Rali Dakar 2026: Quinta etapa redefine lideranças e destaca recuperação portuguesa

Rali Dakar 2026: Quinta etapa redefine lideranças e destaca recuperação portuguesa

Continuação da maratona complica vida aos favoritos nas motos; João Ferreira recupera nos automóveis e Martim Ventura mantém forte presença entre os Rally2
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A quinta etapa do Rali Dakar 2026, disputada entre Al’Ula e Hail, comprovou mais uma vez porque o chamado “raide mais duro do mundo” não perdoa falhas. Os 356 km cronometrados fizeram parte da etapa maratona, que se iniciou na véspera, obrigando pilotos e máquinas a enfrentarem os desafios sem assistência mecânica — um teste extremo de resistência física, navegação e gestão técnica.

Nas motos, o dia foi particularmente tumultuoso. O espanhol Tosha Schareina (Monster Energy Honda HRC), que partia com a liderança, viu as suas aspirações abaladas logo no início ao falhar a passagem pelas bandeiras obrigatórias, o que resultou numa penalização de 10 minutos. A infração derrubou-o do possível quinto posto para 12.º na etapa e fê-lo cair para 4.º da classificação geral, perdendo o comando da prova.

A equipa Honda sofreu ainda outro duro revés quando o francês Adrien Van Beveren ficou parado no deserto após apanhar um emaranhado de fios de arame na roda traseira, perdendo cerca de meia hora até retomar o percurso.

Com o desgaste dos pneus potenciado pelo terreno pedregoso e a ausência de assistência, o dia foi descrito entre pilotos como uma verdadeira “roleta russa”, tal a imprevisibilidade do que poderia acontecer a cada quilómetro.

Nos camiões, a quinta etapa foi dominada por Martin Macík, que voltou a impor velocidade na maratona e reforçou a liderança da classificação geral. Destaque ainda para a surpresa de Kay Huzink, que garantiu o segundo lugar do dia, seguido por Mitchel van den Brink, que continua em busca de recuperação.

Portugueses destacam-se no deserto saudita

Entre os portugueses, o Dakar segue com sinais positivos. Nas motos Rally2, Martim Ventura mantém-se firme na luta pela vitória da categoria, ocupando o 2.º lugar da geral, numa prestação consistente e elogiada pela imprensa internacional.

Outro nome lusitano em evidência é Gonçalo Guerreiro, que entrou para a história ao tornar-se o 12.º piloto português a vencer uma especial no Dakar, triunfo obtido na segunda etapa entre os SSV.

Nos automóveis, a etapa foi marcada pela recuperação de João Ferreira, ao volante de um Toyota Hilux. O piloto português completou os 372 km cronometrados no 7.º lugar, a 6 minutos e 7 segundos do norte-americano Mitch Guthrie, recuperando competitividade após dias mais complexos na primeira fase da maratona.

Com este desempenho, Ferreira subiu para o 14.º lugar da classificação geral, mostrando ritmo sólido e boa adaptação ao terreno saudita. A categoria mantém o sul-africano Henk Lategan no comando, seguido por Nasser Al-Attiyah e Mattias Ekström, que seguem na luta pelo título.

A exigente travessia da próxima etapa deverá ter consequências visíveis na segunda metade do rali. A próxima ligação até Riyadh volta a somar centenas de quilómetros cronometrados, reforçando a ideia de que nada está decidido no Dakar — e que o único prognóstico seguro é o de que a resistência será decisiva.

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