Sporting vence Lens por 2-0 e chega aos seis pontos em duas jornadas de Liga dos Campeões
Depois de ganhar ao Galatasaray em casa, o Sporting prosseguiu o trilho vitorioso na Liga dos Campeões e somou o segundo triunfo consecutivo, somando seis pontos em seis possíveis no arranque da fase de liga.
Os golos ficaram a cargo de Luis Suárez, na primeira parte, e de Doumbia, já na segunda parte. Os leões deram sequência a vários contra-ataques e assim contornaram o jogo mais posicional do Lens.
Para tentar o segundo momento da história com duas vitórias nos dois primeiros jogos da fase de grupos (Rúben Amorim conseguiu o feito em 2022, mas não se apurou para os oitavos de final), Rui Borges procedeu com mexidas importantes na ida a França e entregou a baliza a Kaique, guarda-redes de 23 anos recrutado ao Palmeiras, que ontem se estreou pelos leões e na Liga dos Campeões. À frente do quarteto Fresneda, Quaresma, Inácio e Maxi Araújo, colocou João Simões ao lado de Altimira, soltando Doumbia, como médio mais solto para chegar à área do Lens. Geny Catamo e Irankunda ocuparam as alas, Suárez o centro do ataque.
O primeiro susto foi protagonizado por Ivanovic, avançado do Benfica cedido aos franceses, e com algum capricho a bola não foi parar à baliza leonina. Ainda assim, não houve instabilidade para o Sporting que, aos 22 minutos, lançou um contra-ataque letal. João Simões conduziu pelo meio, Irankunda cruzou e ao primeiro poste uma entrega cafetera, com o toque para o golo de Luis Suárez, o sétimo na Liga dos Campeões para o colombiano em 12 jogos pelos leões, um recorde agora na história verde e branca, ultrapassando Liedson, Gyokeres e Francisco Trincão.
Dez minutos volvidos e nova bola nas costas da defesa francesa. Valeu Risser a evitar o bis de Suárez. A estratégia de sair em contragolpe compensou e até final da primeira parte Kaique só foi chamado mais uma vez a intervir, embora, com alguma fortuna, o Sporting se tenha desviado do empate, uma vez que o remate de Ivanovic embateu no poste e teria, à partida, selo de golo caso fosse enquadrado.
Na reentrada, após o intervalo, Geny Catamo e Maxi Araújo apareceram em boa posição, mas viram intenções negadas com desvios da defesa adversária. Os momentos seguintes, a pisar os 60 minutos, foram dos guarda-redes. Kaique fez uma defesa importante, já quando Ivanovic tinha sido substituído, depois foi Risser, com os pés, a trancar a baliza, negando o 2-0 a remate de João Simões.
Rui Borges teve dedo certo no banco. Lançou Silas Andersen para trancar o meio-campo e Jesse Derry para refrescar as alas. O extremo britânico tirou dois rivais da frente, o dinamarquês entregou a Doumbia que, liberto de oposição, aproveitou a subida do guarda-redes adversário para o 2-0 aos 74 minutos.
À exceção de Thauvin, que foi criando jogadas de perigo ao longo de todo o jogo, o Sporting guardou a vantagem e foi feliz em França para, pela segunda vez na história, ganhar dois jogos seguidos num arranque na Champions.
O clube gaulês, campeão uma única vez, em 1998, está na quarta participação na Liga dos Campeões, na qual nunca passou a fase de grupos, e soma agora três pontos, depois de ter vencido, na ronda inaugural, o Slávia de Praga.
Os leões sabem que os encontros com o LASK Linz, a 21 de outubro, em casa e o embate com o Shakhtar, fora, a 3 de novembro, poderão ter impacto importante nas contas finais, sabendo que o final de competição prevê idas a Roma e a Inglaterra, para defrontar o Man. City, além de receber Man. United e Barcelona.
Rui Borges iguala Amorim
Rui Borges alcançou o oitavo triunfo pelo Sporting na Liga dos Campeões e passa a estar equiparado a Rúben Amorim. A curiosidade é que Rui Borges passa a ocupar o estatuto de mais vencedor, em igualdade com Amorim, exatamente com os mesmos jogos disputados (18). Frederico Varandas destacou a performance do transmontano na última Liga dos Campeões e os números europeus continuam a dar substância ao elogio. “Estou feliz pelo que tenho feito. Estou aqui com muito mérito e competência. O Rui [Borges] também tem um longo caminho a percorrer como treinador”, disse à Sport TV na análise, rejeitando que a prova europeia seja uma resposta aos empates anteriores no campeonato. “Fomos muito fortes nos contra-ataques e aqui ou ali conseguimos segurar a bola. Foi um jogo muito competente de todos”, resumiu.
Suárez assinalou o recorde. “É um orgulho enorme entrar na história deste grande clube. Tanto os adeptos como eu passámos por momentos muito difíceis, mas o dia de hoje é de alegria, depois de todo o trabalho que temos feito e pelo sofrimento que passei”, reagiu quanto aos sete golos na Champions.

