A Arábia Saudita tem consolidado, nos últimos anos, uma posição de destaque no panorama do futebol mundial por atrair estrelas para o seu campeonato local. Cristiano Ronaldo, acima de todos, tem valorizado o salto competitivo da Liga, já disse que considera a prova acima da Ligue 1 em termos de equilíbrio, e em 2026, no Mundial, essa mesma evolução vai a teste. Já que existe uma limitação de utilização de estrangeiros por encontro no campeonato, tem-se visto o desenvolvimento dos jogadores sauditas, especialmente defesas.A seleção saudita foi campeã da Taça Asiática em três ocasiões, participou desde final do século XX e no século XXI com regularidade em Mundiais. Esteve no certame de 1994 a 2006 e encadeou presenças desde 2018 até esta edição. Já sabe que em 2034 estará qualificado por ser anfitrião. O momento mais emblemático da sua história ocorreu no Mundial de 2022, no Qatar, quando derrotou a Seleção da Argentina por 2-1 na fase de grupos. Os Falcões Verdes secaram Messi e companhia e escandalizaram o mundo. Poucos diriam que essa mesma Argentina recuperaria do tropeção para vir a ser campeã do mundo.Devido ao forte investimento na formação, em academias de futebol e centros de alto rendimento, é expectável que a afirmação do país venha para ficar. Ainda assim, no lote de 30 pré-convocados o mais novo tem 23 anos, um contraste face à maioria das seleções. O capitão e principal desequilibrador, Salem Al-Dawsari, fez dez golos no Al-Hilal. A rivalidade entre Al-Hilal e Al Nassr será outro ponto aliciante para a competição, já que os dois clubes dominam a convocatória com uma mão cheia de atletas cada entre a lista provisória. Saud Abdulhamid, que atua em França, é um ala a ter atenção.Giorgos Donis, ex-jogador grego, mas nascido na Alemanha, foi anunciado recentemente como novo selecionador. O treinador assinou contrato até julho de 2027, comandava o Al Khaleej e já liderou outros emblemas do país do Médio Oriente, como o Al Wehda, o Al Fateh e o Al Hilal. O conhecimento profundo dos jogadores locais levou à escolha para a sucessão de Hervé Renard, o técnico que, no Mundial 2022, protagonizou a única derrota da atual campeã do mundo. A eliminação na meia-final da Taça Árabe propiciou o fim da ligação com o francês. A Arábia Saudita abre a participação a 15 de junho contra o Uruguai, defronta a Espanha dia 21 e Cabo Verde a 27. Os sauditas realizarão dois períodos de preparação nos Estados Unidos, em Nova Iorque e no Texas, onde ajustarão os últimos detalhes para o torneio enfrentando Equador e Senegal. .Mais do que um Mundial: ir aos EUA é prova de vida para a seleção do Irão.Marrocos já não passa despercebido depois do quarto lugar do Mundial 2022