Oficial: Volta a Portugal adiada e sem data para ir para a estrada

Governo e DGS deram ok para o ciclismo voltar à estrada na data prevista, mas a organização adiou a prova para uma data ainda a confirmar. Há já há quem tema o cancelamento.

Viseu também está fora. Depois de Viana do Castelo também a Câmara Municipal de Viseu informou a organização da Volta a Portugal em bicicleta de que não existem condições para receber a prova este ano. É a segunda desistência numa semana e já depois de o Governo e a DGS darem ok ao regresso do ciclismo à estrada e de terem aprovado as regras para o evento.

A RTP, televisão oficial da prova, anunciou que a Volta a Portugal será adiada ao início da tarde. Já de noite a Podium, empresa de Joaquim Gomes que organiza a prova, emitiu um comunicado a oficializar o adiamento e sem data marcada. "Com a evolução da pandemia, nos termos propostos na revisão do plano sanitário e tendo em conta as manifestações públicas e particulares de não autorização da passagem e permanência da Volta a Portugal em Bicicleta por diversos municípios integrantes do percurso da prova, as duas entidades concluíram que não se encontram reunidas, por ora, as condições necessárias para a realização da 82ª Volta a Portugal Santander no mês de agosto", informou a Podium.

"A Volta é um incontornável evento nacional e motor desta grande modalidade desportiva que é o
ciclismo, por essa razão a Podium e a Federação Portuguesa de Ciclismo estão neste momento a equacionar outros cenários e a procurar ativamente encontrar com os seus parceiros uma data alternativa para a realização do evento, ainda em 2020", garantiu a organização.

Mas há quem tema que o adiamento passe a cancelamento se mais câmaras seguirem o exemplo de Viana do Castelo e Viseu.

"Viseu gosta muito da Volta a Portugal, tem uma ligação umbilical com a Volta a Portugal, mas achamos que não há condições, este ano, para Viseu acolher a Volta a Portugal. (...) Em primeiro lugar está a segurança das pessoas. Não podemos correr riscos e não podemos dar sinais contraditórios", defendeu António Almeida Henriques, explicando que a autarquia não pode anular eventos como a Feira de São Mateus ou a Meia Maratona do Dão em nome da saúde pública e depois permitir a prova rainha do ciclismo nacional.

Ainda mais quando as milhares de pessoas que todos os anos se deslocam a Viseu para ver passar os ciclistas este ano não o possam fazer.

A Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC), assim como a DGS, anunciaram que a Volta a Portugal em bicicleta ia decorrer na data prevista, entre 29 de julho e 9 de agosto, assegurando o distanciamento social e sem concentrações com mais de 20 pessoas, nas partidas e chegadas. Ter maior precaução nas partidas e chegadas, que serão sem animação e talvez sem público; cerimónias de pódio mais simples e sem o tradicional beijinho; partidas sem livro de ponto, para impedir que a caneta passe de mão em mão; medidores de febre e testes de covid-19 a todos os que tiverem acreditação para o evento foram algumas das medidas aprovadas para garantir que a Volta ia para a estrada.

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