Sem assumir um favoritismo exacerbado, o treinador do Sporting desvalorizou a possibilidade de o Torreense rodar o plantel na final da Taça de Portugal, em virtude de estar um playoff de acesso à I Liga, e assim atrapalhar a preparação dos leões para o que vão encontrar no Jamor, aproveitando para mandar um mandar uma bicada aos rivais."Difícil era estar em casa, a ver na televisão. Estou feliz por poder disputar mais uma final, apenas e só isso. Muito sério na abordagem ao jogo e no que representa. Percebo a questão do favoritismo. Da minha, é seriedade máxima ao olhar para o adversário como qualquer outro. Basta olhar para o nosso caminho, na Taça de Portugal e na Liga, onde perdemos pontos com equipas que desceram. É alerta máximo para a exigência do jogo. É difícil porque todos os jogos... Os jogos que mais me stressam são os da Taça de Portugal, porque sei da dificuldade que é defrontar equipas de escalão inferior e ganhar", afirmou o técnico leonino em conferência de imprensa.Rui Borges mostrou respeito pelo adversário, que milita na II Liga, e está preocupado com a qualidade do Torreense nas bolas paradas e no contra-ataque, lembrando ainda as dificuldades que o Sporting sentiu para eliminar o Paços de Ferreira, equipa do segundo escalão que desceu à Liga 3. "A controlar: as bolas paradas; têm dois centrais que são muito fortes no jogo aéreo. Contra-ataque e ataque rápido: têm jogadores muito rápidos e temos de estar muito preparados para essas transições. Temos de estar muito equilibrados, a nossa linha defensiva e intermédia. A equipa tem de ser muito competitiva. Ainda agora dei o exemplo de estarem sem perder há sete jogos e com cinco clean sheets".O treinador vê dificuldades no jogo. "Vamos ter dificuldades e teremos de estar no nosso melhor para vencer o Torreense. Tivemos dificuldades com o Paços no primeiro jogo da Taça de Portugal e o Paços desceu à Liga 3. O Torreense recentemente colocou dificuldades ao Casa Pia e até terminou com mais remates à baliza do que o Casa Pia. Temos de estar atentos", frisou..Chegar ao Jamor é um bónus de um Torreense que palmilha seguro e centrado na I Liga.Rui Borges desvalorizou ainda o facto de o Torreense estar no Jamor a meio de dois jogos do playoff, acreditando que o cansaço será superado com a motivação de estar nas decisões. "Eu metia os melhores, sem dúvida alguma. A parte de dizer que estão numa luta para subir da televisão, têm três ou quatro dias para respirar e jogar... São jogos em que, com toda a certeza, o mister Tralhão não precisa de motivar os jogadores. Não vai haver cansaço. Se, no início da época, lhes dissessem para assinarem uma folha em como iam disputar a final da Taça de Portugal e o playoff, eles assinavam, com toda a certeza, para disputarem o jogo no seu máximo. Acredito que, independentemente de quem jogar no Torreense, terão uma motivação para lá do normal, o que nos vai dificultar a tarefa. Temos de ser muito sérios, porque tem demonstrado a sua qualidade", acrescentou.Sobre se a conquista da Taça de Portugal seria justa tendo em conta a temporada do Sporting, Rui Borges considerou que "a justiça é relativa". "Acho que o grupo é merecedor de estar nesta final, de lutar pelo troféu e vencê-lo, mas temos de fazer muito para vencê-lo, temos de demonstrar em campo. Teremos pela frente um adversário que vai dar a vida. Temos de estar preparados para a dificuldade, tudo bem que é contra um adversário da segunda divisão, mas que ainda esta semana deixou em dificuldades uma equipa da primeira liga", vinca.Rui Borges também fez um avaliação sobre a época. "A nossa época foi fantástica, em termos de qualidade, das competições em que estivemos inseridos. É certo que não fomos tricampeões, que era o que queríamos. Mas queremos conquistar o segundo troféu mais importante do nosso calendário desportivo", afirmou, garantindo que Ioannidis não estará disponível para o jogo e sem desvendar que guarda-redes estará na baliza: "Poderia dizer que já decidi ou não decidi. Eles ainda não sabem, portanto seria ingrato da minha parte estar aqui a dizer quem jogava.".Sporting-Torreense. António Nobre é o árbitro da final da Taça de Portugal.A conferência de imprensa ficou ainda muito marcada por assuntos de mercado, mas Rui Borges não quis comentar eventuais entradas nem as possíveis saídas de Maxi Araújo, Trincão ou Hjulmand. Sobre o capitão, lembrou que o médio dinamarquês "tem contrato" e tem estado a chateá-lo "para se apresentar dois dias à frente" no início da próxima época, "porque ainda vai jogar pela seleção". O treinador do Sporting desvalorizou ainda o facto de a comitiva leonina ficar a saber se entra ou não diretamente na Liga dos Campeões ao intervalo da final da Taça de Portugal, quando já for conhecido se o Aston Villa vai ou não terminar a Premier League em quarto lugar, fator que garantirá aos verde e brancos entrada direta na fase de liga da Champions..Chegar ao Jamor é um bónus de um Torreense que palmilha seguro e centrado na I Liga.1967. A vitória no Jamor que imortalizou os “Leões de Lisboa”