Tribunal espanhol decide que não há qualquer responsabilidade criminal nas mortes de Diogo Jota e André Silva
Não há qualquer tipo de indícios de responsabilidade criminal nas mortes de Diogo Jota e do irmão mais novo do internacional português, André Silva, decidiu a Justiça espanhola, segundo o jornal online The Athletic.
Após ter levado a cabo uma investigação e analisado as provas recolhidas no local do acidente, um tribunal espanhol decidiu que o processo-crime iria ser arquivado.
"O Tribunal de Primeira Instância de Puebla de Sanabria arquivou o caso em novembro do ano passado, após avaliar as provas documentais do processo e, em particular, os relatórios periciais emitidos pela Unidade de Trânsito da Guardia Civil", adianta o portal, que cita fonte do Tribunal Superior de Justiça de Castela e Leão.
O arquivamento não impede, porém, a possibilidade de as partes afetadas intentarem uma ação civil para reclamar o que considerem apropriado.
A investigação também revelou que o Lamborghini em que Diogo Jota e André Silva seguiam sofreu um acidente devido ao excesso de velocidade aquando da ultrapassagem de uma outra viatura.
Os dois irmãos morreram a 3 de julho do ano passado, na sequência de um acidente na A52, em Cernadilla, Zamora, Espanha, quando o rebentamento de um pneu levou a que o internacional português, 28 anos, perdesse o controlo do veículo, que acabou por embater no separador central. Uma fuga no depósito de combustível motivou uma explosão.
André Silva, 25 anos, acompanhava o irmão na viagem rumo a Santander, onde iriam apanhar um ferry rumo ao Reino Unido, para que Diogo Jota integrasse os trabalhos de pré-época do Liverpool.
Jota havia sido desaconselhado pelos médicos a viajar de avião para evitar a pressão da altitude, uma vez que semanas antes tinha feito uma pequena cirurgia a uma lesão pulmonar.
