Rui Borges, treinador do Sporting
Rui Borges, treinador do SportingTIAGO PETINGA/LUSA

Rui Borges sobre final da Taça de Portugal: "Difícil era estar em casa, a ver na televisão"

Treinador do Sporting mostrou respeito pelo adversário, que milita na II Liga, e está preocupado com a qualidade do Torreense nas bolas paradas e no contra-ataque.
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Sem assumir um favoritismo exacerbado, o treinador do Sporting desvalorizou a possibilidade de o Torreense rodar o plantel na final da Taça de Portugal, em virtude de estar um playoff de acesso à I Liga, e assim atrapalhar a preparação dos leões para o que vão encontrar no Jamor, aproveitando para mandar um mandar uma bicada aos rivais.

"Difícil era estar em casa, a ver na televisão. Estou feliz por poder disputar mais uma final, apenas e só isso. Muito sério na abordagem ao jogo e no que representa. Percebo a questão do favoritismo. Da minha, é seriedade máxima ao olhar para o adversário como qualquer outro. Basta olhar para o nosso caminho, na Taça de Portugal e na Liga, onde perdemos pontos com equipas que desceram. É alerta máximo para a exigência do jogo. É difícil porque todos os jogos... Os jogos que mais me stressam são os da Taça de Portugal, porque sei da dificuldade que é defrontar equipas de escalão inferior e ganhar", afirmou o técnico leonino em conferência de imprensa.

Rui Borges mostrou respeito pelo adversário, que milita na II Liga, e está preocupado com a qualidade do Torreense nas bolas paradas e no contra-ataque, lembrando ainda as dificuldades que o Sporting sentiu para eliminar o Paços de Ferreira, equipa do segundo escalão que desceu à Liga 3. "A controlar: as bolas paradas; têm dois centrais que são muito fortes no jogo aéreo. Contra-ataque e ataque rápido: têm jogadores muito rápidos e temos de estar muito preparados para essas transições. Temos de estar muito equilibrados, a nossa linha defensiva e intermédia. A equipa tem de ser muito competitiva. Ainda agora dei o exemplo de estarem sem perder há sete jogos e com cinco clean sheets".

O treinador vê dificuldades no jogo. "Vamos ter dificuldades e teremos de estar no nosso melhor para vencer o Torreense. Tivemos dificuldades com o Paços no primeiro jogo da Taça de Portugal e o Paços desceu à Liga 3. O Torreense recentemente colocou dificuldades ao Casa Pia e até terminou com mais remates à baliza do que o Casa Pia. Temos de estar atentos", frisou.

Rui Borges, treinador do Sporting
Chegar ao Jamor é um bónus de um Torreense que palmilha seguro e centrado na I Liga

Rui Borges desvalorizou ainda o facto de o Torreense estar no Jamor a meio de dois jogos do playoff, acreditando que o cansaço será superado com a motivação de estar nas decisões. "Eu metia os melhores, sem dúvida alguma. A parte de dizer que estão numa luta para subir da televisão, têm três ou quatro dias para respirar e jogar... São jogos em que, com toda a certeza, o mister Tralhão não precisa de motivar os jogadores. Não vai haver cansaço. Se, no início da época, lhes dissessem para assinarem uma folha em como iam disputar a final da Taça de Portugal e o playoff, eles assinavam, com toda a certeza, para disputarem o jogo no seu máximo. Acredito que, independentemente de quem jogar no Torreense, terão uma motivação para lá do normal, o que nos vai dificultar a tarefa. Temos de ser muito sérios, porque tem demonstrado a sua qualidade", acrescentou.

Sobre se a conquista da Taça de Portugal seria justa tendo em conta a temporada do Sporting, Rui Borges considerou que "a justiça é relativa". "Acho que o grupo é merecedor de estar nesta final, de lutar pelo troféu e vencê-lo, mas temos de fazer muito para vencê-lo, temos de demonstrar em campo. Teremos pela frente um adversário que vai dar a vida. Temos de estar preparados para a dificuldade, tudo bem que é contra um adversário da segunda divisão, mas que ainda esta semana deixou em dificuldades uma equipa da primeira liga", vinca.

Rui Borges também fez um avaliação sobre a época. "A nossa época foi fantástica, em termos de qualidade, das competições em que estivemos inseridos. É certo que não fomos tricampeões, que era o que queríamos. Mas queremos conquistar o segundo troféu mais importante do nosso calendário desportivo", afirmou, garantindo que Ioannidis não estará disponível para o jogo e sem desvendar que guarda-redes estará na baliza: "Poderia dizer que já decidi ou não decidi. Eles ainda não sabem, portanto seria ingrato da minha parte estar aqui a dizer quem jogava."

Rui Borges, treinador do Sporting
Sporting-Torreense. António Nobre é o árbitro da final da Taça de Portugal

A conferência de imprensa ficou ainda muito marcada por assuntos de mercado, mas Rui Borges não quis comentar eventuais entradas nem as possíveis saídas de Maxi Araújo, Trincão ou Hjulmand. Sobre o capitão, lembrou que o médio dinamarquês "tem contrato" e tem estado a chateá-lo "para se apresentar dois dias à frente" no início da próxima época, "porque ainda vai jogar pela seleção".

O treinador do Sporting desvalorizou ainda o facto de a comitiva leonina ficar a saber se entra ou não diretamente na Liga dos Campeões ao intervalo da final da Taça de Portugal, quando já for conhecido se o Aston Villa vai ou não terminar a Premier League em quarto lugar, fator que garantirá aos verde e brancos entrada direta na fase de liga da Champions.

Rui Borges, treinador do Sporting
Chegar ao Jamor é um bónus de um Torreense que palmilha seguro e centrado na I Liga
Rui Borges, treinador do Sporting
1967. A vitória no Jamor que imortalizou os “Leões de Lisboa”
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