reinaldo Rodrigues

Depressão Kristin. CIP reclama chegada rápida de apoios ao terreno

Presidente da confederação alerta que a rapidez da atribuição das ajudas é "tão importante como os próprios apoios”. Há empresas que vão precisar de meses para reativar a atividade.
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A CIP – Confederação Empresarial de Portugal alerta para a necessidade de "respostas de emergência" e de "medidas de prevenção e de relançamento da economia nos setores mais afetados”, após a devastadora passagem da depressão Kristin, a que se juntam agora as previsões de chuva intensa para os próximos dias.

Para Armindo Monteiro, presidente da CIP, “é fundamental que, até ao final de fevereiro, as empresas afetadas tenham recebido os primeiros apoios e posto em marcha os seus processos de recuperação de atividade fabril e de património”. Unidades industriais, agroindústria, logística, hospitalização privada, centros comerciais e turismo são atividades a carecer de apoio urgente .

Em comunicado, a CIP defende que, "neste momento crítico, é fundamental que a máquina produtiva possa continuar a funcionar, fornecendo bens e serviços a toda a população no país e cumprindo os seus compromissos com encomendas para o estrangeiro".

"A atividade económica não pode parar”, salienta Armindo Monteiro, no comunicado.

Ainda antes do Conselho de Ministros antecipado deste domingo, a CIP propôs ao governo o lançamento de "medidas excecionais, mobilizando fundos europeus para o apoio às empresas, sejam estes do Fundo de Coesão ou de verbas sobrantes do PRR". Sugeriu também a criação de "linhas de crédito com juros bonificados, ou garantias mútuas para alavancar empréstimos bancários".

“Para além das medidas em si, é muito importante que o governo legisle a dispensa da autorização prevista para concessão de auxílios financeiros ou a celebração de contrato ou protocolo entre entidades como o IAPMEI ou a AICEP, autarquias locais ou as CCDR, para a atribuição e gestão de apoios às empresas afetadas”, afirma Armindo Monteiro.

Como adianta, “a rapidez da atribuição dos apoios é, neste caso, tão importante como os próprios apoios”.

A CIP propôs ainda que os apoios a atribuir possam dispensar o visto prévio do Tribunal de Contas, sendo concedidos ao abrigo do regime excecional de contratação pública, para que cheguem rapidamente ao terreno empresarial.

Desde quarta-feira que a CIP tem em funcionamento um Gabinete de Crise que, em articulação com as associações empresariais setoriais, regionais e locais, bem como com várias entidades da administração pública, está a compilar os danos sofridos pelo tecido económico.

Segundo adianta, existem estragos muito diversos, desde empresas sem eletricidade para poderem funcionar, a outras que, por estarem totalmente destruídas, vão precisar de meses para retomar a sua atividade, eventualmente com recurso a lay off. Falta de comunicações, incumprimento de encomendas ou quebras nas cadeias de valor, são outras situações relatadas.

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