Guerin perdeu 23 segundos no Peso da Régua.
Guerin perdeu 23 segundos no Peso da Régua.Nuno Veiga/Lusa

Volta a Portugal. Guerin perde 23 segundos no Peso da Régua, Rui Oliveira é batido na meta por Isasa

Etapa 6 foi alucinante e o camisola amarela, sem apoios, ficou ligeiramente para trás e cedeu num dia onde não era expectável. Euskaltel vence após Oliveira atacar freneticamente.
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Na sexta etapa em linha, a mais curta da Volta a Portugal de 2026, houve hoje animação e dano feito na geral individual. Depois de cerca de duas dezenas de fugitivos não terem grande espaço cedido pelo pelotão, os últimos 30 km na aproximação ao Peso da Régua tiveram ataques sucessivos e sentiu-se a vulnerabilidade da Anicolor, que acabou com o camisola amarela Alexis Guerin a perseguir nos derradeiros 5000 metros. Chegou no segundo grupo, a 22 segundos dos principais adversários. Artem Nych, companheiro de equipa, estava à sua frente, ripostou a ataques e fica a 49s, enquanto Tiago Antunes, que ainda bonificou num intermédio, está a 1m28s da amarela.

A 27 km da meta, o ataque de Pedro Pinto, da Efapel, abriu porta ao sonho de Fábio Costa, do Boavista, nono classificado. Mas quando o axadrezado foi alcançado com um sólido trabalho da Anicolor houve descontração e permitiu-se que o grupo escapado tentasse a sua sorte.

Rui Oliveira, da UAE Emirates, puxou dos galões, levou na roda Xabier Isasa, da Euskaltel, para procurar a vitória. O duo fez uma descida frenética, Oliveira pontuava nas metas volantes, em busca da camisola laranja, e tinha 30 segundos de vantagem. A 1000 metros do sprint já via no retrovisor um grupo perseguidor. Foi titânica a luta e pouco depois de três horas de etapa, Rui Oliveira teve de arriscar e sprintar a 200 metros da meta, de modo a não ser alcançado por Francisco Campos, já vencedor de etapa, em Sintra. A 110 km de casa, em busca da primeira vitória como profissional na estrada, o campeão olímpico de pista, gaiense, foi batido por Isasa, de 24 anos, dando uma alegria à equipa basca que tem dois homens no top-10 da geral individual. "Tínhamos de estar na frente e atentos às oportunidades. Sentia-me bem. Foi uma etapa duríssima. Sabíamos que as médias horárias seriam muito altas. Era preciso ter cabeça fria, costumo ser de cabeça quente [risos] e resultou ao sprint", destacou, feliz, Isasa pela primeira vitória como profissional, ele que já fora quarto na tirada de Albufeira.

"Foi um sprint 100 metros longe de mais, dei 200%, não podia ter feito mais. É um grande sofrimento. Não foi possível ganhar. Fiz um reconhecimento desta etapa, fiz de mota, conhecia cada canto da estrada, queria dar esta vitória a todos os meus amigos e família, tenho muito carinho por esta zona, moro perto, mas não foi possível", disse, emocionado, nitidamente desiludido pelo resultado Rui Oliveira. "Vou-me deitar orgulhoso, fui quem mais fiz por ganhar", realçou, assumindo a meta de envergar a laranja no fim da Volta.

Francisco Campos, do Tavira, seria terceiro, seguido por Tiago Antunes, o grande beneficiado na geral individual, Artem Nych e ainda Pericas, da UAE. O espanhol ganhou alguns segundos a José Fernandes, da GI Group Holding-Simoldes-Oliveirense, que também ficou no corte e subiu a quarto classificado.

Não eram esperadas tantas mexidas na ida ao Douro, mas fica o aviso e o claro endurecimento para uma jornada dantesca pelo Gerês, com três subidas, duas delas de primeira categoria e com vários setores de empedrado, marcadas para esta quinta-feira.

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