Tadej Pogacar (centro), com Jones Vingegaard (esq.) e Remco Evenepoel (dir.). O pódio do Tour 2024 sai beneficiado no contrarrelógio.
Tadej Pogacar (centro), com Jones Vingegaard (esq.) e Remco Evenepoel (dir.). O pódio do Tour 2024 sai beneficiado no contrarrelógio.EPA / Sebastien Nogier

Volta a França tem 71 km de contrarrelógio e três chegadas em alto

Percurso da edição de 2027 aproxima-se do de 2012, quando Wiggins conquistou o Tour. Partida é de Edimburgo, Escócia.
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Foi esta quinta-feira, dia 22 de outubro, apresentada a Volta a França de 2027 e há uma aproximação aos moldes de 2012, quando venceu o contrarrelogista Bradley Wiggins,então com mais de 100 km de "crono" favoráveis à conquista do Tour pelo britânico.

Na próxima edição, os dois esforços individuais totalizarão 71 km e beneficiam os especialistas, à cabeça Remco Evenepoel, da Red Bull-Bora-Hansgrohe, embora Tadej Pogacar, da UAE, e Jonas Vingegaard, da Visma, sejam atletas altamente competentes também no contrarrelógio. Quase triplica o número de quilómetros: em 2026 haviam sido 28. Será uma edição menos montanhosa, já que apenas se consideram nesse perfil seis etapas, havendo três chegadas em alto.

Serão os Pirenéus a decidir a corrida na terceira semana, porém abdicou de se ir ao Galibier, Izoard e Alpe d’Huez nos Alpes, ou ao Mont Ventoux, este último na Provença.

Vinte anos depois do sucesso do arranque em Londres, é tempo de a Escócia receber a abertura da corrida pela primeira vez. Edimburgo acolhe a 28.ª partida fora de França, em etapa que se prevê favorável a sprinters.

As três primeiras etapas percorrem Escócia, Inglaterra e País de Gales, ao quarto dia entra-se em França com três jornadas de colinas antes do primeiro crono de 38 km planos, embora a sexta tenha previsão de sprint.

A alta montanha aparece à 9.ª etapa, que acaba no Grand Colombier, da cordilheira do Jura. Na 10.ª, seis subidas curtas, mas de elevada dificuldade, que replicam parte do trajeto pretendido no Mundial de 2027.

Os verdadeiros desafios alpinos chegarão com uma etapa curta, mas extremamente exigente. O percurso passará pelo Col de la Colombière, pelo Col de la Croix Fry e pelo Col de la Forclaz antes da chegada em Les Saisies, finalizando no Montée de Bisanne, com 12,4 km a 8,3%, uma ascensão capaz de provocar diferenças expressivas entre os candidatos ao título. Depois, duas etapas planas (12.ª e 13.ª), na 14.ª há uma íngreme subida final até ao aeródromo de Mende.

Os 33 km de crono de Toulouse acontecem à 16.ª etapa, nas etapas 18 e 19 joga-se a corrida. Na 18.ª, considerada a etapa rainha, o pelotão enfrentará o Col du Soulor, com 11,8 km a 7,3%, o Col du Tourmalet, com 19 km a 7,4%, e a Hourquette d’Ancizan, com 8,2 km a 5,1%. Chegará ao Col du Portet, ascensão de 16 km a 8,7%. Pogacar já lá venceu em 2021.

O esloveno também foi o mais forte, em 2020, em Laruns, meta da 19.ª etapa, que passa pelo Col de Burdinkurutzeta, com 8,7 km a 9,3%, pelo Col de Bagargui, com 4,8 km a 6,4%, pelo Col de Soudet, com 15,1 km a 7,2%, e pelo Col de Marie Blanque, com 7,7 km a 8,6%, desgastando o pelotão na despedida da luta pela camisola amarela.

A etapa 20 é para sprinters, na 21.ª os Campos Elísios voltam a ter Montmartre, lugar onde Pogacar tem tentado fazer diferenças para ganhar, finalmente, nos Campos Elísios, embora os tempos tenham estado sempre neutralizados quando decorre essa subida em paralelo.

"Se queres encontrar novas subidas, é preciso aceitar que, em determinado momento, não podemos ter sistematicamente as mais conhecidas. […] Há anos em que não há nem o Galibier, nem o Tourmalet, o Alpe d’Huez ou o [Mont] Ventoux. No percurso, teremos as subidas do futuro, que também são terríveis. E teremos o Tourmalet", salientou o diretor da prova, Christian Prudhomme.

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